sábado, 20 de dezembro de 2008

Ciência – 6) Por que das Críticas contra a Ciência


Paciencioso amigo, vou transformar-te no meu entrevistador e vou colocar em tua boca perguntas que me foram formuladas num duplo programa de radio semanal, com mais de duas horas cada, programa de rádio esses que vinha desenvolvendo há mais de seis anos, e de repente foi silenciado. Lá vão as perguntas:
Dr. Bono, como é que o amigo, em pleno curso de medicina, isto é, ainda não formado nessa especialidade científica, foi levado a escrever um livro como É a Ciência uma Nova Religião? ou os Perigos do Dogma Científico. Dificilmente se encontra alguém que comente ou critique a Ciência. Como é que o amigo pôde ser tão ousado nesse seu livro de 40 anos atrás, hoje esgotado e totalmente ignorado?
Resposta: Fui levado a escrever um livro desse gabarito ou teor porque me dei conta de que a Ciência moderna, infelizmente engana o que há de melhor no homem: sua possibilidade de Saber-Sentir-Intuir.
Se iludem as pessoas em achar que, graças à metodologia científica e à experimentação laboratorial, a ciência é sempre veraz, nunca mente e não nos engana.
A impessoalidade e o não sectarismo da ciência são uma mentira capciosa.
O cientista é o mais personificado de todos os indivíduos.
Por outro lado, lamentavelmente a ciência fez da mente humana (em verdade cérebro) um mero instrumento de cognição, uma simples ferramenta por meio da qual, alegam certos cientistas, se pode descobrir, decifrar, equacionar, a Vida, o Cosmo Primordial.
Com isso a ciência cometeu um erro terrível. Por pura especulação e conclusões gratuitas, transformou a Mente Primordial numa dependência cerebral, numa excrescência ou numa pretensa massa cinzenta, por meio da qual se poderiam perceber corretamente as pretensas realidades externas e se poderiam inclusive descrevê-las e prová-las a contento, além de, depois, poder possuí-las.
Grosso engano. A mente humana, antes de mais nada, não se encontra na dependência do cérebro. Este último, já que nunca falou por si mesmo e sim é o pensamento que fala por ele, depende daquilo que a mente já degradada e personificada elaborou, engendrou, extrojetou, reconheceu, descreveu e, depois, graças à execução do ato intencional diz ter conseguido provar, quando o pensamento de origem mental apenas engendrou e extrojetou tudo de modo muito ladino. E não esqueçamos que a mente personificada é apenas um iceberg intrometido, cuja ponta aflora na Grande Mente Universal, no Mar Cósmico, na Consciência-EU.
Afora as intromissões dessa ponta de iceberg, existe sim uma Manifestação Primeva, livre, pura, espontânea, harmônica e que é exatamente essa mesma Mente ou Consciência Cósmica em Manifestação.
Nesta cabe sim o Homem Primordial que eu, em meu último livro Apocalipse Desmascarado chamo Filho Especial ou Filho do Céu.
Voltar a ser Filho do Céu é o destino do homem terrestre. E isso não tem nada a ver com pieguice e invencionices religiosas.
Depois dessa Manifestação Primordial, no meio do caminho, entre o Manifestador e o Manifestado, lamentavelmente se intromete o ego-iceberg intruso.. Tal iceberg ou ego-pensamento, primeiramente, tenta ofuscar as Verdades e a Manifestação da Grande Mente ou do Grande Oceano, em segundo lugar como esse ego-intruso e mentiroso não consegue sentir nem captar nada desta Manifestação ou Verdade Primordial, da qual fazem parte os OVNIs e os alienígenas benevolentes, ele, ego-pensamento vê-se obrigado a recriar um falso mundo, um falso universo, uma falsa condição existencial, onde parece caber uma pessoa ego-pensante, de um lado, e um mundo ou universo pensado, do outro.
Essa dobradinha torna-se sobremaneira reveladora ou impressionável para quem somente mal pensa, porque aí, o mal pensar humano e a execução do ato intencional se intrometem como forjadores e sustentadores dessa grande ilusão mundial, falsamente cósmica.
Em outras palavras, o Homem Verdadeiro e Primordial, sem se aperceber, sacrifica seu Sentir-Saber-Intuir-Atuar-Amar, as cinco atividades absolutamente verdadeiras, válidas e eficazes da Mente Pura para que prevaleça o simples mal pensar (ou memória-raciocínio-imaginação) da mente decaída e corrompida.
Isto é, o homem ao invés de Saber-Sentir-Intuir, Aqui e Agora, passa a mal pensar no espaço e no tempo. Este mal pensar ou esta memória-raciocínio-imaginação, válido tanto para o analfabeto como para o erudito, ou esta lógica-razão refinada, válida só para o erudito, resultam em espaço e resultam em tempo pretensamente externos.
Transformam-se nos mentirosos recipientes cósmicos, onde o pensamento ladino coloca as suas múltiplas recriações ou forjações dualistas, em suma, onde o pensamento coloca a falsa matéria, a falsa energia, o falso plasma científicos.
Todas as mentiras aparentes do mal pensar, e que só e sempre aparecem mas não existem, passam a prevalecer, passam a vingar, passar a se sobrepor.
E a ciência moderna, não conhecendo absolutamente nada da Mente Real do Homem, da Verdadeira Consciência, do que vem a ser o pensar em si, do que vem o ego ou pretenso ser (ou falsa entidade que não deve ser confundida com EU SOU), e que em cada um de nós diz pensar, mas só arrota o "pensar alheio ou as opiniões acumuladas de terceiros", não fez outra coisa senão acrescentar mentiras e mais mentiras.
Ora, a ciência, nada sabendo de fato do que vem a ser o Perceber ou Conscientizar autêntico, o Saber-Sentir-Intuir, se permitiu confundir o Perceber ou Conscientizar Primordial com esdrúxulas e enganadoras reações bioquímicos-cerebrais. Louvou e sacramentou tal incrível confusão. É por isso que digo essa ciência só mente, só nos engana.
Na época em que eu escrevi o livro É a Ciência uma Nova Religião? até que eu era bastante ingênuo. Apenas me havia dado conta de que em física, química, bioquímica, medicina, biologia havia muita coisa errada, e que isso precisava ser urgentemente sanado.
Hoje ouso acrescentar que praticamente tudo está errado, sempre que levarmos em conta a Verdade Última, as Verdades Cósmicas Maiores.
E é por isso que hoje se fazem presentes os paradoxos da Ufologia e da boa Espiritualidade e que a ciência moderna sempre se empenha em negar.
O cientificismo ou a ciência só terá algum valor ou credibilidade se a encararmos como um faz-de-conta plausível, como uma espécie de trabalho artístico, como uma prática mágico-esportiva, como abstrações filosóficas.
Convém que se saiba que a metodologia científica que, por meio de suas cinco etapas - observação despreconcebida dos fatos ou fenômenos, hipótese, experimentação laboratorial, conclusão positiva ou negativa e elaboração da lei em termos geométricos-matemáticos - pretendeu estabelecer a verdade material, e que seria válida em todo o universo, é um engodo total completo.
Ninguém sabe aí como o pretenso cientista pensa de fato, como sente, como em verdade percebe ou conscientiza. A não ser, é claro, que se leve em conta as mentiras científicas do fisiologismo cerebral, mentiras que se transformaram em vacas sagradas, estabelecidas e consagradas como dogmas.
Dr. Bono, ainda trabalhando num Hospital Psiquiátrico, do qual se aposentou após 23 anos de trabalho e convívio hospitalar, como é que lhe surgiu a idéia de escrever dois livros que questionaram a psiquiatria e a psicanálise, como Nós, a Loucura e a Antipsiquiatria e Antipsiquiatria e Sexo. A seu entender, por que a psiquiatria e a psicanálise precisariam ser questionadas?
Resposta: Porque tais ciências psicológicas se assentaram em enfoques científicos capengas, os quais, de modo lamentável, são completamente errôneos no que diz respeito ao espaço, tempo, matéria, energia e plasma.
Imaginem só que tipo de terapia psicológica ou mental poderia saltar fora de enfoques que puseram a carreta diante dos bois.
Ou seja, calcada no cientificismo, ou no biologismo e estruturalismo científico, - meras aparências - a psiquiatria e a psicanálise primeiramente tornaram o homem vítima das pretensas disfunções cerebrais e, em segundo lugar, vítima das eventuais circunstâncias negativas externas ou existenciais.
Em outra palavra, para a psiquiatria e psicanálise, o pensamento e o ego são frutos da massa cinzenta ou do cérebro e são os que sofreriam as agressões externas, quando não é bem assim.. Dizem eles: adoece-se mentalmente porque o cérebro é afetado por doenças estranhas que vem de fora. O cérebro é atingido por germes, por vírus, ou senão é afetado por alterações bioquímico-cerebrais anômalas.
No enfoque psiquiátrico-psicanalítico o ego é sempre a vítima da doença cerebral. Dizem eles que alterando-se a pessoa ou ego freudiano, o pensamento e a conduta humana padecem das conseqüências da disfunção cerebral e o homem adoece.
Minha vivência hospitalar contudo permitiu-me surpreender que o homem torna-se um psicótico (um louco) ou um neurótico (um nervoso exacerbado) por causa de seu próprio ego e seu próprio pensamento.
O pensamento humano é algo anômalo e intrometido na Mente humana, e é esta anomalia mental quem suscita a pretensa doença.
O problema todo é uma questão de o ego se agigantar e extrapolar, ou senão de se atrofiar e se sumir, se for contrariado.
Ou senão o próprio ego criar becos sem saída imaginários, que não pode suplantar, porque são fantasmagóricos e absurdo.
Este ego mentiroso e causador de balbúrdias e doenças nada tem a ver com o grande EU.
Quem provoca o estar doente, tanto em termos físicos como em termos mentais é o ego-pensamento em cada um de nós. Este é um bandido, salteador, e homicida. Mata nossa verdadeira essência EU SOU para ele-ego poder prevalecer.
E o homem não conhecendo o pensamento em profundidade coloca seu falso eu ou ego lá nas alturas, o reverencia e teme e, ainda por cima, o transforma numa pobre vítima de supostas doenças e germes, vírus que viriam de fora, quando, se não se pensasse tanto e tão mal, nada poderia vir de fora e nada poderia nos atingir, afetar e nos deixar doentes.
E a propósito, alertava Jesus: (E não era louco nem lunático) Nada que entra pela boca do homem, ou nada do que vem de fora, pode atingir ou prejudicar o homem. O que prejudica o homem é o que sai de dentro de sua Mente-Coração...!
Dr. Bono, como é que um médico, alguém ligado ao mundo científico, ou até mesmo ligado a algo que vai além da ciência, pôde se interessar por religião? O que foi que levou o amigo a escrever Cristo Esse Desconhecido?
Resposta: Não Viste a frase de Jesus que acabei de citar ou transcrever ? Pois bem Jesus não era só e necessariamente um santo e um fazedor de milagres, e mais todas aquelas outras coisas que a teologia ocidental inventou a respeito dele. Jesus era e é principalmente um Sábio extraordinário que conhecia a mente-coração do homem como ninguém. E isso para um anti-pensador como eu era muito importante.
Jesus, a seu modo, também difundia o Homem, homem, conhece-te a ti mesmo!, dizendo: Buscai primeiro o Reino de Deus e Justiça ou Perfeita Compreensão que depois disso todas as coisas vos serão acrescentadas.
Por outro lado e lamentavelmente, a doutrina de Jesus foi toda ela desvirtuada e distorcida. De certo modo, (eu) consegui remanejá-la ou consegui colocar os possíveis versículos originais na ordem correta. Com isso, talvez, a verdadeira doutrina de Cristo tenha ressuscitado. Isso não é uma certeza definitiva, nem uma imposição, mas sim uma sugestão, uma aproximação do Ideal Cristão.
Jesus foi muito mais do que sempre se andou dizendo por aí, ao longo destes quase dois mil anos. É lamentável que d'Ele só apareça o pobre homem crucificado num madeiro e não prevaleça a Doutrina que Ele deixou, que havia-se perdido e que foi reencontrada. Graças ao meu trabalho de remanejamento e recompilação, esta doutrina, digamos, voltou a aparecer, para, quem sabe, ajudar o homem efetivamente, sem muitas promessas infantis, pacienciosas esperanças e eternas expectativas.
Dr. Bono, pulando de um extremo a outro, o senhor. passa da ciência, da psiquiatria para o cristianismo, e deste para o orientalismo. Por que razão resolveu escrever o "Senhor do Yoga e da Mente" e "Ecologia e Política à Luz do Tao"?
Resposta: Por que só os bons mestres orientais conhecem a mente com perfeição. Estes, em seus cinco a dez mil anos de busca, empenho e de Autoconhecimento surpreenderam a Mente em seus aspectos primordiais e como ela é, efetivamente. Descobriram o que vem a ser o pensamento, o que é o ego, o que são a memória-raciocínio-imaginação, o que é a lógica-razão e descobriram também como tudo isso nos engana com muita arte e astúcia.
Surpreenderam como as coisas ditas externas vieram-a-ser efetivamente (ou como "foram criadas"). Sabem com toda perfeição se houve efetivamente uma criação no tempo e no espaço, como dizem as religiões e ciência ocidentais, ou se no lugar disso há apenas uma Manifestação, Aqui e Agora, livre do espaço, do tempo, e dos enganadores matéria, energia e plasma.
Os mestres orientais, como Krishna, Buda, Laotsé, Chuangtsé, Nagarjuna, Shankaracharya etc. sabem muito bem o que é uma Consciência Primordial em Manifestação e o que é uma mente personificada - mancha acrescentada - que se mete a recriar, a extrojetar fantasmagorias e a opinar a respeito.
Os mestres orientais sabem que uma mente escravizada ao ego e ao pensamento vulgar é só Avidya (ou Ignorância Primordial) e que aquilo que ela extrojeta e sobrepõe por sobre da Verdadeira Vida e depois reconhece é só Maya ou aparências.
Para eles o Existir só cabe para a Manifestação Primordial ou Autonatureza. O resto acrescentado pelo ego é só aparências ou faz-de-conta, nunca realidade ou existência.
Lamentavelmente, a ciência abusa das palavras, do pensamento e da conduta quando nos impinge sua própria realidade forjada e reconstruída
Dr. Bono não se pode negar que todos os seus livros já editados, alguns esgotados, são anti-convencionais, são heréticos, polêmicos no melhor dos sentidos, são chocantes, escandalosos, quanto à ideologia, como inclusive devem ser os seus trabalhos ainda inéditos, como Parar Este Falso Mundo, Prisão do Tempo, Jesus sem Cruz, Jesus, Messias ou Filho do Homem, Ciência, a Nova Religião etc. Em seu currículo existem mais de 25 livros inéditos. Pergunto, porque o amigo insiste em temas tão ousados? E por que será que as editoras do Brasil resistem tanto à publicação de seus trabalhos?
Resposta: Por que menos mal não virei cola gosmenta, não virei dialético enchedor de lingüiça que fala, fala e não diz nada. Porque infelizmente ainda não comovi nem toquei os tutores do poder, não motivei os pretensos críticos literários e manipuladores do conhecimento alheio, convencional. Não consegui suplantar as vacas sagradas do academicismo universitário e cientifico, ou também não suplantei os tabus da filosofia e psicologia universitária.
Em poucas palavras, porque infelizmente depois de 30 anos de escrever e falar, não virei um Paulo Coelho. (Nada contra e com todo o respeito). Vai ver que não virei porque só digo bobagens, e coisas que não têm cabimento, ou senão digo coisas que com toda a probabilidade suscitam melindres. De qualquer maneira, nem sempre consigo exprimir-me com palavras fáceis, com frases pretensamente poéticas que encantam, mas não dizem absolutamente nada. Ao contrário, exprimo-me com termos altamente significativos, que dizem tudo e abrem qualquer porta, dizeres que, pelo jeito, poucos entendem.
É isso empáfia de minha parte? Pode ser. Mas tal presumível empáfia só se fundamentaria para alguém que tivesse lido tudo o que escrevi, para alguém que me entendeu, para alguém que me detestou e não concordou comigo em nada do que disse. Mesmo este, a caro custo, teria o direito de me chamar empafiado. Antes disso, porém, teria que me desmentir em minhas colocações. Agora, relegarem-me ao ostracismo como me relegaram, isso sim dói, e como doi!
Dr. Bono, agora sou eu, hipotético leitor, que faço uma colocação, sem que a precise responder. Acredito que qualquer país do mundo se orgulharia de ter um pensador e escritor do seu gabarito, ou será que não? Estarei exagerando? E para tal pergunto: Por que será pois que as editoras nacionais insistem em lhe ignorar!? Por que será que o nosso país, em termos de literatura, só dá algum valor aos ficcionistas, poetas e praticamente nenhum aos pensadores de verdade, a um ensaístas como o senhor, e que em momentos também é ficcionista? Por que será que todo bom brasileiro que pensa, e pensa bem, tem que ser visto como um burro ou um louco? E por que só os ensaístas estrangeiros fazem sucesso no Brasil, tipo Zecharia Sitchin ou Fritjoff Capra?
Resposta: Ai amigo se soubesses quantas vezes bati às portas de editoras de renome do Brasil inteiro, e quase sempre recebendo desculpas esfarrapadas ou dolorosos chutes e mais chutes!! As editoras do Brasil não têm avaliador preparado. A caro custo conseguem sopesar o teor de um livro de ficção, desde que esteja escrito numa linguagem cotidiana digerível. Quantos "não" e quantos ponta-pés levei quando se tratou de editores do Brasil inteiro. Cansei de apelar por um retorno à Editora Record, mas a respeitável editora Luciana Villas-Boas (que entende um bocado de comércio, de atacado e varejo, que defende o capital do patrão com um zelo exagerado, mas não entende absolutamente nada de literatura e até mesmo das potencialidades dos livros alheios), mandou-me às favas, por meio de sua secretaria, outra pobre subalterna. Quando tentei retornar à essa respeitável Editora, a dna. Luciana infelizmente sequer tomou conhecimento que havia sido editado quatro vezes por sua Editora. E que os livros editados não eram enganos ou porcarias, e sim tinham grandes possibilidades de vencer, mas não venceram. Por falta de uma máquina promocional, não me tornei um "bestselleiro" ou um melhor vendido nessa renomada e prezada Editora. Para eles escritor bom é aquele que consegue vender livros que tenham tido mais de 10 edições. Todavia, sem a máquina do marketing montada isso é impossível de se alcançar. Eu francamente não sei como essa máquina se monta. Pagando, evidentemente.
Sei porém que alguns afortunados não pagaram nada. Não tenho cara de pau nem fantasia de palhaço para chamar a atenção do público de outro modo. Cansei de bater às portas da LPM de Porto Alegre, à Civilização Brasileira, quando ainda existia, à Nova Fronteira, à Best-Seller, Companhia das Letras, Editora Três, Cultrix, Pensamento, Rocco, Clube do Livro, Bertrand editora etc. etc. etc.
Dr. Bono, uma rápida e última colocação, seu três últimos livros editados, Os Manipuladores da Falsa Fatalidade, A Grande Conspiração Universal e o Apocalipse Desmascarado estão ligados à Ufologia, essa coisa incrível e notável que assombra e intriga muitos e também irrita e suscita descaso e desprezo a muitos outros mais. Como é que o amigo passou a se interessar também pela Ufologia, essa ciência notável para alguns, e maldita para outros?
Resposta: Estou metido na Ufologia praticamente há quase cinqüenta anos. Comecei vamos dizer saindo a campo com o notável ufólogo e professor Felipe Machado Carrion. Estava presente ou com ele me encontrava quando investigou o famoso caso da Lagoa Negra. Eu era um jovem estudante do ciclo secundário. Mas antes disso, por volta de 1948, 1949 já comecei a ler tudo o que aparecia e se relacionava à temática. Depois disso, não larguei mais o tema.
Aprofundei-me até às últimas conseqüências. Foi por isso que ousei escrever A Grande Conspiração Universal, e sua continuação O Apocalipse Desmascarado. Hoje a casuística ufológica não é mais tão importante. É preciso mergulhar mais fundo, já que as autoridades oficiais escondem os fatos e os documentos. E boa parte dos ETs que com os humanas se relacionam (ou se relacionaram) ou nos mentem quase sempre ou quase sempre nos enganam. Não sei por que essa insistência.
É preciso compreender em profundidade o que se esconde atrás dos governos oficiais que exercem a censura, quais alianças esses governos ou figurões secretos desses mesmos governos fizeram com ETs nem sempre tão bonzinhos.
É preciso saber o que há por trás das guerras e confrontos em nossos próprios céus, entre diversos tipos de alienígenas.
Não é verdade que estamos sendo visitados por ETs que vem lá de longe.
Eles estão aqui há muito tempo e brigam entre si em nossos céus.
O ser humano desavisado está situado entre dois fogos.
Precisamos surpreender quem são os alienígenas realmente favoráveis ao homem, quais são os neutros e quais os nefastos - e são muitos - sem nos comprometer e sem sairmos prejudicados. E, principalmente, a Ufologia, para ser melhor entendida, tem que se divorciar das idéias científicas de espaço, tempo, matéria, energia e evolução, porque os paradigmas ou os modos de conhecimento de que os alienígenas se valem são completamente outros. Eles não abusam do pensamento como nós. Sentem, Sabem e Intuem que podem fazer determinadas coisas, e simplesmente as fazem. Talvez de modo mais mágico do que lógico. No entendimentoda Ufologia, todas essas facetas devem ser surpreendidas, para que alguma luz comece a vingar numa temática tão ambígua.

CIÊNCIA – 5) UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO NO CONHECIMENTO E OS ENGANADORES MEIOS DO CONHECIMENTO OFICIAIS

Desconfio de que o título deste meu tomo de uma coleção de quatro é extremamente audacioso, pois ninguém se permitiria duvidar da validez dos meios do conhecimento, consagrados pela filosofia em geral, pelas religiões do mundo ocidental, pela tradição e principalmente pela Ciência Moderna. É audacioso não somente por duvidar de tais meios – quando malgrado esta minha denúncia, para todas correntes do saber os órgãos sensoriais parecem funcionar muito bem – como mormente por transformá-los no principal personagem deste meu livro inédito: A Farsa dos Meios do Conhecimento.

Pois é, amigos, se se aceitasse a absoluta validez dos meios do conhecimento, ou seja se se aceitasse a absoluta validez dos órgãos sensoriais do corpo humanp que a ciência descreve, dos respectivos corpúsculos sensitivos desses pretensos órgãos, dos terminais nervosos, dos nervos sensitivos ou aferentes, do cérebro.

E se além disso se se aceitasse a mente ego-personificada, a alma teológica, o ego-consciência, o aparelho psíquico inventado por Freud, com seu inconsciente, ego, Id, o Superego, inconsciente coletivo (este é de Jung) etc. E mais ainda, se nisso tudo se incluísse também a lógica-razão, a memória-raciocínio-imaginação etc., tudo isso obrigaria a que uma Lógica Extremada e Autofágica (criticismo mordaz e inteligente) emudecesse e se anulasse para que ficassem prevalecendo as opiniões ou os pareceres limitantes e dogmaticamente estabelecidos de modo ardiloso e que a seguir transcreverei.

Diante de certos ardis dialéticos, como os que a seguir vou descrevere todo o mundo baixa a cabeça, emudece e não sabe o que dizer, quando, contrariamente, é aí que se deveria clamar, protestar e criticar contra aquilo que nos é impingido quase à força.
E, portanto, os donos do Saber estabelecido, verdadeiras múmias empafiadas, dizem:

a) Os meios do conhecimento são absolutamente indispensáveis e válidos para qualquer investigação crítica e inteligente, tipo ciência, e inclusive serviriam para a auto-reflexão e para a meditação, próprias de certas religiões. (Em verdade, digo eu, tais meios do conhecimento só parecem ser indispensáveis num raciocínio ou numa investigação discursiva, pretensamente filosófica, religiosa e científica, investigação essa cheia de truques, restrições, dependências, limitações, e que só enfoca aparências etc., já veremos por que).

b) Os meios do conhecimento são indubitavelmente infalíveis, axiomáticos e duvidar de sua função significa estultícia. (Isso é o que a ciência, a filosofia, a teologia e a tradição vigente dizem, porque lhes convém, quando os estultos aí são eles).

c) Os (pretensos) meios do conhecimento são universalmente aceitos por todos, principalmente pelos filósofos comuns, pelos cientistas, pelos teólogos, pelos psicólogos, psiquiatras e outras mais. (Isso é inegável, mas de um modo totalmente Infeliz, digo eu).

Amigos, nesses três tópicos há um subentendido astuto ou uma objeção básica e que parece dizer que se não se aceita a validez prévia dos meios fisiológicos do conhecimento, nada pode ser avaliado e um criticismo eficaz também não cabe ou não caberia.
Essa objeção, contudo, está assentada em inúmeras confusões e fatores gratuitos...

Primeiramente, essas três posturas ou três colocações nada sabem do que vem a ser o pensamento em si. Tampouco levam em conta que uma dialética realmente boa – não necessariamente hegeliana – não teme enfrentar a assim dita infalibilidade da lógica-razão. E muito menos uma lógica extremada e autofágica tentará assentar-se a si mesma, no trono da Verdade, feita uma testemunha perfeita, como a lógica-razão acadêmica sempre faz. Mas mais do que a lógica-razão, quem isso faz são os lógico-racionais, com seu lucubrar “emburrecido” e raciocínios aborrecíveis.

As três objeções supra poderão parecer válidas para a lógica comum, ou para a maneira de pensar e atuar da Ciência, maneiras que, pretendendo manipular o mundo objetivo e dele tirar proveito, são obrigadas a aceitar esses cânones da lógica em voga.
Porém e de qualquer maneira, um homem inteligente e avisado se apercebe que tais cânones lógicos são principalmente falsos, ladinos, enganadores e deturpam a Vida.

Nenhuma atividade absolutamente válida pode saltar fora desses três cânones, como de fato não surge. Bem ao contrário, o que daí poderá aparecer serão só a complicação, o desvirtuamento e a violência – e para tal é só ver os três tomos (inéditos) que precederam o presente trabalho.

Ademais, baixar a cabeça para tais cânones, equivale a assentar causas e condições esdrúxulas, que em verdade são deletérias e negativas. Num caso assim, a Sensibilidade e a Inteligência do Homem Primevo, além de seu Ato Puro, serão sempre suplantados e sacrificados. E digamos, para favorecer tal arbítrio, o ato propositado, intencional, terá que ser executado a favor do pensamento mentiroso e enganador. E aqui então teremos ou experimentações científicas descabidas, ou senão os atos de violência pura, a obedecerem ordens de prepotentes e extremados, ou ainda alguns acharão estar cumprindo a Lei..

De qualquer modo, aceitar essas três objeções do senso comum, do pensar filosófico e científico, da teologia seria um verdadeiro suicídio. Se os princípios do senso comum e da ciência tivessem que ser sempre aceitos como infalíveis, eles nos arrastariam a uma regressão para um menos infinito de tolices e confusões, como as que o conhecimento científico já desencadeou e estabeleceu.

Valendo-me de uma Lógica Extremada e Autofágica volto a perguntar:
De que maneira os meios do conhecimento – ou os olhos, as células da retina, o nervo ótico, os nervos sensíveis ou aferentes, o cérebro, o núcleo do ficar cônscio de cerebral, os peptídeos, a memória-raciocínio-imaginação cerebral, a pretensa alma emprestada, o inconsciente fisiológico de Freud, Id, etc. – se estabeleceram como autênticos ou como funcionando de fato ou ainda como eficazes, sem que alguém primeiro não tivesse recorrido ao seu raciocínio (pensamento)?

Ou também sem que alguém não tivesse recorrido aos meios do conhecimento de alguém mais, um legítimo “concordino” ou partidário disso tudo, para que ambos autenticassem e justificassem toda essa remontagem mentirosa?
Se para estabelecer a pretensa autenticidade dos dados da neurologia e fisiologia sempre temos que recorrer ao pensamento vulgar e aos meios do conhecimento de um indivíduo prévio, digamos um cientista, um fisiólogo, neurologista, bioquímico etc. como, então, os meios do conhecimento do cientista ou neurologista se estabeleceram primeiro de modo completamente veraz ou válido? Amigos essa sim é uma Revolução no Conhecimento...

E mais, como puderam tais pretensos meios do conhecimento tornarem-se absolutamente fiéis, válidos, eficazes e realmente objetivos? De que maneira a ciência fisiológica pôde explicá-los satisfatoriamente se os pesquisadores que se meteram a estudar tais meios, em seu modo de pensar e atuar jamais levaram emconsideração sua condição tramposa de personas-ego? O ego-pensamento em todos nós, com violência e mal pensando, sempre transforma seu objeto de estudo – no caso, o próximo ou uma simples cobaia – em fonte de revelações enganadoras que resultaram em falsas provas?

Em termos de dialética fútil e externamente falando, nada pode ser veraz e nada pode ficar realmente estabelecido sem que primeiro os pretensos meios do conhecimento se autentifiquem por si mesmos, nem que seja de modo aproximado. Se eles não se autentificam por meio do autoconhecimento, e não da ciência (coletânea de opiniões), não se pode dizer que eles de fato captam e testemunham algo externo. Quem diz que os órgãos sensoriais captam e testemunham é o ego-pensamento mentiroso e falastrão em todos nós e não os órgãos sensoriais.

Ao Saber-Sentir-Intuir, Aqui e Agora, já somos completos, sem que nisso se acrescente ego-mal-pensante e órgãos sensoriais pensados. Só depois de começar a pensar de modo errôneo e no tempo é que passamos a reconhecer os assim ditos órgãos sensoriais, as terminações nervosas, os nervos sensitivos ou aferentes, o cérebro etc.etc tudo sempre pensado.

Digamos que os órgãos sensoriais pertençam a um cientista que só sabe mal pensar e mais mal pensar. Repito, então, como conseguiu ele autoconhecer-se em profundidade, ou como acabou conhecendo inclusive seus próprios meios da percepção, meios da conscientização cerebral, funcionando a contento, e dando um toque de autenticidade a tudo o que parece ser externo?

Em sua própria cabeça (subjetivismo) , pôde ele descobrir o pretenso e enganador quimismo cerebral (peptídeos etc.) redundando em pensamentos, sentimentos e em percepção?
Ou quem sabe, só descobriu isso na cabeça do próximo, feita um objeto?
Mas, independentemente do que possa ter acontecido, se em sua própria cabeça ou se na cabeça do próximo, ao efetuar tal descoberta, mesmo assim, quem alcançou tais torpes conclusões e conhecimentos estapafúrdios foi o ladrão e salteador dentro dele (ou ego-pensamento) e nunca seu quimismo cerebral.

Este nosso respeitável cientista simplesmente jamais conheceu a fundo seu modo de pensar nem conheceu de modo direto o pensamento em si. Sim, pois em termos de mera intelecção pura, tampouco o poderá conhecer. É por isso que o pensamento primevo, instalado por sobre do Real, por sobre do Aqui e Agora, de modo bem ladino e sagaz, ele arma causas e condições prévias e sutis que acabam convencendo qualquer homem ou qualquer cientista desavisado.
E se tal buscador cientista não se conheceu nem Diretamente, graças a um Autoconhecimento (ou Saber-Sentir-Intuir), nem conseguiu se conhecer de modo indireto ou por meio de um fisiologismo pretensamente cerebral, de que modo pôde ele conhecer também o funcionamento dos meios do conhecimento ou o cérebro de seu vizinho?

Como pôde conhecer de maneira correta os meios do conhecimento de seu objeto de análise, ou seja, da pessoa-cobaia que está ou estava à sua frente?
E não esqueçamos que este modo indireto de conhecer, como adiante veremos, indica e traduz apenas a um ego abstrato, mentiroso, ladrão e salteador, pensando a respeito de si mesmo e a respeito daquilo que acredita ter à sua frente.
Ou seja, o ego-pensamento é a sombra do filho da mulher estéril meditando em cima da própria sombra que ele mesmo é.

Mas tal pesquisador conseguiu entender realmente e decifrar o modo de perceber e pensar daquela pessoa-cobaia-objeto para, generalizando, finalmente tornar isso um conhecimento científico irrefutável e válido para tudo e todos? Mas é isso possível, ou pelo menos terá isso algum valor? Os cientistas quando enfocando o cérebro e os órgãos sensoriais acreditaram entender e decifrar os meios do conhecimento não terão somente mentido e delirado ao extremo?

E desde quando um objeto de experimentação (cérebro), em total dependência ao modo de pensar e agir do experimentador, nos obsequia alguma verdade, alguma prova, sem que primeiro, determinado cientista ou sujeito pensante pense pelo objeto inerte e mudo (o cérebro)? E, além disso, se meta a executar o ato proposital ou a fazer experiências, estapafúrdias, arrancando daí falsas provas, as quais já faziam parte do fundo mental desse mesmo experimentador, provas que ele simplesmente extrojetou?

Por acaso raios X, tomografias, ecografias, cintolografias, eletroencefalogramas e outras parafernálias mais, se postas em contato com o cérebro do próximo, falam por si mesmas ou é o homem que as faz funcionar e as interpreta em conformidade a peculiares maneiras de pensar profundamente enraizadas? Se não se pensa primeiro, e depois se faz alguma coisa, os aparelhos científicos podem revelar alguma coisa?
Nessa brincadeira toda, o nosso cientista experimentador não fez outra coisa senão reconhecer suas próprias reconstruções mentais, remontagens sutis e extrojeções, próprias de seu fundo mental ou Campo de Consciência Sensorial da Ciência.

E se um cientista se meteu a estudar os meios do conhecimento de seu próximo, digamos um terceiro indivíduo, sem ter o mínimo vislumbre e entendimento de seus próprios e pretensos meios, sem ter tido a mínima chance de surpreender e perceber como se desenrolava sua maneira torta de observar, seu próprio raciocínio desonesto, sem ter qualquer Autoconhecimento, então aquilo que ele arrancou do cérebro alheio, do cérebro exposto de seu próximo era somente a sua fumaça mental. Isso não era uma descoberta que acabou se constituindo num fisiologismo cerebral válido, autêntico, ou num meio do conhecimento humano decifrado, mas eram seus próprios pensamentos ladinos, seus modelos e representações os que estavam se projetando adiante, exatamente naquilo que ele chamou de seu objeto de estudo, objeto este que geralmente é um próximo desconhecido e sofredor ou é uma cobaia indefesa.

Se os meios fisiológicos do conhecimento do estudioso, do cientista, a partir de um autoconhecimento ou a partir de outros enfoques mais, esclarecedores de fato, não se estabelecem primeiro, esse cientista não poderá concluir que agora conhece os meios de conscientização ou de percepção do próximo, só porque esmiuçou uma pasta melequenta (cérebro) e a transformou em objeto de análise, como, aliás, sempre tem feito a medicina, o fisiologismo e a neurologia cerebral. Isso não é bom conhecimento, isso pode ser um embuste total!

Filósofos, cientistas honestos, religiosos autênticos (e não fanáticos), bons pensadores onde estais para não clamar aos céus contra tudo isso, contra todos esses abusos gratuitos do cientificismo!?

Aquele que investiga as coisas à maneira científica, nada sabe sobre as artimanhas e astúcia de sua própria mente, sobre como o pensamento ou memória-raciocínio-imaginação nos engana, sobre o quanto o seu perceber restrito é distorcedor e enganador, sobre aquilo que de fato está fazendo ou como está procedendo. E se insistir em atuar desse modo, nada poderá alcançar de válido naqueles órgãos sensoriais, nervos e cérebro que estão à sua frente, feitos coisas factíveis de analisar.

Lamento dizê-lo, mas a fisiologia científico-cerebral, a neurologia, a psiquiatria e a psicanálise por alguém (ego) praticadas em terceiros são as disciplinas mais desonestas e enganadoras que existem, próprias de um (re)conhecimento ladino, e são o pior absurdo que um homem falsamente entendido poderia ter inventado.
Como se poderá estabelecer a validade dos meios do conhecimento de um estudioso, se este não se autoconhece e nunca se auto-enfocou, e nada sabe sobre seu próprio pensamento ou mente (verdadeira) funcionando?

Como esse pode, pois, se meter a estudar o cérebro alheio (mero objeto), que forçosamente sempre se confunde com sua própria mente ladina – pessoa pensante, de um lado, e objeto pensado do outro, ambos superpostos a uma Verdade Maior – mente-ego-pensante essa que o leva a concluir tolices. Ou seja, que todas as revelações que arrancou do cérebro alheio são exatamente aquilo que ocorre em tal cérebro e finalmente, por extensão, em seu próprio cérebro-mente também?

De onde o pensamento não cerebral, astuto e mentiroso, retirou tanta força para confundir e enganar? Evidentemente da falta de cuidado do homem, do egocentrismo, do egotismo, da desatenção, da falta de profundidade, Inteligência e boa religiosidade, e do eterno sacrifício a que o Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar do Homem Verdadeiro é submetido.

Ai amigo leitor, se não te autenticaste por um Autoconhecimento, por um Conhecimento Direto, por um Conhecimento Maior, que não simples textos de livros ou ensinos universitários sempre comprometidos e contraditórios. Se um Mestre e Sábio de verdade, já Autenticado, (não um professor de escolinha), e também legitimado por Vivências Transcendentais, por uma Iluminação, por uma Realização, não estabelecer e sacramentar como absolutamente verazes os meios fisiológicos do conhecimento – e que a ciência exalta, usa e abusa, acreditando por meio deles alcançar grandes verdades – esses meios fisiológicos do conhecimento, (em verdade meios do reconhecimento), não podem ser tomados ou admitidos como instrumentos válidos, reais e fiéis no que parecem estar captando e interpretando.

Se os meios fisiológicos do conhecimento de alguém – olhos, retina, nervo ocular, nervos sensitivos, cérebro, “ficar cônscio disto ou daquilo”, inconsciente freudiano, Id e ego cerebrais, Inconsciente coletivo, alma teológica e emprestada etc. – não ficam primeiro assentados como reais em si mesmo e não dependentes de nada, e/ou se não ficarem absolutamente esclarecidos e decifrados, depois – ou tempo – eles não poderão servir para decifrar, esclarecer e assentar o mundo ou todo o resto objetivado, como algo Real, tais como o corpo e o mundo, e tampouco justificarão e autenticarão os meios do conhecimento de um terceiro indivíduo transformado em cobaia.

Entrementes, meus amigos, vejam só que ironia: sim, pois, ao longo do falso tempo, nada poderá ficar esclarecido, porque mal pensar aí é tempo e tempo é mal pensar ou raciocinar. O Pensamento é tempo e falso espaço físico. Valendo-se do tempo-pensamento, não se pode pretender que se consiga alcançar alguma verdade absoluta no próprio tempo.
Poderemos, por acaso, estabelecer nossos próprios meios do conhecimento – e que final e honestamente desconhecemos por completo – recorrendo a outros meios do conhecimento? Ou digamos aos meios do conhecimento de um cientista que também não se autoconhece e muito menos autenticou seus próprios meios?

Ora aquilo que ele diz conhecer, em verdade foi apenas pensado, lucubrado, imaginado, extrojetado por ele, e concretizado por meio da execução do ato propositado ou intencional. De onde esse cientista tirou a certeza de que aquilo que ele conhece é de fato um bom conhecimento ou é Conhecimento Verdadeiro, e não somente um extrojetar de fantasias e um atuar ladino? Ou é um discursar ao redor de e depois simplesmente reconhecer?

Tal cientista para estabelecer como verazes e eficazes seus próprios meios do conhecimento terá que recorrer à autoridade e aos meios do conhecimento alguém muito importante, digamos aos de um Einstein, supostamente mais veraz e mais famoso do que ele. Este, por sua vez, sincero e honesto como era, recorreria a outros indivíduos mais, e desse modo esses outros mais acabariam apelando para o próprio padre eterno, o deus-persona objetivado de certas religiões. Desse modo, portanto, se implantaria um recuo ao mais ou menos infinito, recuo que apenas resultará em confusão e não num esclarecimento dos assim mal chamados meios do conhecimento.

Um recuo dialético que vai ao menos ou mais infinito é sempre contradição e mentira, e não prova nem o começo nem o meio nem o fim de coisa alguma. Apenas confunde e engana, como, aliás, costuma acontecer com todos os enfoques do conhecimento científico.

CIÊNCIA – 4) ÓRGÃOS SENSORIAIS E ANALOGIAS ENTRE CÂMARA FOTOGRÁFICA E O OLHO

Diz Nagarjuna, um sábio budista do II século d.C.: "A visão, a audição, o olfato, o paladar, o tato e a reflexão (raciocínio) são as seis raízes do conhecimento. As formas, as cores, os sons, os odores, o tempero, a matéria, a impenetrabilidade etc., são as esferas de atividade das raízes do conhecimento. Mas aí nem o perceptor nem o percebido aí tem valor algum".
Conviria lembrar, leitor amigo, que a ciência fisiológica e a física, cada qual em seu campo e a seu modo respectivamente, sempre explicaram tanto a visão pretensamente fisiológica quanto a coisa vista à sua maneira, transformando porém a visão ou o olho em órgão ou em mero objeto externo, e depois num objeto de análise.
Só que o olho em si não se vê a si mesmo, como antes já salientei, nem pode auto-enfocar-se. Se acontecesse o contrário, já havendo auto-enfoque, tal análise racional seria estúpida, mesmo que pretensamente científica. E transformar o olho em objeto científico de análise ou de especulação, pretendendo assim decifrar o VER-SENTIR em Si, é o mesmo que pegar o estrume da vaca e analisá-lo profundamente para que nos obsequie uma idéia aproximada do inteiro aparelho digestivo da própria vaca. Ora, ora, não me façam rir que logo, logo vou chorar!
O mesmo se diga do aparelho auditivo interno e da fonte sonora exterma, das papilas linguais e dos sabores, das papilas olfativo-nasais e dos pretensos nervos, transportadores dos estímulos, dos nervos aferentes ou sensitivos, das pretensas zonas cerebrais da sensibilidade etc., e das supostas substâncias químicas intermediárias, dos peptídeos etc., a desencadear gostos e cheiros.
Em verdade, as aparências e mentirosas forjações, e que saltam fora dessa dupla análise científica objetivada à força, são simplesmente impressionantes! Ou seja, um VER subjetivo e misterioso que a especulação, a limitação científica transformam em objetividade, ou em aparentes olhos objetivados de terceiros, colocados um frente do assim dito investigador. Aí então teríamos um sujeito pensante-pensado ou um falso vedor e teríamos um objeto (ou até mesmo um sujeito-objeto) pensado, ou simplesmente uma coisa vista e pensada. Graças a todas essas dicotomizações ou separações forçadas, teríamos também um ouvinte-orelhas pensante-pensadas e uma fonte sonora só pensada, um cheirador-nariz pensante-pensado e uma fonte olfativa sempre e só pensada, etc.)
A física declara que os objetos materiais encerrariam também propriedades organolépticas. A fisiologia conta-nos como são captadas essas pretensas propriedades pelos sentidos objetivados à força.
Entrementes, o que a física, o que a química ou fisiologia dizem não importa. O que interessa mesmo são certos físicos, químicos, fisiologistas, médicos, geralmente escravos do ego-pensamento, e que, não se auto-conhecendo nem conhecendo seus pretensos meios do conhecimento (ou seja, os órgãos sensoriais), começam a dar opiniões a partir de reconhecimentos ligados a forjações mentais prévias – e que resultam em conhecimento indireto, em cinco sentidos e pensamentos; ou senão em conhecimento indiretíssimo do qual somente olhos e mal pensar participam.
Esses pesquisadores, infelizmente, sempre fizeram o jogo dualista da Lógica-Razão ou dos raciocínios. E isso, minha gente, é sempre mal pensar a distorcer tudo. Lamentavelmente, do pensamento ladino não se pode esperar nada de bom, nada de autêntico e verdadeiro, a não ser superposições, multiplicidades fúteis, com a finalidade de enganar o Homem (ou o Saber-Sentir-Intuir em tal Homem) e acabar reforçando o próprio ego-pensamento. Mas vejamos agora outro aspecto dos olhos.
Vou reproduzir agora um simples tópico do livro INÉDITO (até quando): - A Farsa dos Meios do Conhecimento. Leitor e amigo, de forma bem resumida, queres saber como a ciência ou o fisiologismo científico da segunda metade do século XIX, inventou ou forjou as descrições e os mecanismos pretensamente científicos do glóbulo ocular?
Bem, quando a ciência moderna efetuou tal magia ou proeza, as primitivas máquinas fotográficas já haviam sido inventadas pelo homem, com suas lentes de acomodação, suas câmaras escuras, com sua inversão da imagem, com suas placas sensíveis de nitrato de prata e registradoras da imagem, e futuramente com seus filmes.
E o curioso disso tudo, é que depois o interior e as pretensas minúcias anatômicas do globo ocular acabaram se igualando praticamente à antiga máquina fotográfica. Alguns dizem que a máquina fotográfica foi inventada pelo homem porque este se baseou no fisiologismo ocular, o que não é verdade. A máquina fotográfica com todos os seus primitivos detalhes veio antes que a anatomia, que a microscopia e a fisiologia científicas acreditassem ter descoberto os mecanismos da captação visual do olho pretensamente anatômico e fisiológico. Em verdade engendraram tudo.
Antes da intromissão científica, a tradição milenar mais ou menos conhecia (ou reconhecia) o globo ocular e o cordão nervoso que a esse globo ficava ligado na parte de trás. Conhecia as pretensas córneas, íris, conjuntiva, corpo cristalino, corpo vítreo, humor cristalino, humor aquoso etc. Só não conhecia como esse pretenso globo ocular funcionava.
A ciência materialista, transformando o olho ou o globo ocular da tradição num objeto de estudo e aplicando os princípios da física e da química a esse mesmo órgão sensorial, logo a seguir, ou seja, na segunda metade do século XIX descobriu, coincidentemente, que o olho funcionava quase da mesma maneira como uma câmara fotográfica antiga fazia.
Os pretensos estímulos luminosos emanados por uma não menos pretensa forma externa penetravam pela pupila, pelo cristalino, pelo corpo vítreo e aqui a imagem do objeto externo ficava de perna para o ar ou a imagem ficava invertida como acontece numa câmara fotográfica, por causa das lentes.
Ao invés de incidir numa placa sensível ou num filme, com nitrato de prata e tudo o mais, a imagem invertida ocular incidia numa pequena zona especial do fundo do olho chamada retina, fóvea centralis, as quais e por ironia, ou coincidentemente equivaliam à placa sensível ou ao filme da máquina fotográfica.
Em tal retina a ciência descobriu mais tarde a presença de pretensas células especiais, chamadas cornetes etc. que ligadas a filamentos, se reuniam e formavam um grosso cordão que saia da parte de trás do globo ocular, constituindo o nervo ótico. E este entrando na massa encefálica se encaminhava para a zona trazeira ou occipital do cérebro, onde o estímulo se transformava em consciência ou em percepção visual. E pode? O cristalino de tal globo ao encolher ou ao dilatar funcionava como a lente da máquina fotográfica, aumentando ou diminuindo a imagem captada etc.etc.
Bem, amigo, que a tradição milenar tenha transformado a humana possibilidade de ver numa presença objetiva tipo globo ocular, tudo bem. Mas que a ciência moderna no século XIX tenha transformado tal globo numa legítima máquina fotográfica, e atualmente numa máquina filmadora, isso sim é que de se desconfiar.
Ou desconfiar da vaca sagrada chamada ciência seria uma impertinência?
De qualquer modo, amigo, eu pergunto: quem foi que disse que uma Autonatureza ou até mesmo uma natureza adaptada, mas não tão deturpada, precisava forjar olhos tipo máquina fotográfica?
Por que será que tal Autonatureza precisava se acomodar às invencionices da física ótica e da química do século XIX, se estas duas foram inventadas pelo homem e dependem do homem? A Autonatureza autogerou-se e inclusive gerou o Homem Primordial. Homem Primordial e Autonatureza são a mesma coisa. A autonatureza não é a natureza pensada e refeita pelo homem posteriormente e que a ciência acredita estar descrevendo a contento.
Só o homem mal pensante é que em sua natureza pensada e reconstruída introduziu estorietas e falsas leis ligadas a uma física, a uma química e ao diabo que os carregue.
Será que o cristalino atrás da pupila existe mesmo? Será que este encolhe e dilata como manda o fisiologismo científico?
Será que há de fato uma retina sensível aos estímulos luminosos?
Mas será que o olho humano tem que funcionar exatamente como a física ótica e a química inventadas pelos seres humanos prevêem?
A meu entender, a humana possibilidade de ver é o que é, com ou sem globos oculares. Tudo o que a ciência jura ter descoberto em relação a tal globo ocular, pode não ser verdade absolutamente natural, e sim serem meros acréscimos, simples engendramentos pensados e acomodações humanas. Sim, pois tudo se acomodou aos preconceitos da física ótica e da química do do século XVIII e XIX. Os cientistas fizeram funcionar a Lei da Geração Condicionada e a Lei da Interdependência, e estas obedeceram e o abracadabra aconteceu.
De qualquer modo, o VER EM SI (não confundir esse VER Primevo com o ego-enxergar fisiológico) escapou das garras decifratórias dos anatomistas, dos fisiologistas, dos oftalmologistas, microbiologistas, etc.etc.
E a humana possibilidade de ver ou simplesmente o VER Primevo em Si continua sendo o que é, ou seja, totalmente Desconhecido, menos mal. Fundamenta tudo, até a falsa possibilidade de enxergar e o pretenso objeto visto e reconhecível.
De sua parte, o cérebro não se compreende a si mesmo; mas a Mente que forjou a aparência chamada cérebro sim tem a possibilidades de autoconhecer-se, desde que a ignorância-ego-pensamento se suma ou se transmute no Querido EU Primevo, no Não-Feito, no Não-Forjado, no Não-Dependente, Naquele que não vem-a-ser, no Absolutamente Puro e Livre, no Deus Vivo.
Só na condição de objeto é que se poderão reconhecer no pretenso cérebro objetivado nossas próprias invencionices pensadas, e não fisiologismos reais ou funcionamentos intrínsecos ao cérebro.
O cérebro (sempre pensado) e pretensamente objetivado, diante dos meios fisiológicos do conhecimento da pessoa pensante e observadora é uma presença muda. É tão somente a outra parte pensada da própria pessoa-ego pensante, a qual sutilmente extrojetou previamente tal coisa, e depois fazendo intencionalmente alguma coisa a concretizou e a reconheceu.
Tudo o que for reconhecido e dito a respeito da objetividade ou da massa melequenta chamada cérebro é tão somente pensamento (falsa subjetividade) dessa mesma pessoa, pretensamente analítica e perscrutadora.
O algo-cérebro objetivado não fala por si mesmo nem nada revela por si mesmo. Ele depende da contraparte pensante, lucubradora, falante, forjadora de superposições, de pareceres, pretensamente subjetiva, a qual vai impor suas opiniões, custe o que custar, mormente se for cientista ou cientificista.
Antes se denunciou que os meios fisiológicos do conhecimento, frente a frente, não consegue se conhecer um ao outro adequadamente ou com felicidade.
A pessoa supostamente sadia que está atrás de tais meios fisiológicos do conhecimento apenas ficará opinando e inventando estórias.
E a pessoa pensante supostamente doente apenas ficará pensando bobagens, freneticamente, se lamuriando, sentindo-se mal, sentindo dor, e enfiando-se em becos sem saída que o pensamento nela mesmo inventa. Depois disso, então, dá-se o curto circuito mental ou implanta-se a psicose, a loucura.
Meios fisiológicos frente a frente equivaleriam exatamente ao pretenso relacionamento que ocorre entre uma pessoa neurótica ou psicótica e um ego-pessoa sadio, metido a psicólogo, psiquiatra, psicanalista etc.
Entrementes nem um nem o outro se conhecem a si mesmos, e muito menos o profissional que quer ajudar o outro se conhece adequadamente a si mesmo para Saber-Sentir-Intuir com exatidão (e não meramente intelectualizar) o que se passa na mente de seu paciente perturbado em termos de neurose ou psicose ou algo mais não acadêmico.
Bem, amigo, mas frente a uma lógica dualista e superficial, todo o criticismo acima exposto soará como um absurdo, só porque certos lógico-racionais ou meros pensadores não se apercebem que suas cabeças excessivamente lucubradoras são o absurdo que recusam entender , absurdo que rotula a denúncia que se acabou de formular.
Nesta altura de nossa exposição, já é mais do que evidente que sujeito e objeto, que conhecedor e coisa conhecida, que conhecimento e meios fisiológicos do conhecimento etc. são simples aparências superpostas, são artimanhas ou mentiras ladinas, ou também são frutos da memória-raciocínio-imaginação e do discurso interior. E essas denúncias não terminam aqui. Adiante, amigo, teremos mais.
No indescritível Surgir da Vida, onde está a pessoa-ego, onde está o objeto?
Em vez de objeto e meios do conhecimento, por que não presumir um Perceber Global, um Ver-Sentir?…
Por exemplo, um Ouvir, Cheirar, "Gustar", Tocar, Amar, Atuar, despersonificados – sem ego, sim, mas não sem Vida, sem Caráter – livres de órgãos sensoriais pensados, ou até mesmo possuindo órgãos, sem que a eles esteja ligada a idéia de posse.
Amigos, isso sim que é Vida e não o falso fisiologismo orgânico-cerebral! Isso que sugerimos lembraria o Verbo do Sábio Antigo ou o Logos. Em suma, haveria um Atuar-Saber-Intuir-Amar-Sentir-Isto = SER, perfeitamente Não Dual em Manifestação e Renovação. O resto é acrescimo desvirtuado.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ciência – 3) A Duração ou Persistência é sinônimo de Inexistência

Em meu livro inédito, “A Farsa dos Meios do Conhecimento” , escrevi o que segue:
"Todos os assim ditos objetos externos, ditos materiais, quando aparecem diante do homem pensante, quer queira, quer não, sempre se reduzem a experiências sensoriais. Quem distorce esse bom Sentir Primevo, é o mal pensar humano posterior. Todas as Coisas em Si, até o limite em que possam afetar um Ser Sensível, são Reais, porque são só Sentir e são Existências Momentâneas. Nunca são persistentes, duráveis, duros ou materiais."

A presença prolongada
do ente pensante e do objeto pensado, aquém ou além do Momento da Comunhão Sensorial – em suma, a pretensa duração, dureza dos dois – não pode ser garantida nem pelo Sentir nem pelo Saber-Intuir ou Entendimento Perfeito.
E este Entendimento não deve ser confundido com a intelecção ou com a lógica-razão vulgar, que só fundamenta e reforça o espaço-tempo pretensamente físico (ou memória-imaginação). Este Reto Saber não é conhecimento indireto nem conhecimento indiretíssimo.
E se aparentemente a duração temporal e a extensão espacial do objeto externo parecem ocorrer, parecem vingar, prevalecer, tais “duração e extensão” equivalerão apenas a uma manobra ladina da memória-raciocínio-imaginação que faz vingar e aparecer o impossível para um ego calhorda que nisso se compraz.
Duração (duro) e extensão são apenas ego-pensamento lucubrando. Tal pretensa “duração” mental ou interna e tal duração de algo aparentemente externo nunca são iguais à Vivência Momentânea da Sensação Primeva, e que traduz exatamente o REAL mais puro. Sugira-se que Aqui e Agora o SER no Homem é só Vivência Momentânea integral. E este é o Conhecimento Direto. No conhecimento indireto supõe-se que aqui haja alguém que pensa ("res cogitans") e que estaria se confrontando com algo objetivo que se extende. ("Res extensa"). Essa pessoa pensante e coisa pensada são frutos posterior do pensamento e constituem o conhecimento comum ou indireto do homem vulgar. O conhecimento indiretíssimo só prevalece no mundo científico, principalmente a nível microscópico e a nível astrônimico, em que só há pensar, mal ver ou enxergar e reconhecer.

As paredes imutáveis de uma prisão não existem como tais. Aparecem sim. E que força de persistência elas parecem possuir!
Isso é fruto do ego-pensamento maldoso, das intenções, decisões e modos de atuar proposital dos falsos justiceiros, dos juízes de alma negra e dos carcereiros vendidos e infames.
O que torna as paredes de uma prisão persistentes e insuperáveis é também a maldade da sociedade organizada, a crueldade dos tutores do poder instituído, tanto os do além, do postmorte, como os do aquém, os quais são guardas pusilânimes. Tudo isso também é devido à execução propositada ou intencional dos mesmos.
Alem de todo esse agir infame, fazedor e perpetuador de cadeias, temos inclusive o medo, o desespero e a agonia do preso, sua constante tentativa de superar ou de fugir. É o sadismo, a prepotência e a violência do sistema repressor, é a hipocrisia e a corrupção dos que se acreditam autorizados de julgar e condenar.
Todos esses horrores pensados convergem e resultam em obstáculos insuplantáveis, em fantásticos impedimentos. Todos esses fatores convergem e formam uma dolorosa concatenação quase insuperável, que mantém e alimenta todo esse horror. Todas essas terríveis concatenações são regidas pela Lei da Geração Condicionada, Lei da Interdependência e Lei do Carma, as únicas leis verdadeiras da vida condicionada.
Só a morte ou a infâmia mais abjeta é que, digamos, consegue anular os muros ou parece derrubar tais paredes, tidas como persistentes. Porém, o falecido e seu pensamento-ego, ao se transferirem para o além, ou também ao se transformar em outro meio ou no próprio além, totalmente desvirtuado e habituado que foi, é até capaz de recriar outras paredes mais, outros cárceres mais, no após morte. Sim gente, isso não é comum, mas pode acontecer.

O reconhecimento, essa poderosa arma do logro ou do engano dos meios do conhecimento vulgar, reconhecimento esse que é uma mistura de memória, raciocínio e imaginação, não prova a duração de coisa alguma. O reconhecimento só serve para manter as reconstruções sutis e ainda mentais, e também para sustentar as extrojeções da ignorância-ego-pensamento já previamente objetivadas.
Conviria saber também que tudo aquilo que não muda ou que parece durar, parece permanecer aparentemente igual, isso é ineficaz. Ou seja, tudo o que dura, isso simplesmente não existe em si, é vazio, malgrado possa aparecer para uma pessoa pensante!


É bom que se saiba também que numa Autonatureza ou numa Natureza absolutamente autêntica não existem nem partículas subatômicas, nem elétrons, nem Átomos, nem Moléculas… O Átomo Objetivado é uma Extensão Intelectual do próprio homem, ilegítima e gratuita.
É por isso que a Verdadeira Sabedoria nega o atomo, as moléculas, os peptídeos, as macromoléculas ou DNAs, RNAs, os GENOMAS, os vírus, as organelas, as células, os germes, a validade dos hipotéticos e futuros clones etc. (Quanto ao motivo da explosão atômica, ver explicações em livros inéditos e precedentes).
Por outro lado e evidentemente, a pressuposição de uma presença contínua, de um corpo permanente, é sustentada principalmente por aqueles que optam pela idéia (pensamento) ou pela concepção atômica das coisas.
Desse modo, então, segundo o parecer dos defensores do átomo, um pretenso dado objetivado, uma suposta coisa dita material – mesmo que não persista sempre igual, sequer em sua constatação comum e cotidiana – ela se reorganizaria de modo aproximadamente idêntico em seu pretenso nível ultra, ultramicroscópico ou nível atômico.
A modo de dizer, então, desde os infinitos ontem, o átomo conseguiria se objetivar e continuaria igual ou semelhante até o momento presente ou suposto hoje
Tal pretensa duração nos permitiria conhecer então o que vem a ser um objeto duradouro e externo – real, segundo a ciência – objeto que abrangeria os três tempos, passado, presente e futuro. Ou seja, tal pretenso objeto seria algo que vem do ontem para o hoje e do hoje vai para o amanhã, sempre graças à pretensa imutabilidade dos seus átomos. que não é verdadeira e nem eles são verdadeiros. .
Para os iludidos realistas de não sei o quê ou realistas superficiais, esses argumentos ligados a uma pretensa maneira de conhecer – em verdade sempre reconhecer – equivaleria ao que se chama “conhecer um objeto real, ocupando sempre o mesmo espaço e abrangendo os três tempos aparentes… Esses argumentos, contudo, carecem de autenticidade e validez.
Primeiro porque o conhecimento que do objeto passado a memória fornece não é uma visão e uma descrição do pressuposto objeto passado em sua pretensa organização atômica presente, e sim é uma visão e descrição em sua organização passada ou é um enxergar reinventado.
O ardiloso subterfúgio da persistência do átomo é apenas o nosso discurso interior fazendo prevalecer os três tempos – ontem, falso hoje e amanhã – tempos inventados pelo pensamento.
As artimanhas discursivas da memória-raciocínio-imaginação inventam um objeto durável a nível atômico, quando ele nunca o foi, pois nem tal nível existe como tal, nem o átomo fantasma o ocuparia.
Nisso tudo, também só há um conhecimento indiretíssimo que se traduz no mero enxergar dos olhos e no pensamento intelectual, que se relacionam com um suposto objeto evocado-imaginado, objeto que Aqui e Agora é totalmente inexistente.
E olha amigo que, no que diz respeito a esse suposto objeto atômico, não se levou em consideração todas as contradições vigentes que a concepção atômico-material implica, como, em parte, foi visto em livros precedentes, e como também a física quântica já tem denunciado.
Repito, tudo no átomo, nas moléculas e nas macromoléculas é pura contradição, como as próprias física quântica ondulatória e física eletromagnética escalar constataram Os pretensos subelementos dos átomos são ondas inconexas de energia, são puro conflito e não presença harmônica. Os bons físicos quânticos exclamam: Não temos mais átomos, temos possibilidades, temos intenções e um observador que, em seu pensar e conhecer é um misterioso!

O pretenso átomo está na total dependência do ego que o encara . E tal ego safado, valendo-se do Homem-Sentir, diz estar enxergando o átomo, quando em verdade tal ego-pensamento só enxerga suas forjações pensadas, seu próprio plantio, seus próprios engendramentos e os reconhece.
O homem comum com seu conhecimento indireto – ou o sujeito com seus seis sentidos e o objeto separados – nunca vê o átomo. Quem acha o estar vendo, num conhecimento indiretíssimo são certos cientistas, totalmente iludidos, condicionados e delirantes, e que só se valem dos olhos e do pensamento deles mesmos, enganador.
Nada nem ninguém criaram coisa alguma. Nada nem ninguém criaram esse dito átomo escondido numa pretensa natureza externa, nem na nossa cotidiana, nem mesmo numa natureza científica. Nem o deus persona ou o Ele das religiões criou o átomo, nem o trapaceiro deus acaso dos cientistas – sendo que trapaceiros aí somente seriam certos cientificistas mal pensantes.
Tais pretensos e fantasmagóricos átomos são sempre testemunhados por um pensar delirante, por um conhecimento indiretíssimo, e olhe lá. Jamais são enfocados e reconhecidos por um conhecimento indireto do povo em geral. Num conhecimento totalmente direto os átomos não existem nem aparecem. Só aparecem ou parecem se fazer presentes no conhecimento indiretíssimo.
Tais átomos, portanto, são pensamento puro, são pensamento deletério, haja vista as explosões atômicas que esse espécie de pensamento enjambrou. A causa das explosões atômicas se esconde no modo de pensar mais infame e no agir propositado mais abjeto.
Convém não esquecer também que nada na Autonatureza e até mesmo na natureza refeita pelo pensamento humano dura mais de um momento para conseguir manter inalterada sua estrutura intrínseca, pretensamente atômica, eletrônica, nucleônica, molecular etc. e depois explodir.
Tudo o que parece durar, em verdade fica estático, morto ou eternamente congelado nos pretensos espaços e tempos. Numa total contradição, os cientistas dizem que o corpo externo ou o Todo muda, sim, mas o átomo constituinte dura para sempre… Pois sim!

Os bons Mestres e um Sentir-Saber-Intuir ou uma Conscientização Perfeita e Reta Compreensão alertam que os objetos ditos materiais e pretensamente permanentes – ou seja, as coisas duras, persistentes, duráveis, impenetráveis e com outras qualidades e propriedades mais – em verdade possuem a natureza dos “cornos” da lebre, ou a realidade existencial do ”filho da mulher estéril”. Isto é, não são realidades e sim persistências aparentes. A evanescência da coisa ou do fato representa a própria natureza da coisa ou do fato em constante mutação.
Ou a coisa muda mal aparece, ou ela não mudará nunca. E se não mudar nunca será igual à Inexistência. A impressão e a convicção de meio termo, ou seja, de começo, meio e fim, meia duração, um quarto de duração etc e que a memória-raciocínio-imaginação (pensamento) sustenta, ou que as filosofias, as religiões, a ciência moderna e a psicologia adotaram e também impõem são um absurdo e abusos de prepotentes

E mais ainda, todo objeto que ao mesmo tempo apresentar duas ou mais qualidades, duas ou mais propriedades, condições etc., propriedades e qualidades que se conflituam, se contradizem, como o quente e o frio, negativo e positivo (tipo elétron e próton), isso não estará ligado a uma coisa só, permanente, mas sim tais quente e frio, positivo e negativo serão intrínsecos a duas ou mais coisas diferentes e instáveis etc.etc.
Por outro lado e em consonância com a Lei da Contradição, é bom enfatizar que toda vez que determinada coisa dita objetiva e pretensamente permanente manifestar em si mesma qualidades opostas ou até mesmo propriedades contraditórias, seja esta coisa um objeto da visão cotidiana, seja ela meramente um átomo, tal coisa simplesmente deixa de ser "coisa A" para virar "coisa B", "coisa C", ou mais ainda, e até mesmo menos… Ou também, uma coisa torna-se outra quando suas pressupostas propriedades e qualidades mudam.
E como antes se disse, haverá maior contradição do que a aproximação e fusão de dois átomos diferentes? Ou maior contradição do que as pretensas naturezas e propriedades dos elétrons, dos prótons, dos nêutrons, dos mésons etc., os quais supostamente se unindo constituiriam o átomo? E quando um átomo com determinadas qualidades e propriedades a modo de dizer se une com outro átomo diferente para formar a molécula, não será esta pressuposta molécula exatamente outra coisa que apareceu e que simplesmente fez desaparecer os prévios fantasmagóricos átomos constituintes, com suas mentirosas qualidades e propriedades intrínsecas e imutáveis?

Uma coisa também se transforma em outra quando supostamente muda de espaço, posição, ou senão muda de “lugar”.
Ai Deus, que Escândalo!, que escândalo!, sim, pois, a pretensa coisa não é algo que em determinado momento ocupa um lugar do pretenso recipiente espacial, ou um vazio espacial (A), e depois se desloca para ocupar o lugar seguinte (B), do mesmo recipiente.
Contrariamente, o dado momentâneo é o próprio espaço que se densifica em coisa, parecendo ocupar um lugar desse espaço (lugar, espaço, jogo de palavras).
O movimento ou deslocamento de A para B é um absurdo, como foi descrito quando tratamos do movimento, escrevendo nosso livro Transmutar Este Falso Mundo…
Ademais, toda e qualquer coisa já estaria sempre e naturalmente mudando, se alterando no falso tempo contínuo, permutando-se em outro instante-coisa vital, em outro espaço.
A coisa não muda porque o tempo a obriga mudar, mas sim a coisa forjada é mutação, é tempo em fulguração, e é algo refeito pelo ego-pensamento que também é tempo, e aí só vingam as fulgurações ou a impermanência. E todo fantasma pensado e superposto forçosamente tem que mudar.

A coisa material mergulhada no espaço é uma ilusão total. A coisa pretensamente científica seria só uma densificação particular e parcial do “Aqui” –(espaço).
A coisa também só seria um fulgurar momentâneo do “Agora”.
O espaço que se estende e o tempo físico que supostamente dura seriam só uma distorção do Aqui e Agora e uma acomodação intelectual! Disso Descartes nunca desconfiou.
Outrossim, sem nada impor, alerta-se que não há substância ou pasta material à parte das pretensas propriedades e qualidades que os nossos sentidos dizem captar e reconhecer, (quando em verdade tudo isso é só pensado).
É a partir dessas assim chamadas propriedades e qualidades, sempre subjetivas e reconhecíveis, que o pensamento constrói a impressão-convicção de matéria externa, dura e impenetrável. Esta última, aliás, não passa de uma forte impressão-convicção milenar, arraigada e sedimentada pela tradição que nos afeta, tradição essa que tem poder de distorcer nosso Ser e nosso Sentir.
Essa tradição é constituída por todas as memórias, raciocínios e imaginações que os homens liberaram, liberam e liberarão. E esses três atividades mentais distorcedoras têm o poder de subjugar o Ser em nós e de distorcer irremediavelmente o Sentir Primevo.
Tal acontece porque o homem Aqui e Agora, ao invés de Saber-Sentir-Intuir prefere pensar mal, prefere pensar de modo a estruturar e a discursar e depois reconhecer.

Nagarjuna, o grande sábio budista do II século d.C. declara muito oportunamente:
“Aqueles que afirmam a existência das coisas, ou senão a negam, esses não se apercebem da Verdade Maior, e que é exatamente a BENIGNA CESSAÇÃO DA IMPRESSÃO DE MUNDO!”
[Ou também dito de outro modo e em linguagem moderna: “Aqueles que afirmam a existência das coisas objetivas ou senão negam tal existir, esses tais são exatamente certos homens de pouca sabedoria, de quase nenhum alcance, e são extremamente dogmáticos e opiniáticos. Eles não se apercebem da Verdade Maior, e que é exatamente a benigna cessação da impressão e convicção de mundo. Amigo, aqui cessam os pensamentos, as elucubrações a respeito do mundo, cessam as superposições pensadas, as falsas impressões e convicções. Cessam as leis da ciência e os dogmas das religiões, mas não cessa o REAL ou a VERDADE, sensível, comungável, impensável, na qual o mundo pode caber perfeitamente.”

Mais outro ponta pé no nosso ego empafiado:
Tudo o que ao se originar, ao se objetivar depender de algo mais, isso não será nada em si mesmo.
Ou dito de outro modo, tudo o que parece ter um começo e tudo o que ao se objetivar sempre depender de algo mais, isso não é nada em si mesmo. O corpo denso ou físico do homem, malgrado as mentiras dos meios do conhecimento, com seus pretensos órgãos sensoriais, se enquadra perfeitamente nisso. Não foi por nada que Nagarjuna nos alertou, dizendo:
O Nirvana é a Realidade da aparência material e externa, assim como, conversivamente falando, o Samsara ou o pretenso mundo dos homens é a falsidade do Nirvana… Samsara [ou Maya, aparência] é o que sempre (mal) vemos e mal sentimos. O Real-Nirvana é o próprio Isto –(mundo) livre das impressões-convicções de nascimento, crescimento, duração, decadência e morte!”

Ciência – 2) Livro Inédito – Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria?


Sobre o filme QUEM SOMOS NÓS? eu escrevi um importantíssimo livro que chamei “Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria" , o qual e no meu caso, certas editoras nacionais, principalmente as de Porto Alegre, não deram a mínima importância, como de hábito. (26 livros inéditos, mais um)

Para piorar, certos professores universitários desta minha cidade de P.Alegre simplesmente me rechaçaram e me detestaram, por acharem que estava dizendo coisas descabidas, e por eu não fazer parte do grupo deles, mormente um famoso professor, conferencista, escritor, espiritista e espiritualista
O título do filme pergunta “Quem Somos nós?”, dando a entender que muito bom seria saber de fato se algo ou alguém SOUBESSE quem somos nós.
A resposta que me permito dar, como sugestão e nunca como dogma, certeza absoluta e imposição é que Aqui e Agora Nós somos Consciência, somos Espírito Vivo ou Individualidades Primevas (SER), Somos Mente Pura, somos EU SOU ou Deus Real e Vivo. Nessa condição Mental primeva somos ainda totalmente livres de uma atividade mental enganadora, ou seja, do pensamento vulgar. E somos também harmonia, paz, liberdade, felicidade e espontaneidade.
A Sabedoria de outras latitudes costuma dizer que somos Sat-Chit-Ananda ou Ser-Consciência-Felicidade. A pretensa matéria-cérebro totalmente discutível é muito posterior a tudo isso e é coisa forjada e dependente, própria das trevas exteriores.
Somos como o Sol e seus Raios, e na condição de Libertos, de Iluminados somos somente Sol-SER ou Existência Pura, ainda Imanifesta.
Num estado normal de Manifestação (Autonatureza) – e não de criação – Aqui e Agora somos Sol e também somos Raios. Sim somos Raios Unos com o Sol.
Mas também e só aparentemente e a partir do segundo momento em diante – pretenso tempo - somos raios supostamente separados ou desligados do Sol.
Aqui já se dá o extravio e a confusão por causa do prevalecimento primordial da ignorância-ego-pensamento.
Do segundo momento em diante, e que já pensamento em atividade e se intrometendo (ou já é tempo enganador) aparece o barulho interior ou o discurso e a ele se adicionam os ego-máscaras ou as pessoas, e também são as individualidades desvirtuadas e mal pensantes.
E se assim acontece, vamos parar de colocar a carreta diante dos bois como se faz em ciência, em que se acredita que esdrúxulas reações físico-químico-elétrico-cerebrais, mais peptídeos, possam resultar em pensamento, emoções, sentimentos e consciência, e inclusive em EU SOU.
Chega também de inferências enganadoras tipo “Penso, logo sou!”, quando a Verdade é somente EU SOU.
A Verdade mais Pura também é SINTO-SEI-INTUO-ATUO-AMO ou SER, livre do mal pensar. Assim que, fora do Aqui e Agora ou já exteriorizado, eu-ego posso inclusive mal pensar, recriando o falso tempo e o falso espaço, e depois forjar as impressões-convicções quase inabaláveis de começo-meio-fim ou matéria-energia-plasma, coisas que aumentam ainda mais minha confusão e extravio.
Chega de achar que houve um início, um começo no espaço e no tempo, e que, portanto há um meio termo e um fim. Chega de achar, por pura imposição, que houve uma criação divina 6 mil ou tantos anos atrás, ou senão, também por pura imposição, houve uma explosão primordial, um Big-Bang e depois disto uma criação puramente ao acaso, e isso bilhões de anos atrás.
Chega de achar também que a vida em si depende de quimismos e bioquimismos estapafúrdios, ou de pretensos DNAs, RNAs, de hormônios, de PEPTÍDEOS puramente pensados e sempre reconhecíveis ou forjados pelo pensamento humano bandido e enganador.
Chega de achar que o raciocínio (pensamento puro) – inventor de mentiras intelectuais – mais as emoções, as paixões, a memória-raciocínio-imaginação, as virtudes, os dons, o mau caráter, a estupidés, o ódio e a violência etc. são frutos de peptídeos idiotas, totalmente dependentes, pensados e forjados por cientistas humanos. Chega de tantas tolices, porque AQUI e AGORA simplesmente Somos, e como CONSCIÊNCIA sequer haveremos de terminar.
A Mente-Consciência ou Espírito-SER não é fruto de um cérebro dependente, engendrado e sempre reconhecível. Nem é fruto de uma absurda atividade neuronal forjada e bem posterior no tempo. Nem a Consciência é fruto de um suposto universo primordialmente entrelaçado e quântico ou então de um universo-cordas. Tampouco a Consciência-Mente se comporta como fariam as partículas da física quântica.
A verdadeira Consciência está livre do antes, durante e depois, próprios do tempo. Aqui e Agora a Consciência-Ser primeva em todos os seres apenas É, e se Manifesta de modo livre e espontâneo.
A Consciência Verdadeira ou Mente não engendrou o ego ladrão e salteador nem EU-ELA depende de nada. É totalmente Natural, livre e Incondicionado. E não esqueçamos que tudo aquilo que depender de algo mais e for condicionado, isso só aparece em termos objetivos, mas não Existe em si. Não tem existência própria.
Por isso cuidado com as forjações e recriações do ego-pensamento, efetuadas a partir do segundo momento em diante, sendo que as piores de todas são as subpartículas atômicas, os elétrons, os pretensos átomos, as moléculas, as células, os DNAs, os RNAs, os hormônios, os Peptídeos, a atividade neuronal, o cérebro a pretensamente gerar pensamento e inteligência, como se tudo isso fosse REAL.
Todos nós, livres do mal pensar e simplesmente Sabendo-Sentindo-Intuindo, temos que voltar a Compreender que a única e primeva Realidade que Existe é a Consciência, é a Mente Pura, Aqui e Agora.
Mas não a tua ou a minha consciência, mas a CONSCIÊNCIA-SER.
É EU-ELA a que nos faz Sentir-Saber-Intuir, sem ainda (mal) pensar.
O “cogito ergo sum”(ou o “Penso, logo sou cartesiano”) vem muito depois. E o “SOU” desse cogito cartesiano ainda é pensamento. Jamais, porém, o SER REAL, o EU SOU impensável, Deus Vivo em todo ser vivo.
Ou valendo-me de sinônimos, sugiro sem nada impor, que, Aqui e Agora, a única e primeva Realidade que Existe é a Mente Pura, é ‘EU SOU’ e sua Manifestação “O QUE SOU’, e em constante Renovação.
Que nenhum ego ordinário jamais diga que "EU SOU" é meu Ser”, e ainda se outorgue ser representante único do SER, de Deus, porquanto nenhum ego O pode possuir. Nenhum ego ordinário a EU-ELE pode se identificar.
A CONSCIÊNCIA ou a Mente-SER jamais é só externa ou só interna.
Jamais é só um Ele ou um Deus-personificado a parte, invetando pelo homem.
A Verdadeira Consciência-Mente é só EU SOU, mas nunca ego-sou.
Por conseguinte, a verdadeira Consciência não é um subproduto do Espírito, e muito menos tal Consciência-Mente é fruto da pretensa atividade físico-bioquímica-elétrica cerebral ou de supostos neurônios, de peptídeos etc. Todas essas lorotas são bem posterior e totalmente dependentes ao ego-pensador.
Consciência e Espírito são o mesmo princípio, o mesmo SER...
O SER não é um cérebro pensando ou em atividade, cérebro que o ego sempre reconhece, e que é sempre dependente {ou sempre depende de algo mais para se fundamentar}.
A atividade cerebral jamais resulta em SER, ou em Ser-Consciência, mas ao contrário, é a Consciência-SER a que, Aqui e Agora, se Manifesta, e gera a Forma-Nome ou o Homem Primevo, original e igual a EU-PAI-MÃE. Depois, Algo nesse Homem degradando e confundindo-se vira ego-pensamento, ego-corpo, ego-cérebro.
A Consciência-Mente está livre dos enganadores espaço e tempo, ditos físicos. Nem é fruto de um suposto universo primordialmente entrelaçado ou universo quântico. (Aqui está meu crime!) Tampouco a Consciência-Mente se comporta como fariam as partículas da física quântica. (Eis outro crime!)
A Consciência-SER não vem antes, não precede coisa alguma ou não vem na frente de nada. Aqui e Agora a Consciência-Mente simplesmente é Vida em Renovação, sem espaço, sem tempo, a virarem falsos receptáculos. Quer se pense quer não se pense, {o que é muito melhor}, Aqui e Agora, todos somos Consciência-Mente!


Ciência – 1) Será que o Divórcio entre Igrejas e Ciência Acabou?

Nos tempos atuais, todos se perguntam: Será que o divórcio entre mente e matéria acabou? E será que o espírito e a ciência estão se juntando novamente?
De saída eu respondo que não, porque tanto as confusões da ciência quanto as confusões da teologia cristã continuam prevalecendo. (Fora, portanto, as religiões de outras latitudes).
A primeira ou a ciência insiste em manter as suas cinco vacas sagradas, ou seja a matéria, a energia, o espaço, o tempo e o plasma. Nem a física quântica conseguiu dessacralizar a falsa objetividade científica. Fez o possível para acabar com o aspecto material das coisas, mas colocou em seu lugar o aspecto da energia científica, totalmente santificada, energia que é torpe, burra, caótica e que no fundo, no fundo simplesmente não existe.
Se a Física Quântica, pelo menos e como energia, se tivesse valido da “Shakti”, do “Prana”, hinduísta, ou do “Chin”, taoista e que são Vitalidades Primordiais (Energia Verdadeira), sensíveis e inteligentes e criadoras ainda teria valido a pena.
O cristianismo biblicista em geral e por sua vez, jamais abandonará a estupidez do dogma do Pecado Original, por causa do qual adulterou toda a vida do Grande Mestre e Santo da Galiléia inventando concepção virginal, a paixão, a morte e a ressurreição em corpo e alma de alguém, o fim do mundo e o julgamento final, o paraíso e o inferno, a Parúsia ou o retorno de Jesus etc.Tudo isso correspondem a tremendos desvarios dos teólogos da igreja, com quase dois mil anos, e saturados de bolor, inclusive culpáveis de milhões e milhões de seres humanos sacrificados ou mortos, por causa do rigor e radicalismo de tais concepções delirantes.
Se os contratempos da ciência e da religião cristã continuam prevalecendo, então as duas ainda não estão dizendo a mesma coisa.Religião e ciência, por pura boa vontade estão tentando se aproximar. Mas tanto uma como a outra terão que abandonar seus extremimos, próprios das leis científicas e dos dogmas cristãos.
Desde a antiguidade, a busca pelo divino e a busca pelo conhecimento sobre o universo tem marchado lado a lado.Na Suméria antiga havia um deus da astronomia, um deus da horticultura, um deus da irrigação, e os sacerdotes dos templos eram os escribas e os tecnólogos que investigavam esses campos do conhecimento.Na Grécia antiga os filósofos se perguntavam por que estamos aqui? Qual o propósito da Vida? E nesse meio tempo desenvolveram a teoria do átomo, tentaram explicar os movimentos celestiais e os princípios da ética humana.
Na Europa medieval, contudo, a igreja alcançou o ápice do radicalismo, ou se outorgou uma posição de poder supremo. Elegia reis, possuía vastas porções de terras que os crentes lhes obsequiavam e ditava as verdade que ela mesma inventava, e dizia que eram as únicas que existiam... A Igreja católica medieval se autoproclamou ser a conhecedora de tudo. Os dogmas que ela inventava por conveniência sua, eram a própria Lei Geral.
Mas, mesmo assim, a ciência, em seus primórdios da Era Moderna (Século XVI em diante), buscou evoluir, se aperfeiçoar e em seu começo moderno, graças a Kepler, Copérnico e Galileu passou a desafiar as teses da astronômica antiga de Ptolomeu e outros mais, e que alegava que a terra era o centro do universo (geocentrismo).
Para fortalecer as colocações do Gênesis bíblico, geralmente primárias e gratuitas, e por conveniência a Igreja transformou essa tese em dogma. E ai de quem tentasse modificar os dogmas da Igreja. .Copérnico, Galileu e Giordano Bruno sentiram o peso da mão da igreja quando ousaram desafiar o dogma, as pretensas leis sagradas. Copérnico passou ileso das perseguições, porque a igreja não tomou conhecimento dele.Galileu foi quase excomungado e aprisionado e Giordano Bruno simplesmente foi morto na fogueira da inquisição por questionar e colocar em dúvidas o universo medieval da igreja, e sugerir que existiam outros mundos habitados, em perigo a tese velhaca do Pecado Original.
Incapaz de suprimir os avanços científicos por mais tempo, a igreja tentou se aproximar da ciência. Passaram a dividir os esforço para progredir e para alcançar um conhecimento mais válido. Por exemplo, o cientista e filósofo Descartes inventou o dualismo (ou o separatismo pretensamente real entre o sujeito “Res Cogitans ou a coisa que pensa” e o objeto “Res extensa ou a coisa que se estende”, tolice descabida, a meu entender).
A igreja, por meio de sua teologia e falsas revelações sagradas, dizia possuir o conhecimento do invisível, do espiritual.A ciência contrariamente preocupava-se com as coisas materiais e visíveis, e respectivo conhecimento. Este enfoque então cresceu mais do que aquele. E desse modo nasceu o materialismo.Aparentemente, passou então a prevalecer trégua inquietante.
Os cientistas não eram mais cerceados e proibidos, e em forma de vingança, reagiram. Passaram então a proclamar: “Tudo aquilo que não é visível é fantasia, delírio, ilusão!” E acrescentavam: "O homens, em essência, são pequenas máquinas que vivem e operam num universo mecânico previsível, governado por leis rígidas e imutáveis, as leis da ciência, as nossas leis. (Digo eu, tão estúpidas quanto os dogmas científicos).
A igreja tentou então revidar, e todos os cientistas ditos sem alma foram condenados ao inferno teológico inventado pela igreja. Mas isso já não funcionava mais.evolucionistas, a título de reação, deu o troco. "Alegou que o Criador (de seja qual for a religião) não é absolutamente nada. Não está em lugar algum. Nós, humanos, não fomos criados por ele. Somos seres aleatórios criados pelo acaso primordial, e estamos evoluindo e nos aperfeiçoando graças à luta do mais forte. Os evolucionistas constataram que o patrimônio genético se encontrava em constante mutação.Somos simples portadores de um DNA (ou de um ácidodesoxiribunucleico, pretensa e fantástica molécula bioquímica primordial a gerar genes), em sua incansável busca por um “cada vez mais”, num universo sem sentido".
Malgrado tais colocações, e enquanto isso, a religião e a ciência continuavam batendo a cabeça, perguntando-se: "Se tudo era mecânico, conforme Newton, e Deus era o único criador sagrado - pois Newton era biblicista - então para que servem os seres humanos e o que eles deveriam fazer? "
A ciência mergulhou ainda mais fundo num universo morto, num universo máquina e acabou descobrindo e revelando um mistérioEm pequenos recantos do tempo e espaço subatômico, os cientistas encontraram uma energia incomensurável. Era a fantástica energia da Fífísica Quântica e da Física Eletromagnética Escalar, ainda torpe e burra. Eram incríveis mistérios que desafiavam a mente. Mistérios que sugeriam que todos nós estamos conectados ou interligados. E que o universo físico em última instância e essência era um universo não-físico. Tempo e espaço eram apenas construções da mente para esse novo não-materialismo ou a física quântica.
Hoje os antigos cientistas até ontem renegados se encontram com não poucos líderes religiosos.E conferências que geram encontros da ciência e espírito acontecem.Com a chegada do século XXI, as portas da visão mecanicista (vão caindo)...E os bem intencionados se perguntam: Mas então, irá o século XXI derrubar a cortina de ferro entre igreja e laboratório? Vamos ver...
Por outro lado, o grande físico teórico e Ph.D Fred Alan Wolf, um grande e emérito cientista americano, com “C” maiúsculo, em determinado trecho do filme “A Física Quântica ou Quem Somos?". declara:“Amigos, se começarmos a olhar para tudo isso, (ou para todas as conquistas da Física Quântica Ondulatória e da Ciência Moderna), a única saída para o meu entendimento é que tem que haver uma presença inteligente. Tudo me leva a crer que existe um tipo de Mente Única, ou Deus, se você quiser chamar assim. Pense nessa minha sugestão, um instante. Mas o que foi que eu disse, finalmente? E o que você vai fazer com isso? Isso é como uma mordida, uma mordida do vazio. (Do Vazio Pleno ou Çuniata, oriental, digo eu).
O grande Fred Alan Wolf – Físico teórico e Ph.D volta a dizer em tal tal filme: “Nós precisamos de um novo ambiente espiritual. Precisamos de uma nova forma espiritual de compreender a natureza do que vem a ser um ser humano, porque as formas antigas, as mitologias antigas, a antiga monarquia do rei celestial ou de deus contra a velha maneira não autorizada dos cientistas fazerem as coisas estão mortas. E essas antigas intolerâncias precisam ser enterradas.
Precisamos de uma nova monarquia, de um novo reino, de uma nova visão. E eu acho que a física quântica pode nos ajudar a dar um passo nessa direção certa.
Pode ser que o que está acontecendo dentro de você, no seu cérebro, no seu sistema nervoso, no modo como você observa as coisas, como a memória funciona, como a mente funciona (é exatamente o mesmo do que acontece lá fora). É perfeitamente possível que o que está acontecendo lá fora seja uma espécie de inter-relação entre o observador e o objeto, e na verdade, essa inter-relação está tornando as coisas reais para você. Afeta inclusive a maneira de como você vê a realidade cotidiana.
Só que a nível cotidiano, essa inter-relação quântica ainda não está alterando a realidade fora de você. Você continua não conseguindo alterar as grandes cadeiras, poltronas, caminhões, escavadeiras e foguetes que estão sendo lançados. Sim, essas coisas não estão mudando. Mas você pode estar alterando a maneira de como percebe as coisas, e talvez inclusive seu modo de pensar, de sentir as coisas. Depois disso tudo mude também.
Falemos então sobre o mundo subatômico. E sobre o que este pode nos dizer a respeito da realidade total.A primeira coisa que quero dizer sobre o mundo subatômico é que ele é uma grande fantasia criada por físicos malucos, tentando imaginar o que está acontecendo quando se metem a fazer seus pequenos experimentos da física quântica. Com pequenos experimentos refiro-me à grande quantidade de energia contida em pequenos espaços num curto período de tempo. Nesse aspecto (ou diante desse enfoque), as coisas ficam muito loucas. A física subatômica foi inventada para tentar decifrar isso.
Precisamos de uma nova Ciência, tal como esta que estamos apresentando e que chamamos de Física Quântica, ciência essa que deveria estar sujeita a toda uma série de hipóteses, pensamentos, sentimentos e intuições discutíveis sobre o que de fato está acontecendo.
Tempo atrás, ou em junho ou julho de 2008, eu recebi pelo email uma comunicação que dizia: "Conheça as evidências científicas sobre a existência de Deus". “Venha a participar do workshop ministrado pelo professor e físico indiano Amit Goswami, um dos principais cientistas que protagonizaram o filme QUEM SOMOS NÓS. Ele é o autor do best seller “Física da Alma”.
Amit Goswami emprega os fundamentos da física quântica para apresentar evidências científicas sobre a existência de Deus. Aliando seu conhecimento de físico, às tradições espirituais, principalmente as orientais.Desenvolve um novo paradigma que nos leva a olhar Deus através de uma consciência quântica. Esta conferência será realizado em São Paulo em 25 de agosto 2007, no auditório da livraria cultura shopping Vila Lobos. Eu, infelizmente não pude comparecer. Também, depois de me mais uma vez me negarem a edição de meu trabalho, fiquei profundamente ressentido, humilhado.
E a propósito das "evidências científicas sobre a existência de Deus", malgrado as maravilhosas intenções de Amit Goshwami, não sei quem informou aos produtores dos dois filmes "QUEM SOMOS NÓS" sobre a eficácia cognoscitiva infalível da neurofisiologia científica. Não acredito que a neurofisiologia seja capaz de decifrar os paradoxos e enigmas da física quântica. E acho também bioquímica e neurofisiologia não devem ser o ponto de vista do grande físico e orientalista Amit Goshwami.
Esses produtores, de sua parte, concluíram então que somente a Neurologia, a Bioquímica cerebral e a Neurofisiologia poderiam fundamentar em definitivo a Física Quântica Ondulatória e fortalecê-la como uma ciência autêntica da objetividade cósmica definitiva.E a neurofisiologia, no caso, totalmente bioquímica, pretenderia também provar a existência de uma Consciência, mas agora quântico-bioquímico-material e inclusive capaz de estudar e observar a Física Quântica.
Eu considero essa possibilidade um verdadeiro disparate, porque a química e a bioquímica são invenções da cabeça humana (cérebro). Nunca foram Consciência, só pensamento ordinário. Tal consciência neurofisiológica em última instância ainda é pensamento, só que nunca orgânico-material, mas algo safado, sutil , enganador e que escapa para quem não se conhece a si mesmo.
Certos cientistas acham que o assim dito funcionamento do cérebro ajudaria a entender o que vem a ser o pensamento, o que vem a ser a consciência e a mente. Só que este pretenso cérebro-mente ou “organon deles” no começo do século XX teriam levado os cientistas a descobrir os tesouros da física quântica. Mas teria mesmo, ou foi algo mais quem forjou tudo?Por conseguinte, não me parece que tais bioquímicos e neurofisiólogos estão acertando em cheio no que se refere à mente-(cérebro).
A todo momento, os próprios físicos quântico do filme, indo muito além da matéria, além da mera objetividade pretensamente material, reconhecem o não-separatismo entre o sujeito e o objeto, e se flagraram da condição UNA (ou não-dual) de tudo. Ou seja, a Unicidade de tudo.
Os mestres da física quântica enfatizam e louvam, como raramente se via, a importância do pensamento em si, principalmente louvam a intenção, sem conhecê-la a fundo – e que na Física Quântica resulta em grandes “frutos”. Louvam a observação quântica e o dado observado. Louvam e principalmente a Mente ou a Consciência, quântica, as quais espero sejam Verdadeiras, porque consciências secundárias ou falsas mentes também existem, como as que o materialismo científico apresenta.
Não sei como, mas talvez os criadores do filme tenham sido informados que em nenhum tomo, livro, alfarrábio de filosofia e teologia do mundo ocidental, de todos os tempos, existem alguma explicação realmente esclarecedora e definitivamente convincente sobre a mente verdadeira. E isso da parte dos filósofos e teólogos daqui mesmo.
Tais produtores dos filmes, tiveram então que apelar para os pesquisadores modernos da ciência biológica, da bioquímica e da neurofisiológica.No filme valeram-se também de um notável e sapientíssimo teólogo que falou muito bem e falou de tudo, mas nada disse a respeito do Reto Conhecimento, do qual alguns físicos da quântica ondulatória também carecem.
Lamentavelmente os biólogos e neurofisiologistas nunca levaram em conta que tudo o que chamamos de natureza organizada, de mundo organizado, de química orgânica e bioquímica, de fantásticas macromoléculas, de peptídeos etc. etc., tudo isso era e é tão-somente fruto do Pensamento Primevo. Ou melhor dito, fruto de um modo de pensar especial, que jamais é igual à pretensa bioquímica cerebral trabalhando. Esse modo ladino transcende.
Nossos amigos fazedores do filme, esqueceram-se também e principalmente da fantástica sabedoria dos taoístas, budistas, hinduístas, iogues, zenbudistas, lamaístas, xamãs, e que têm muitas explicações boas, e respostas para quase tudo. Esqueceram também das conquistas do espiritualismo ocidental e das psicociências paranormais que com relação à mente mergulharam fundo, muito mais fundo que um Freud, que desprezava o espiritualismo científico e a metapsíquica de seu tempo, coisa que com Karl Jung não fez. Este gênio foi mais atento.
Eles se esqueceram porque de fato é extremamente difícil entender essas ciências da Mente Verdadeira e do Espírito, com MAIS DE CINCO MIL ANOS DE IDADE, além dos enfoques mais recentes.Preferiram apelar então para a biologia, para bioquímica e para a neurofisiologia. Achando que elas ofereceriam uma resposta para os dilemas cognoscitivos e perceptuais da física quântica, resposta certa que jamais vai prevalecer. Apenas vai continuar vingando uma complicação cada vez maior.
É lamentável dizê-lo, mas as colocações e “provas” da neurofisiologia apresentadas no filmes se conflituam por completo com as colocações da física quântico ondulatória, malgrado a mocinha da ficção científica (Quem Somos nós, 1 e 2) ou filme, por arte dos diretores e idealizadores do filme, se encaixe muito bem nos dois enfoques – física quântica e neurofisiologia – aparentemente conflictantes. Os fazedores do filme, então, conciliam tudo com inteligência.
As ciências biológicas insistem em se basearem na matéria organizada – que nunca ninguém criou nem organizou, nem o Deus bíblico, nem o deus acaso da ciência – e que por causa do pensamento ladino, e da sutil estruturação pensante, tal pretensa matéria organizada se apresentaria como essas ciências acham. As moléculas da química organizada e as macromoléculas da bioquímica ao se organizarem, ao se rearranjarem, por puro acaso, teriam originado os milagrosos genes, as células, os hormônios, os peptídeos, as proteínas, os aminoácidos e muitas lorotas mais, que tudo parecem preencher e resolver, mas não explicam absolutamente nada.
A física quântico ondulatória, em seus estudos extremados da objetividade, sem o querer, caiu em cheio numa subjetividade e objetividade especiais, que com razão chamou Consciência, Mente, Espírito, SER, e que de algum modo são exatamente aquilo que a Eterna Sabedoria sempre sugeriu.
Mas a biologia científica, a bioquímica e a neurofisiologia, ocupando um espaço que não lhe cabe, e que é a epistemologia ou modo correto de conhecer, não ofereceram resposta alguma ao dilema do Reto Conhecimento e Saber Perfeito, porque tais ciência são objetividade. Apenas apresentam suas complexíssimas colocações objetivadas, e pretensas descobertas cerebrais que não nos levam a parte alguma. É preciso que se saiba que a pessoa-objeto, o corpo-cérebro deles, nunca pode conhecer realmente o objeto-coisa. Só EU SOU ou a Consciência-SER Sabe-Sente-Intui o que vem a ser aquilo que se coloca na sua frente feito OBJETOAmigos, acredito que este meu livro (Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria?) e é exatamente a contribuição que faltava para enriquecer as colocações da Física Quântica.