Paciencioso amigo, vou transformar-te no meu entrevistador e vou colocar em tua boca perguntas que me foram formuladas num duplo programa de radio semanal, com mais de duas horas cada, programa de rádio esses que vinha desenvolvendo há mais de seis anos, e de repente foi silenciado. Lá vão as perguntas:
sábado, 20 de dezembro de 2008
Ciência – 6) Por que das Críticas contra a Ciência
Paciencioso amigo, vou transformar-te no meu entrevistador e vou colocar em tua boca perguntas que me foram formuladas num duplo programa de radio semanal, com mais de duas horas cada, programa de rádio esses que vinha desenvolvendo há mais de seis anos, e de repente foi silenciado. Lá vão as perguntas:
CIÊNCIA – 5) UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO NO CONHECIMENTO E OS ENGANADORES MEIOS DO CONHECIMENTO OFICIAIS
Pois é, amigos, se se aceitasse a absoluta validez dos meios do conhecimento, ou seja se se aceitasse a absoluta validez dos órgãos sensoriais do corpo humanp que a ciência descreve, dos respectivos corpúsculos sensitivos desses pretensos órgãos, dos terminais nervosos, dos nervos sensitivos ou aferentes, do cérebro.
E se além disso se se aceitasse a mente ego-personificada, a alma teológica, o ego-consciência, o aparelho psíquico inventado por Freud, com seu inconsciente, ego, Id, o Superego, inconsciente coletivo (este é de Jung) etc. E mais ainda, se nisso tudo se incluísse também a lógica-razão, a memória-raciocínio-imaginação etc., tudo isso obrigaria a que uma Lógica Extremada e Autofágica (criticismo mordaz e inteligente) emudecesse e se anulasse para que ficassem prevalecendo as opiniões ou os pareceres limitantes e dogmaticamente estabelecidos de modo ardiloso e que a seguir transcreverei.
Diante de certos ardis dialéticos, como os que a seguir vou descrevere todo o mundo baixa a cabeça, emudece e não sabe o que dizer, quando, contrariamente, é aí que se deveria clamar, protestar e criticar contra aquilo que nos é impingido quase à força.
E, portanto, os donos do Saber estabelecido, verdadeiras múmias empafiadas, dizem:
a) Os meios do conhecimento são absolutamente indispensáveis e válidos para qualquer investigação crítica e inteligente, tipo ciência, e inclusive serviriam para a auto-reflexão e para a meditação, próprias de certas religiões. (Em verdade, digo eu, tais meios do conhecimento só parecem ser indispensáveis num raciocínio ou numa investigação discursiva, pretensamente filosófica, religiosa e científica, investigação essa cheia de truques, restrições, dependências, limitações, e que só enfoca aparências etc., já veremos por que).
b) Os meios do conhecimento são indubitavelmente infalíveis, axiomáticos e duvidar de sua função significa estultícia. (Isso é o que a ciência, a filosofia, a teologia e a tradição vigente dizem, porque lhes convém, quando os estultos aí são eles).
c) Os (pretensos) meios do conhecimento são universalmente aceitos por todos, principalmente pelos filósofos comuns, pelos cientistas, pelos teólogos, pelos psicólogos, psiquiatras e outras mais. (Isso é inegável, mas de um modo totalmente Infeliz, digo eu).
Amigos, nesses três tópicos há um subentendido astuto ou uma objeção básica e que parece dizer que se não se aceita a validez prévia dos meios fisiológicos do conhecimento, nada pode ser avaliado e um criticismo eficaz também não cabe ou não caberia.
Essa objeção, contudo, está assentada em inúmeras confusões e fatores gratuitos...
Primeiramente, essas três posturas ou três colocações nada sabem do que vem a ser o pensamento em si. Tampouco levam em conta que uma dialética realmente boa – não necessariamente hegeliana – não teme enfrentar a assim dita infalibilidade da lógica-razão. E muito menos uma lógica extremada e autofágica tentará assentar-se a si mesma, no trono da Verdade, feita uma testemunha perfeita, como a lógica-razão acadêmica sempre faz. Mas mais do que a lógica-razão, quem isso faz são os lógico-racionais, com seu lucubrar “emburrecido” e raciocínios aborrecíveis.
As três objeções supra poderão parecer válidas para a lógica comum, ou para a maneira de pensar e atuar da Ciência, maneiras que, pretendendo manipular o mundo objetivo e dele tirar proveito, são obrigadas a aceitar esses cânones da lógica em voga.
Porém e de qualquer maneira, um homem inteligente e avisado se apercebe que tais cânones lógicos são principalmente falsos, ladinos, enganadores e deturpam a Vida.
Nenhuma atividade absolutamente válida pode saltar fora desses três cânones, como de fato não surge. Bem ao contrário, o que daí poderá aparecer serão só a complicação, o desvirtuamento e a violência – e para tal é só ver os três tomos (inéditos) que precederam o presente trabalho.
Ademais, baixar a cabeça para tais cânones, equivale a assentar causas e condições esdrúxulas, que em verdade são deletérias e negativas. Num caso assim, a Sensibilidade e a Inteligência do Homem Primevo, além de seu Ato Puro, serão sempre suplantados e sacrificados. E digamos, para favorecer tal arbítrio, o ato propositado, intencional, terá que ser executado a favor do pensamento mentiroso e enganador. E aqui então teremos ou experimentações científicas descabidas, ou senão os atos de violência pura, a obedecerem ordens de prepotentes e extremados, ou ainda alguns acharão estar cumprindo a Lei..
De qualquer modo, aceitar essas três objeções do senso comum, do pensar filosófico e científico, da teologia seria um verdadeiro suicídio. Se os princípios do senso comum e da ciência tivessem que ser sempre aceitos como infalíveis, eles nos arrastariam a uma regressão para um menos infinito de tolices e confusões, como as que o conhecimento científico já desencadeou e estabeleceu.
Valendo-me de uma Lógica Extremada e Autofágica volto a perguntar:
De que maneira os meios do conhecimento – ou os olhos, as células da retina, o nervo ótico, os nervos sensíveis ou aferentes, o cérebro, o núcleo do ficar cônscio de cerebral, os peptídeos, a memória-raciocínio-imaginação cerebral, a pretensa alma emprestada, o inconsciente fisiológico de Freud, Id, etc. – se estabeleceram como autênticos ou como funcionando de fato ou ainda como eficazes, sem que alguém primeiro não tivesse recorrido ao seu raciocínio (pensamento)?
Ou também sem que alguém não tivesse recorrido aos meios do conhecimento de alguém mais, um legítimo “concordino” ou partidário disso tudo, para que ambos autenticassem e justificassem toda essa remontagem mentirosa?
Se para estabelecer a pretensa autenticidade dos dados da neurologia e fisiologia sempre temos que recorrer ao pensamento vulgar e aos meios do conhecimento de um indivíduo prévio, digamos um cientista, um fisiólogo, neurologista, bioquímico etc. como, então, os meios do conhecimento do cientista ou neurologista se estabeleceram primeiro de modo completamente veraz ou válido? Amigos essa sim é uma Revolução no Conhecimento...
E mais, como puderam tais pretensos meios do conhecimento tornarem-se absolutamente fiéis, válidos, eficazes e realmente objetivos? De que maneira a ciência fisiológica pôde explicá-los satisfatoriamente se os pesquisadores que se meteram a estudar tais meios, em seu modo de pensar e atuar jamais levaram emconsideração sua condição tramposa de personas-ego? O ego-pensamento em todos nós, com violência e mal pensando, sempre transforma seu objeto de estudo – no caso, o próximo ou uma simples cobaia – em fonte de revelações enganadoras que resultaram em falsas provas?
Em termos de dialética fútil e externamente falando, nada pode ser veraz e nada pode ficar realmente estabelecido sem que primeiro os pretensos meios do conhecimento se autentifiquem por si mesmos, nem que seja de modo aproximado. Se eles não se autentificam por meio do autoconhecimento, e não da ciência (coletânea de opiniões), não se pode dizer que eles de fato captam e testemunham algo externo. Quem diz que os órgãos sensoriais captam e testemunham é o ego-pensamento mentiroso e falastrão em todos nós e não os órgãos sensoriais.
Ao Saber-Sentir-Intuir, Aqui e Agora, já somos completos, sem que nisso se acrescente ego-mal-pensante e órgãos sensoriais pensados. Só depois de começar a pensar de modo errôneo e no tempo é que passamos a reconhecer os assim ditos órgãos sensoriais, as terminações nervosas, os nervos sensitivos ou aferentes, o cérebro etc.etc tudo sempre pensado.
Digamos que os órgãos sensoriais pertençam a um cientista que só sabe mal pensar e mais mal pensar. Repito, então, como conseguiu ele autoconhecer-se em profundidade, ou como acabou conhecendo inclusive seus próprios meios da percepção, meios da conscientização cerebral, funcionando a contento, e dando um toque de autenticidade a tudo o que parece ser externo?
Em sua própria cabeça (subjetivismo) , pôde ele descobrir o pretenso e enganador quimismo cerebral (peptídeos etc.) redundando em pensamentos, sentimentos e em percepção?
Ou quem sabe, só descobriu isso na cabeça do próximo, feita um objeto?
Mas, independentemente do que possa ter acontecido, se em sua própria cabeça ou se na cabeça do próximo, ao efetuar tal descoberta, mesmo assim, quem alcançou tais torpes conclusões e conhecimentos estapafúrdios foi o ladrão e salteador dentro dele (ou ego-pensamento) e nunca seu quimismo cerebral.
Este nosso respeitável cientista simplesmente jamais conheceu a fundo seu modo de pensar nem conheceu de modo direto o pensamento em si. Sim, pois em termos de mera intelecção pura, tampouco o poderá conhecer. É por isso que o pensamento primevo, instalado por sobre do Real, por sobre do Aqui e Agora, de modo bem ladino e sagaz, ele arma causas e condições prévias e sutis que acabam convencendo qualquer homem ou qualquer cientista desavisado.
E se tal buscador cientista não se conheceu nem Diretamente, graças a um Autoconhecimento (ou Saber-Sentir-Intuir), nem conseguiu se conhecer de modo indireto ou por meio de um fisiologismo pretensamente cerebral, de que modo pôde ele conhecer também o funcionamento dos meios do conhecimento ou o cérebro de seu vizinho?
Como pôde conhecer de maneira correta os meios do conhecimento de seu objeto de análise, ou seja, da pessoa-cobaia que está ou estava à sua frente?
E não esqueçamos que este modo indireto de conhecer, como adiante veremos, indica e traduz apenas a um ego abstrato, mentiroso, ladrão e salteador, pensando a respeito de si mesmo e a respeito daquilo que acredita ter à sua frente.
Ou seja, o ego-pensamento é a sombra do filho da mulher estéril meditando em cima da própria sombra que ele mesmo é.
Mas tal pesquisador conseguiu entender realmente e decifrar o modo de perceber e pensar daquela pessoa-cobaia-objeto para, generalizando, finalmente tornar isso um conhecimento científico irrefutável e válido para tudo e todos? Mas é isso possível, ou pelo menos terá isso algum valor? Os cientistas quando enfocando o cérebro e os órgãos sensoriais acreditaram entender e decifrar os meios do conhecimento não terão somente mentido e delirado ao extremo?
E desde quando um objeto de experimentação (cérebro), em total dependência ao modo de pensar e agir do experimentador, nos obsequia alguma verdade, alguma prova, sem que primeiro, determinado cientista ou sujeito pensante pense pelo objeto inerte e mudo (o cérebro)? E, além disso, se meta a executar o ato proposital ou a fazer experiências, estapafúrdias, arrancando daí falsas provas, as quais já faziam parte do fundo mental desse mesmo experimentador, provas que ele simplesmente extrojetou?
Por acaso raios X, tomografias, ecografias, cintolografias, eletroencefalogramas e outras parafernálias mais, se postas em contato com o cérebro do próximo, falam por si mesmas ou é o homem que as faz funcionar e as interpreta em conformidade a peculiares maneiras de pensar profundamente enraizadas? Se não se pensa primeiro, e depois se faz alguma coisa, os aparelhos científicos podem revelar alguma coisa?
Nessa brincadeira toda, o nosso cientista experimentador não fez outra coisa senão reconhecer suas próprias reconstruções mentais, remontagens sutis e extrojeções, próprias de seu fundo mental ou Campo de Consciência Sensorial da Ciência.
E se um cientista se meteu a estudar os meios do conhecimento de seu próximo, digamos um terceiro indivíduo, sem ter o mínimo vislumbre e entendimento de seus próprios e pretensos meios, sem ter tido a mínima chance de surpreender e perceber como se desenrolava sua maneira torta de observar, seu próprio raciocínio desonesto, sem ter qualquer Autoconhecimento, então aquilo que ele arrancou do cérebro alheio, do cérebro exposto de seu próximo era somente a sua fumaça mental. Isso não era uma descoberta que acabou se constituindo num fisiologismo cerebral válido, autêntico, ou num meio do conhecimento humano decifrado, mas eram seus próprios pensamentos ladinos, seus modelos e representações os que estavam se projetando adiante, exatamente naquilo que ele chamou de seu objeto de estudo, objeto este que geralmente é um próximo desconhecido e sofredor ou é uma cobaia indefesa.
Se os meios fisiológicos do conhecimento do estudioso, do cientista, a partir de um autoconhecimento ou a partir de outros enfoques mais, esclarecedores de fato, não se estabelecem primeiro, esse cientista não poderá concluir que agora conhece os meios de conscientização ou de percepção do próximo, só porque esmiuçou uma pasta melequenta (cérebro) e a transformou em objeto de análise, como, aliás, sempre tem feito a medicina, o fisiologismo e a neurologia cerebral. Isso não é bom conhecimento, isso pode ser um embuste total!
Filósofos, cientistas honestos, religiosos autênticos (e não fanáticos), bons pensadores onde estais para não clamar aos céus contra tudo isso, contra todos esses abusos gratuitos do cientificismo!?
Aquele que investiga as coisas à maneira científica, nada sabe sobre as artimanhas e astúcia de sua própria mente, sobre como o pensamento ou memória-raciocínio-imaginação nos engana, sobre o quanto o seu perceber restrito é distorcedor e enganador, sobre aquilo que de fato está fazendo ou como está procedendo. E se insistir em atuar desse modo, nada poderá alcançar de válido naqueles órgãos sensoriais, nervos e cérebro que estão à sua frente, feitos coisas factíveis de analisar.
Lamento dizê-lo, mas a fisiologia científico-cerebral, a neurologia, a psiquiatria e a psicanálise por alguém (ego) praticadas em terceiros são as disciplinas mais desonestas e enganadoras que existem, próprias de um (re)conhecimento ladino, e são o pior absurdo que um homem falsamente entendido poderia ter inventado.
Como se poderá estabelecer a validade dos meios do conhecimento de um estudioso, se este não se autoconhece e nunca se auto-enfocou, e nada sabe sobre seu próprio pensamento ou mente (verdadeira) funcionando?
Como esse pode, pois, se meter a estudar o cérebro alheio (mero objeto), que forçosamente sempre se confunde com sua própria mente ladina – pessoa pensante, de um lado, e objeto pensado do outro, ambos superpostos a uma Verdade Maior – mente-ego-pensante essa que o leva a concluir tolices. Ou seja, que todas as revelações que arrancou do cérebro alheio são exatamente aquilo que ocorre em tal cérebro e finalmente, por extensão, em seu próprio cérebro-mente também?
De onde o pensamento não cerebral, astuto e mentiroso, retirou tanta força para confundir e enganar? Evidentemente da falta de cuidado do homem, do egocentrismo, do egotismo, da desatenção, da falta de profundidade, Inteligência e boa religiosidade, e do eterno sacrifício a que o Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar do Homem Verdadeiro é submetido.
Ai amigo leitor, se não te autenticaste por um Autoconhecimento, por um Conhecimento Direto, por um Conhecimento Maior, que não simples textos de livros ou ensinos universitários sempre comprometidos e contraditórios. Se um Mestre e Sábio de verdade, já Autenticado, (não um professor de escolinha), e também legitimado por Vivências Transcendentais, por uma Iluminação, por uma Realização, não estabelecer e sacramentar como absolutamente verazes os meios fisiológicos do conhecimento – e que a ciência exalta, usa e abusa, acreditando por meio deles alcançar grandes verdades – esses meios fisiológicos do conhecimento, (em verdade meios do reconhecimento), não podem ser tomados ou admitidos como instrumentos válidos, reais e fiéis no que parecem estar captando e interpretando.
Se os meios fisiológicos do conhecimento de alguém – olhos, retina, nervo ocular, nervos sensitivos, cérebro, “ficar cônscio disto ou daquilo”, inconsciente freudiano, Id e ego cerebrais, Inconsciente coletivo, alma teológica e emprestada etc. – não ficam primeiro assentados como reais em si mesmo e não dependentes de nada, e/ou se não ficarem absolutamente esclarecidos e decifrados, depois – ou tempo – eles não poderão servir para decifrar, esclarecer e assentar o mundo ou todo o resto objetivado, como algo Real, tais como o corpo e o mundo, e tampouco justificarão e autenticarão os meios do conhecimento de um terceiro indivíduo transformado em cobaia.
Entrementes, meus amigos, vejam só que ironia: sim, pois, ao longo do falso tempo, nada poderá ficar esclarecido, porque mal pensar aí é tempo e tempo é mal pensar ou raciocinar. O Pensamento é tempo e falso espaço físico. Valendo-se do tempo-pensamento, não se pode pretender que se consiga alcançar alguma verdade absoluta no próprio tempo.
Poderemos, por acaso, estabelecer nossos próprios meios do conhecimento – e que final e honestamente desconhecemos por completo – recorrendo a outros meios do conhecimento? Ou digamos aos meios do conhecimento de um cientista que também não se autoconhece e muito menos autenticou seus próprios meios?
Ora aquilo que ele diz conhecer, em verdade foi apenas pensado, lucubrado, imaginado, extrojetado por ele, e concretizado por meio da execução do ato propositado ou intencional. De onde esse cientista tirou a certeza de que aquilo que ele conhece é de fato um bom conhecimento ou é Conhecimento Verdadeiro, e não somente um extrojetar de fantasias e um atuar ladino? Ou é um discursar ao redor de e depois simplesmente reconhecer?
Tal cientista para estabelecer como verazes e eficazes seus próprios meios do conhecimento terá que recorrer à autoridade e aos meios do conhecimento alguém muito importante, digamos aos de um Einstein, supostamente mais veraz e mais famoso do que ele. Este, por sua vez, sincero e honesto como era, recorreria a outros indivíduos mais, e desse modo esses outros mais acabariam apelando para o próprio padre eterno, o deus-persona objetivado de certas religiões. Desse modo, portanto, se implantaria um recuo ao mais ou menos infinito, recuo que apenas resultará em confusão e não num esclarecimento dos assim mal chamados meios do conhecimento.
Um recuo dialético que vai ao menos ou mais infinito é sempre contradição e mentira, e não prova nem o começo nem o meio nem o fim de coisa alguma. Apenas confunde e engana, como, aliás, costuma acontecer com todos os enfoques do conhecimento científico.
CIÊNCIA – 4) ÓRGÃOS SENSORIAIS E ANALOGIAS ENTRE CÂMARA FOTOGRÁFICA E O OLHO
Entrementes, o que a física, o que a química ou fisiologia dizem não importa. O que interessa mesmo são certos físicos, químicos, fisiologistas, médicos, geralmente escravos do ego-pensamento, e que, não se auto-conhecendo nem conhecendo seus pretensos meios do conhecimento (ou seja, os órgãos sensoriais), começam a dar opiniões a partir de reconhecimentos ligados a forjações mentais prévias – e que resultam em conhecimento indireto, em cinco sentidos e pensamentos; ou senão em conhecimento indiretíssimo do qual somente olhos e mal pensar participam.
Bem, quando a ciência moderna efetuou tal magia ou proeza, as primitivas máquinas fotográficas já haviam sido inventadas pelo homem, com suas lentes de acomodação, suas câmaras escuras, com sua inversão da imagem, com suas placas sensíveis de nitrato de prata e registradoras da imagem, e futuramente com seus filmes.
Os pretensos estímulos luminosos emanados por uma não menos pretensa forma externa penetravam pela pupila, pelo cristalino, pelo corpo vítreo e aqui a imagem do objeto externo ficava de perna para o ar ou a imagem ficava invertida como acontece numa câmara fotográfica, por causa das lentes.
De qualquer modo, amigo, eu pergunto: quem foi que disse que uma Autonatureza ou até mesmo uma natureza adaptada, mas não tão deturpada, precisava forjar olhos tipo máquina fotográfica?
Será que o cristalino atrás da pupila existe mesmo? Será que este encolhe e dilata como manda o fisiologismo científico?
Será que há de fato uma retina sensível aos estímulos luminosos?
Mas será que o olho humano tem que funcionar exatamente como a física ótica e a química inventadas pelos seres humanos prevêem?
De qualquer modo, o VER EM SI (não confundir esse VER Primevo com o ego-enxergar fisiológico) escapou das garras decifratórias dos anatomistas, dos fisiologistas, dos oftalmologistas, microbiologistas, etc.etc.
De sua parte, o cérebro não se compreende a si mesmo; mas a Mente que forjou a aparência chamada cérebro sim tem a possibilidades de autoconhecer-se, desde que a ignorância-ego-pensamento se suma ou se transmute no Querido EU Primevo, no Não-Feito, no Não-Forjado, no Não-Dependente, Naquele que não vem-a-ser, no Absolutamente Puro e Livre, no Deus Vivo.
O cérebro (sempre pensado) e pretensamente objetivado, diante dos meios fisiológicos do conhecimento da pessoa pensante e observadora é uma presença muda. É tão somente a outra parte pensada da própria pessoa-ego pensante, a qual sutilmente extrojetou previamente tal coisa, e depois fazendo intencionalmente alguma coisa a concretizou e a reconheceu.
O algo-cérebro objetivado não fala por si mesmo nem nada revela por si mesmo. Ele depende da contraparte pensante, lucubradora, falante, forjadora de superposições, de pareceres, pretensamente subjetiva, a qual vai impor suas opiniões, custe o que custar, mormente se for cientista ou cientificista.
A pessoa supostamente sadia que está atrás de tais meios fisiológicos do conhecimento apenas ficará opinando e inventando estórias.
E a pessoa pensante supostamente doente apenas ficará pensando bobagens, freneticamente, se lamuriando, sentindo-se mal, sentindo dor, e enfiando-se em becos sem saída que o pensamento nela mesmo inventa. Depois disso, então, dá-se o curto circuito mental ou implanta-se a psicose, a loucura.
Entrementes nem um nem o outro se conhecem a si mesmos, e muito menos o profissional que quer ajudar o outro se conhece adequadamente a si mesmo para Saber-Sentir-Intuir com exatidão (e não meramente intelectualizar) o que se passa na mente de seu paciente perturbado em termos de neurose ou psicose ou algo mais não acadêmico.
Nesta altura de nossa exposição, já é mais do que evidente que sujeito e objeto, que conhecedor e coisa conhecida, que conhecimento e meios fisiológicos do conhecimento etc. são simples aparências superpostas, são artimanhas ou mentiras ladinas, ou também são frutos da memória-raciocínio-imaginação e do discurso interior. E essas denúncias não terminam aqui. Adiante, amigo, teremos mais.
Em vez de objeto e meios do conhecimento, por que não presumir um Perceber Global, um Ver-Sentir?…
Por exemplo, um Ouvir, Cheirar, "Gustar", Tocar, Amar, Atuar, despersonificados – sem ego, sim, mas não sem Vida, sem Caráter – livres de órgãos sensoriais pensados, ou até mesmo possuindo órgãos, sem que a eles esteja ligada a idéia de posse.
Amigos, isso sim que é Vida e não o falso fisiologismo orgânico-cerebral! Isso que sugerimos lembraria o Verbo do Sábio Antigo ou o Logos. Em suma, haveria um Atuar-Saber-Intuir-Amar-Sentir-Isto = SER, perfeitamente Não Dual em Manifestação e Renovação. O resto é acrescimo desvirtuado.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Ciência – 3) A Duração ou Persistência é sinônimo de Inexistência
"Todos os assim ditos objetos externos, ditos materiais, quando aparecem diante do homem pensante, quer queira, quer não, sempre se reduzem a experiências sensoriais. Quem distorce esse bom Sentir Primevo, é o mal pensar humano posterior. Todas as Coisas em Si, até o limite em que possam afetar um Ser Sensível, são Reais, porque são só Sentir e são Existências Momentâneas. Nunca são persistentes, duráveis, duros ou materiais."
A presença prolongada do ente pensante e do objeto pensado, aquém ou além do Momento da Comunhão Sensorial – em suma, a pretensa duração, dureza dos dois – não pode ser garantida nem pelo Sentir nem pelo Saber-Intuir ou Entendimento Perfeito.
E este Entendimento não deve ser confundido com a intelecção ou com a lógica-razão vulgar, que só fundamenta e reforça o espaço-tempo pretensamente físico (ou memória-imaginação). Este Reto Saber não é conhecimento indireto nem conhecimento indiretíssimo.
As paredes imutáveis de uma prisão não existem como tais. Aparecem sim. E que força de persistência elas parecem possuir!
Isso é fruto do ego-pensamento maldoso, das intenções, decisões e modos de atuar proposital dos falsos justiceiros, dos juízes de alma negra e dos carcereiros vendidos e infames.
O que torna as paredes de uma prisão persistentes e insuperáveis é também a maldade da sociedade organizada, a crueldade dos tutores do poder instituído, tanto os do além, do postmorte, como os do aquém, os quais são guardas pusilânimes. Tudo isso também é devido à execução propositada ou intencional dos mesmos.
Todos esses horrores pensados convergem e resultam em obstáculos insuplantáveis, em fantásticos impedimentos. Todos esses fatores convergem e formam uma dolorosa concatenação quase insuperável, que mantém e alimenta todo esse horror. Todas essas terríveis concatenações são regidas pela Lei da Geração Condicionada, Lei da Interdependência e Lei do Carma, as únicas leis verdadeiras da vida condicionada.
O reconhecimento, essa poderosa arma do logro ou do engano dos meios do conhecimento vulgar, reconhecimento esse que é uma mistura de memória, raciocínio e imaginação, não prova a duração de coisa alguma. O reconhecimento só serve para manter as reconstruções sutis e ainda mentais, e também para sustentar as extrojeções da ignorância-ego-pensamento já previamente objetivadas.
É bom que se saiba também que numa Autonatureza ou numa Natureza absolutamente autêntica não existem nem partículas subatômicas, nem elétrons, nem Átomos, nem Moléculas… O Átomo Objetivado é uma Extensão Intelectual do próprio homem, ilegítima e gratuita.
Desse modo, então, segundo o parecer dos defensores do átomo, um pretenso dado objetivado, uma suposta coisa dita material – mesmo que não persista sempre igual, sequer em sua constatação comum e cotidiana – ela se reorganizaria de modo aproximadamente idêntico em seu pretenso nível ultra, ultramicroscópico ou nível atômico.
As artimanhas discursivas da memória-raciocínio-imaginação inventam um objeto durável a nível atômico, quando ele nunca o foi, pois nem tal nível existe como tal, nem o átomo fantasma o ocuparia.
O pretenso átomo está na total dependência do ego que o encara . E tal ego safado, valendo-se do Homem-Sentir, diz estar enxergando o átomo, quando em verdade tal ego-pensamento só enxerga suas forjações pensadas, seu próprio plantio, seus próprios engendramentos e os reconhece.
Convém não esquecer também que nada na Autonatureza e até mesmo na natureza refeita pelo pensamento humano dura mais de um momento para conseguir manter inalterada sua estrutura intrínseca, pretensamente atômica, eletrônica, nucleônica, molecular etc. e depois explodir.
Os bons Mestres e um Sentir-Saber-Intuir ou uma Conscientização Perfeita e Reta Compreensão alertam que os objetos ditos materiais e pretensamente permanentes – ou seja, as coisas duras, persistentes, duráveis, impenetráveis e com outras qualidades e propriedades mais – em verdade possuem a natureza dos “cornos” da lebre, ou a realidade existencial do ”filho da mulher estéril”. Isto é, não são realidades e sim persistências aparentes. A evanescência da coisa ou do fato representa a própria natureza da coisa ou do fato em constante mutação.
E mais ainda, todo objeto que ao mesmo tempo apresentar duas ou mais qualidades, duas ou mais propriedades, condições etc., propriedades e qualidades que se conflituam, se contradizem, como o quente e o frio, negativo e positivo (tipo elétron e próton), isso não estará ligado a uma coisa só, permanente, mas sim tais quente e frio, positivo e negativo serão intrínsecos a duas ou mais coisas diferentes e instáveis etc.etc.
Uma coisa também se transforma em outra quando supostamente muda de espaço, posição, ou senão muda de “lugar”.
Ai Deus, que Escândalo!, que escândalo!, sim, pois, a pretensa coisa não é algo que em determinado momento ocupa um lugar do pretenso recipiente espacial, ou um vazio espacial (A), e depois se desloca para ocupar o lugar seguinte (B), do mesmo recipiente.
Ademais, toda e qualquer coisa já estaria sempre e naturalmente mudando, se alterando no falso tempo contínuo, permutando-se em outro instante-coisa vital, em outro espaço.
A coisa não muda porque o tempo a obriga mudar, mas sim a coisa forjada é mutação, é tempo em fulguração, e é algo refeito pelo ego-pensamento que também é tempo, e aí só vingam as fulgurações ou a impermanência. E todo fantasma pensado e superposto forçosamente tem que mudar.
A coisa material mergulhada no espaço é uma ilusão total. A coisa pretensamente científica seria só uma densificação particular e parcial do “Aqui” –(espaço).
A coisa também só seria um fulgurar momentâneo do “Agora”.
O espaço que se estende e o tempo físico que supostamente dura seriam só uma distorção do Aqui e Agora e uma acomodação intelectual! Disso Descartes nunca desconfiou.
É a partir dessas assim chamadas propriedades e qualidades, sempre subjetivas e reconhecíveis, que o pensamento constrói a impressão-convicção de matéria externa, dura e impenetrável. Esta última, aliás, não passa de uma forte impressão-convicção milenar, arraigada e sedimentada pela tradição que nos afeta, tradição essa que tem poder de distorcer nosso Ser e nosso Sentir.
Tal acontece porque o homem Aqui e Agora, ao invés de Saber-Sentir-Intuir prefere pensar mal, prefere pensar de modo a estruturar e a discursar e depois reconhecer.
Nagarjuna, o grande sábio budista do II século d.C. declara muito oportunamente:
Mais outro ponta pé no nosso ego empafiado:
Ou dito de outro modo, tudo o que parece ter um começo e tudo o que ao se objetivar sempre depender de algo mais, isso não é nada em si mesmo. O corpo denso ou físico do homem, malgrado as mentiras dos meios do conhecimento, com seus pretensos órgãos sensoriais, se enquadra perfeitamente nisso. Não foi por nada que Nagarjuna nos alertou, dizendo:
Ciência – 2) Livro Inédito – Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria?
Sobre o filme QUEM SOMOS NÓS? eu escrevi um importantíssimo livro que chamei “Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria" , o qual e no meu caso, certas editoras nacionais, principalmente as de Porto Alegre, não deram a mínima importância, como de hábito. (26 livros inéditos, mais um)
Para piorar, certos professores universitários desta minha cidade de P.Alegre simplesmente me rechaçaram e me detestaram, por acharem que estava dizendo coisas descabidas, e por eu não fazer parte do grupo deles, mormente um famoso professor, conferencista, escritor, espiritista e espiritualista
E se assim acontece, vamos parar de colocar a carreta diante dos bois como se faz em ciência, em que se acredita que esdrúxulas reações físico-químico-elétrico-cerebrais, mais peptídeos, possam resultar em pensamento, emoções, sentimentos e consciência, e inclusive em EU SOU.
Chega de achar que o raciocínio (pensamento puro) – inventor de mentiras intelectuais – mais as emoções, as paixões, a memória-raciocínio-imaginação, as virtudes, os dons, o mau caráter, a estupidés, o ódio e a violência etc. são frutos de peptídeos idiotas, totalmente dependentes, pensados e forjados por cientistas humanos. Chega de tantas tolices, porque AQUI e AGORA simplesmente Somos, e como CONSCIÊNCIA sequer haveremos de terminar.
A verdadeira Consciência está livre do antes, durante e depois, próprios do tempo. Aqui e Agora a Consciência-Ser primeva em todos os seres apenas É, e se Manifesta de modo livre e espontâneo.
Jamais é só um Ele ou um Deus-personificado a parte, invetando pelo homem.
A Verdadeira Consciência-Mente é só EU SOU, mas nunca ego-sou.
O SER não é um cérebro pensando ou em atividade, cérebro que o ego sempre reconhece, e que é sempre dependente {ou sempre depende de algo mais para se fundamentar}.
A Consciência-SER não vem antes, não precede coisa alguma ou não vem na frente de nada. Aqui e Agora a Consciência-Mente simplesmente é Vida em Renovação, sem espaço, sem tempo, a virarem falsos receptáculos. Quer se pense quer não se pense, {o que é muito melhor}, Aqui e Agora, todos somos Consciência-Mente!
