sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Ciência – 3) A Duração ou Persistência é sinônimo de Inexistência

Em meu livro inédito, “A Farsa dos Meios do Conhecimento” , escrevi o que segue:
"Todos os assim ditos objetos externos, ditos materiais, quando aparecem diante do homem pensante, quer queira, quer não, sempre se reduzem a experiências sensoriais. Quem distorce esse bom Sentir Primevo, é o mal pensar humano posterior. Todas as Coisas em Si, até o limite em que possam afetar um Ser Sensível, são Reais, porque são só Sentir e são Existências Momentâneas. Nunca são persistentes, duráveis, duros ou materiais."

A presença prolongada
do ente pensante e do objeto pensado, aquém ou além do Momento da Comunhão Sensorial – em suma, a pretensa duração, dureza dos dois – não pode ser garantida nem pelo Sentir nem pelo Saber-Intuir ou Entendimento Perfeito.
E este Entendimento não deve ser confundido com a intelecção ou com a lógica-razão vulgar, que só fundamenta e reforça o espaço-tempo pretensamente físico (ou memória-imaginação). Este Reto Saber não é conhecimento indireto nem conhecimento indiretíssimo.
E se aparentemente a duração temporal e a extensão espacial do objeto externo parecem ocorrer, parecem vingar, prevalecer, tais “duração e extensão” equivalerão apenas a uma manobra ladina da memória-raciocínio-imaginação que faz vingar e aparecer o impossível para um ego calhorda que nisso se compraz.
Duração (duro) e extensão são apenas ego-pensamento lucubrando. Tal pretensa “duração” mental ou interna e tal duração de algo aparentemente externo nunca são iguais à Vivência Momentânea da Sensação Primeva, e que traduz exatamente o REAL mais puro. Sugira-se que Aqui e Agora o SER no Homem é só Vivência Momentânea integral. E este é o Conhecimento Direto. No conhecimento indireto supõe-se que aqui haja alguém que pensa ("res cogitans") e que estaria se confrontando com algo objetivo que se extende. ("Res extensa"). Essa pessoa pensante e coisa pensada são frutos posterior do pensamento e constituem o conhecimento comum ou indireto do homem vulgar. O conhecimento indiretíssimo só prevalece no mundo científico, principalmente a nível microscópico e a nível astrônimico, em que só há pensar, mal ver ou enxergar e reconhecer.

As paredes imutáveis de uma prisão não existem como tais. Aparecem sim. E que força de persistência elas parecem possuir!
Isso é fruto do ego-pensamento maldoso, das intenções, decisões e modos de atuar proposital dos falsos justiceiros, dos juízes de alma negra e dos carcereiros vendidos e infames.
O que torna as paredes de uma prisão persistentes e insuperáveis é também a maldade da sociedade organizada, a crueldade dos tutores do poder instituído, tanto os do além, do postmorte, como os do aquém, os quais são guardas pusilânimes. Tudo isso também é devido à execução propositada ou intencional dos mesmos.
Alem de todo esse agir infame, fazedor e perpetuador de cadeias, temos inclusive o medo, o desespero e a agonia do preso, sua constante tentativa de superar ou de fugir. É o sadismo, a prepotência e a violência do sistema repressor, é a hipocrisia e a corrupção dos que se acreditam autorizados de julgar e condenar.
Todos esses horrores pensados convergem e resultam em obstáculos insuplantáveis, em fantásticos impedimentos. Todos esses fatores convergem e formam uma dolorosa concatenação quase insuperável, que mantém e alimenta todo esse horror. Todas essas terríveis concatenações são regidas pela Lei da Geração Condicionada, Lei da Interdependência e Lei do Carma, as únicas leis verdadeiras da vida condicionada.
Só a morte ou a infâmia mais abjeta é que, digamos, consegue anular os muros ou parece derrubar tais paredes, tidas como persistentes. Porém, o falecido e seu pensamento-ego, ao se transferirem para o além, ou também ao se transformar em outro meio ou no próprio além, totalmente desvirtuado e habituado que foi, é até capaz de recriar outras paredes mais, outros cárceres mais, no após morte. Sim gente, isso não é comum, mas pode acontecer.

O reconhecimento, essa poderosa arma do logro ou do engano dos meios do conhecimento vulgar, reconhecimento esse que é uma mistura de memória, raciocínio e imaginação, não prova a duração de coisa alguma. O reconhecimento só serve para manter as reconstruções sutis e ainda mentais, e também para sustentar as extrojeções da ignorância-ego-pensamento já previamente objetivadas.
Conviria saber também que tudo aquilo que não muda ou que parece durar, parece permanecer aparentemente igual, isso é ineficaz. Ou seja, tudo o que dura, isso simplesmente não existe em si, é vazio, malgrado possa aparecer para uma pessoa pensante!


É bom que se saiba também que numa Autonatureza ou numa Natureza absolutamente autêntica não existem nem partículas subatômicas, nem elétrons, nem Átomos, nem Moléculas… O Átomo Objetivado é uma Extensão Intelectual do próprio homem, ilegítima e gratuita.
É por isso que a Verdadeira Sabedoria nega o atomo, as moléculas, os peptídeos, as macromoléculas ou DNAs, RNAs, os GENOMAS, os vírus, as organelas, as células, os germes, a validade dos hipotéticos e futuros clones etc. (Quanto ao motivo da explosão atômica, ver explicações em livros inéditos e precedentes).
Por outro lado e evidentemente, a pressuposição de uma presença contínua, de um corpo permanente, é sustentada principalmente por aqueles que optam pela idéia (pensamento) ou pela concepção atômica das coisas.
Desse modo, então, segundo o parecer dos defensores do átomo, um pretenso dado objetivado, uma suposta coisa dita material – mesmo que não persista sempre igual, sequer em sua constatação comum e cotidiana – ela se reorganizaria de modo aproximadamente idêntico em seu pretenso nível ultra, ultramicroscópico ou nível atômico.
A modo de dizer, então, desde os infinitos ontem, o átomo conseguiria se objetivar e continuaria igual ou semelhante até o momento presente ou suposto hoje
Tal pretensa duração nos permitiria conhecer então o que vem a ser um objeto duradouro e externo – real, segundo a ciência – objeto que abrangeria os três tempos, passado, presente e futuro. Ou seja, tal pretenso objeto seria algo que vem do ontem para o hoje e do hoje vai para o amanhã, sempre graças à pretensa imutabilidade dos seus átomos. que não é verdadeira e nem eles são verdadeiros. .
Para os iludidos realistas de não sei o quê ou realistas superficiais, esses argumentos ligados a uma pretensa maneira de conhecer – em verdade sempre reconhecer – equivaleria ao que se chama “conhecer um objeto real, ocupando sempre o mesmo espaço e abrangendo os três tempos aparentes… Esses argumentos, contudo, carecem de autenticidade e validez.
Primeiro porque o conhecimento que do objeto passado a memória fornece não é uma visão e uma descrição do pressuposto objeto passado em sua pretensa organização atômica presente, e sim é uma visão e descrição em sua organização passada ou é um enxergar reinventado.
O ardiloso subterfúgio da persistência do átomo é apenas o nosso discurso interior fazendo prevalecer os três tempos – ontem, falso hoje e amanhã – tempos inventados pelo pensamento.
As artimanhas discursivas da memória-raciocínio-imaginação inventam um objeto durável a nível atômico, quando ele nunca o foi, pois nem tal nível existe como tal, nem o átomo fantasma o ocuparia.
Nisso tudo, também só há um conhecimento indiretíssimo que se traduz no mero enxergar dos olhos e no pensamento intelectual, que se relacionam com um suposto objeto evocado-imaginado, objeto que Aqui e Agora é totalmente inexistente.
E olha amigo que, no que diz respeito a esse suposto objeto atômico, não se levou em consideração todas as contradições vigentes que a concepção atômico-material implica, como, em parte, foi visto em livros precedentes, e como também a física quântica já tem denunciado.
Repito, tudo no átomo, nas moléculas e nas macromoléculas é pura contradição, como as próprias física quântica ondulatória e física eletromagnética escalar constataram Os pretensos subelementos dos átomos são ondas inconexas de energia, são puro conflito e não presença harmônica. Os bons físicos quânticos exclamam: Não temos mais átomos, temos possibilidades, temos intenções e um observador que, em seu pensar e conhecer é um misterioso!

O pretenso átomo está na total dependência do ego que o encara . E tal ego safado, valendo-se do Homem-Sentir, diz estar enxergando o átomo, quando em verdade tal ego-pensamento só enxerga suas forjações pensadas, seu próprio plantio, seus próprios engendramentos e os reconhece.
O homem comum com seu conhecimento indireto – ou o sujeito com seus seis sentidos e o objeto separados – nunca vê o átomo. Quem acha o estar vendo, num conhecimento indiretíssimo são certos cientistas, totalmente iludidos, condicionados e delirantes, e que só se valem dos olhos e do pensamento deles mesmos, enganador.
Nada nem ninguém criaram coisa alguma. Nada nem ninguém criaram esse dito átomo escondido numa pretensa natureza externa, nem na nossa cotidiana, nem mesmo numa natureza científica. Nem o deus persona ou o Ele das religiões criou o átomo, nem o trapaceiro deus acaso dos cientistas – sendo que trapaceiros aí somente seriam certos cientificistas mal pensantes.
Tais pretensos e fantasmagóricos átomos são sempre testemunhados por um pensar delirante, por um conhecimento indiretíssimo, e olhe lá. Jamais são enfocados e reconhecidos por um conhecimento indireto do povo em geral. Num conhecimento totalmente direto os átomos não existem nem aparecem. Só aparecem ou parecem se fazer presentes no conhecimento indiretíssimo.
Tais átomos, portanto, são pensamento puro, são pensamento deletério, haja vista as explosões atômicas que esse espécie de pensamento enjambrou. A causa das explosões atômicas se esconde no modo de pensar mais infame e no agir propositado mais abjeto.
Convém não esquecer também que nada na Autonatureza e até mesmo na natureza refeita pelo pensamento humano dura mais de um momento para conseguir manter inalterada sua estrutura intrínseca, pretensamente atômica, eletrônica, nucleônica, molecular etc. e depois explodir.
Tudo o que parece durar, em verdade fica estático, morto ou eternamente congelado nos pretensos espaços e tempos. Numa total contradição, os cientistas dizem que o corpo externo ou o Todo muda, sim, mas o átomo constituinte dura para sempre… Pois sim!

Os bons Mestres e um Sentir-Saber-Intuir ou uma Conscientização Perfeita e Reta Compreensão alertam que os objetos ditos materiais e pretensamente permanentes – ou seja, as coisas duras, persistentes, duráveis, impenetráveis e com outras qualidades e propriedades mais – em verdade possuem a natureza dos “cornos” da lebre, ou a realidade existencial do ”filho da mulher estéril”. Isto é, não são realidades e sim persistências aparentes. A evanescência da coisa ou do fato representa a própria natureza da coisa ou do fato em constante mutação.
Ou a coisa muda mal aparece, ou ela não mudará nunca. E se não mudar nunca será igual à Inexistência. A impressão e a convicção de meio termo, ou seja, de começo, meio e fim, meia duração, um quarto de duração etc e que a memória-raciocínio-imaginação (pensamento) sustenta, ou que as filosofias, as religiões, a ciência moderna e a psicologia adotaram e também impõem são um absurdo e abusos de prepotentes

E mais ainda, todo objeto que ao mesmo tempo apresentar duas ou mais qualidades, duas ou mais propriedades, condições etc., propriedades e qualidades que se conflituam, se contradizem, como o quente e o frio, negativo e positivo (tipo elétron e próton), isso não estará ligado a uma coisa só, permanente, mas sim tais quente e frio, positivo e negativo serão intrínsecos a duas ou mais coisas diferentes e instáveis etc.etc.
Por outro lado e em consonância com a Lei da Contradição, é bom enfatizar que toda vez que determinada coisa dita objetiva e pretensamente permanente manifestar em si mesma qualidades opostas ou até mesmo propriedades contraditórias, seja esta coisa um objeto da visão cotidiana, seja ela meramente um átomo, tal coisa simplesmente deixa de ser "coisa A" para virar "coisa B", "coisa C", ou mais ainda, e até mesmo menos… Ou também, uma coisa torna-se outra quando suas pressupostas propriedades e qualidades mudam.
E como antes se disse, haverá maior contradição do que a aproximação e fusão de dois átomos diferentes? Ou maior contradição do que as pretensas naturezas e propriedades dos elétrons, dos prótons, dos nêutrons, dos mésons etc., os quais supostamente se unindo constituiriam o átomo? E quando um átomo com determinadas qualidades e propriedades a modo de dizer se une com outro átomo diferente para formar a molécula, não será esta pressuposta molécula exatamente outra coisa que apareceu e que simplesmente fez desaparecer os prévios fantasmagóricos átomos constituintes, com suas mentirosas qualidades e propriedades intrínsecas e imutáveis?

Uma coisa também se transforma em outra quando supostamente muda de espaço, posição, ou senão muda de “lugar”.
Ai Deus, que Escândalo!, que escândalo!, sim, pois, a pretensa coisa não é algo que em determinado momento ocupa um lugar do pretenso recipiente espacial, ou um vazio espacial (A), e depois se desloca para ocupar o lugar seguinte (B), do mesmo recipiente.
Contrariamente, o dado momentâneo é o próprio espaço que se densifica em coisa, parecendo ocupar um lugar desse espaço (lugar, espaço, jogo de palavras).
O movimento ou deslocamento de A para B é um absurdo, como foi descrito quando tratamos do movimento, escrevendo nosso livro Transmutar Este Falso Mundo…
Ademais, toda e qualquer coisa já estaria sempre e naturalmente mudando, se alterando no falso tempo contínuo, permutando-se em outro instante-coisa vital, em outro espaço.
A coisa não muda porque o tempo a obriga mudar, mas sim a coisa forjada é mutação, é tempo em fulguração, e é algo refeito pelo ego-pensamento que também é tempo, e aí só vingam as fulgurações ou a impermanência. E todo fantasma pensado e superposto forçosamente tem que mudar.

A coisa material mergulhada no espaço é uma ilusão total. A coisa pretensamente científica seria só uma densificação particular e parcial do “Aqui” –(espaço).
A coisa também só seria um fulgurar momentâneo do “Agora”.
O espaço que se estende e o tempo físico que supostamente dura seriam só uma distorção do Aqui e Agora e uma acomodação intelectual! Disso Descartes nunca desconfiou.
Outrossim, sem nada impor, alerta-se que não há substância ou pasta material à parte das pretensas propriedades e qualidades que os nossos sentidos dizem captar e reconhecer, (quando em verdade tudo isso é só pensado).
É a partir dessas assim chamadas propriedades e qualidades, sempre subjetivas e reconhecíveis, que o pensamento constrói a impressão-convicção de matéria externa, dura e impenetrável. Esta última, aliás, não passa de uma forte impressão-convicção milenar, arraigada e sedimentada pela tradição que nos afeta, tradição essa que tem poder de distorcer nosso Ser e nosso Sentir.
Essa tradição é constituída por todas as memórias, raciocínios e imaginações que os homens liberaram, liberam e liberarão. E esses três atividades mentais distorcedoras têm o poder de subjugar o Ser em nós e de distorcer irremediavelmente o Sentir Primevo.
Tal acontece porque o homem Aqui e Agora, ao invés de Saber-Sentir-Intuir prefere pensar mal, prefere pensar de modo a estruturar e a discursar e depois reconhecer.

Nagarjuna, o grande sábio budista do II século d.C. declara muito oportunamente:
“Aqueles que afirmam a existência das coisas, ou senão a negam, esses não se apercebem da Verdade Maior, e que é exatamente a BENIGNA CESSAÇÃO DA IMPRESSÃO DE MUNDO!”
[Ou também dito de outro modo e em linguagem moderna: “Aqueles que afirmam a existência das coisas objetivas ou senão negam tal existir, esses tais são exatamente certos homens de pouca sabedoria, de quase nenhum alcance, e são extremamente dogmáticos e opiniáticos. Eles não se apercebem da Verdade Maior, e que é exatamente a benigna cessação da impressão e convicção de mundo. Amigo, aqui cessam os pensamentos, as elucubrações a respeito do mundo, cessam as superposições pensadas, as falsas impressões e convicções. Cessam as leis da ciência e os dogmas das religiões, mas não cessa o REAL ou a VERDADE, sensível, comungável, impensável, na qual o mundo pode caber perfeitamente.”

Mais outro ponta pé no nosso ego empafiado:
Tudo o que ao se originar, ao se objetivar depender de algo mais, isso não será nada em si mesmo.
Ou dito de outro modo, tudo o que parece ter um começo e tudo o que ao se objetivar sempre depender de algo mais, isso não é nada em si mesmo. O corpo denso ou físico do homem, malgrado as mentiras dos meios do conhecimento, com seus pretensos órgãos sensoriais, se enquadra perfeitamente nisso. Não foi por nada que Nagarjuna nos alertou, dizendo:
O Nirvana é a Realidade da aparência material e externa, assim como, conversivamente falando, o Samsara ou o pretenso mundo dos homens é a falsidade do Nirvana… Samsara [ou Maya, aparência] é o que sempre (mal) vemos e mal sentimos. O Real-Nirvana é o próprio Isto –(mundo) livre das impressões-convicções de nascimento, crescimento, duração, decadência e morte!”

Ciência – 2) Livro Inédito – Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria?


Sobre o filme QUEM SOMOS NÓS? eu escrevi um importantíssimo livro que chamei “Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria" , o qual e no meu caso, certas editoras nacionais, principalmente as de Porto Alegre, não deram a mínima importância, como de hábito. (26 livros inéditos, mais um)

Para piorar, certos professores universitários desta minha cidade de P.Alegre simplesmente me rechaçaram e me detestaram, por acharem que estava dizendo coisas descabidas, e por eu não fazer parte do grupo deles, mormente um famoso professor, conferencista, escritor, espiritista e espiritualista
O título do filme pergunta “Quem Somos nós?”, dando a entender que muito bom seria saber de fato se algo ou alguém SOUBESSE quem somos nós.
A resposta que me permito dar, como sugestão e nunca como dogma, certeza absoluta e imposição é que Aqui e Agora Nós somos Consciência, somos Espírito Vivo ou Individualidades Primevas (SER), Somos Mente Pura, somos EU SOU ou Deus Real e Vivo. Nessa condição Mental primeva somos ainda totalmente livres de uma atividade mental enganadora, ou seja, do pensamento vulgar. E somos também harmonia, paz, liberdade, felicidade e espontaneidade.
A Sabedoria de outras latitudes costuma dizer que somos Sat-Chit-Ananda ou Ser-Consciência-Felicidade. A pretensa matéria-cérebro totalmente discutível é muito posterior a tudo isso e é coisa forjada e dependente, própria das trevas exteriores.
Somos como o Sol e seus Raios, e na condição de Libertos, de Iluminados somos somente Sol-SER ou Existência Pura, ainda Imanifesta.
Num estado normal de Manifestação (Autonatureza) – e não de criação – Aqui e Agora somos Sol e também somos Raios. Sim somos Raios Unos com o Sol.
Mas também e só aparentemente e a partir do segundo momento em diante – pretenso tempo - somos raios supostamente separados ou desligados do Sol.
Aqui já se dá o extravio e a confusão por causa do prevalecimento primordial da ignorância-ego-pensamento.
Do segundo momento em diante, e que já pensamento em atividade e se intrometendo (ou já é tempo enganador) aparece o barulho interior ou o discurso e a ele se adicionam os ego-máscaras ou as pessoas, e também são as individualidades desvirtuadas e mal pensantes.
E se assim acontece, vamos parar de colocar a carreta diante dos bois como se faz em ciência, em que se acredita que esdrúxulas reações físico-químico-elétrico-cerebrais, mais peptídeos, possam resultar em pensamento, emoções, sentimentos e consciência, e inclusive em EU SOU.
Chega também de inferências enganadoras tipo “Penso, logo sou!”, quando a Verdade é somente EU SOU.
A Verdade mais Pura também é SINTO-SEI-INTUO-ATUO-AMO ou SER, livre do mal pensar. Assim que, fora do Aqui e Agora ou já exteriorizado, eu-ego posso inclusive mal pensar, recriando o falso tempo e o falso espaço, e depois forjar as impressões-convicções quase inabaláveis de começo-meio-fim ou matéria-energia-plasma, coisas que aumentam ainda mais minha confusão e extravio.
Chega de achar que houve um início, um começo no espaço e no tempo, e que, portanto há um meio termo e um fim. Chega de achar, por pura imposição, que houve uma criação divina 6 mil ou tantos anos atrás, ou senão, também por pura imposição, houve uma explosão primordial, um Big-Bang e depois disto uma criação puramente ao acaso, e isso bilhões de anos atrás.
Chega de achar também que a vida em si depende de quimismos e bioquimismos estapafúrdios, ou de pretensos DNAs, RNAs, de hormônios, de PEPTÍDEOS puramente pensados e sempre reconhecíveis ou forjados pelo pensamento humano bandido e enganador.
Chega de achar que o raciocínio (pensamento puro) – inventor de mentiras intelectuais – mais as emoções, as paixões, a memória-raciocínio-imaginação, as virtudes, os dons, o mau caráter, a estupidés, o ódio e a violência etc. são frutos de peptídeos idiotas, totalmente dependentes, pensados e forjados por cientistas humanos. Chega de tantas tolices, porque AQUI e AGORA simplesmente Somos, e como CONSCIÊNCIA sequer haveremos de terminar.
A Mente-Consciência ou Espírito-SER não é fruto de um cérebro dependente, engendrado e sempre reconhecível. Nem é fruto de uma absurda atividade neuronal forjada e bem posterior no tempo. Nem a Consciência é fruto de um suposto universo primordialmente entrelaçado e quântico ou então de um universo-cordas. Tampouco a Consciência-Mente se comporta como fariam as partículas da física quântica.
A verdadeira Consciência está livre do antes, durante e depois, próprios do tempo. Aqui e Agora a Consciência-Ser primeva em todos os seres apenas É, e se Manifesta de modo livre e espontâneo.
A Consciência Verdadeira ou Mente não engendrou o ego ladrão e salteador nem EU-ELA depende de nada. É totalmente Natural, livre e Incondicionado. E não esqueçamos que tudo aquilo que depender de algo mais e for condicionado, isso só aparece em termos objetivos, mas não Existe em si. Não tem existência própria.
Por isso cuidado com as forjações e recriações do ego-pensamento, efetuadas a partir do segundo momento em diante, sendo que as piores de todas são as subpartículas atômicas, os elétrons, os pretensos átomos, as moléculas, as células, os DNAs, os RNAs, os hormônios, os Peptídeos, a atividade neuronal, o cérebro a pretensamente gerar pensamento e inteligência, como se tudo isso fosse REAL.
Todos nós, livres do mal pensar e simplesmente Sabendo-Sentindo-Intuindo, temos que voltar a Compreender que a única e primeva Realidade que Existe é a Consciência, é a Mente Pura, Aqui e Agora.
Mas não a tua ou a minha consciência, mas a CONSCIÊNCIA-SER.
É EU-ELA a que nos faz Sentir-Saber-Intuir, sem ainda (mal) pensar.
O “cogito ergo sum”(ou o “Penso, logo sou cartesiano”) vem muito depois. E o “SOU” desse cogito cartesiano ainda é pensamento. Jamais, porém, o SER REAL, o EU SOU impensável, Deus Vivo em todo ser vivo.
Ou valendo-me de sinônimos, sugiro sem nada impor, que, Aqui e Agora, a única e primeva Realidade que Existe é a Mente Pura, é ‘EU SOU’ e sua Manifestação “O QUE SOU’, e em constante Renovação.
Que nenhum ego ordinário jamais diga que "EU SOU" é meu Ser”, e ainda se outorgue ser representante único do SER, de Deus, porquanto nenhum ego O pode possuir. Nenhum ego ordinário a EU-ELE pode se identificar.
A CONSCIÊNCIA ou a Mente-SER jamais é só externa ou só interna.
Jamais é só um Ele ou um Deus-personificado a parte, invetando pelo homem.
A Verdadeira Consciência-Mente é só EU SOU, mas nunca ego-sou.
Por conseguinte, a verdadeira Consciência não é um subproduto do Espírito, e muito menos tal Consciência-Mente é fruto da pretensa atividade físico-bioquímica-elétrica cerebral ou de supostos neurônios, de peptídeos etc. Todas essas lorotas são bem posterior e totalmente dependentes ao ego-pensador.
Consciência e Espírito são o mesmo princípio, o mesmo SER...
O SER não é um cérebro pensando ou em atividade, cérebro que o ego sempre reconhece, e que é sempre dependente {ou sempre depende de algo mais para se fundamentar}.
A atividade cerebral jamais resulta em SER, ou em Ser-Consciência, mas ao contrário, é a Consciência-SER a que, Aqui e Agora, se Manifesta, e gera a Forma-Nome ou o Homem Primevo, original e igual a EU-PAI-MÃE. Depois, Algo nesse Homem degradando e confundindo-se vira ego-pensamento, ego-corpo, ego-cérebro.
A Consciência-Mente está livre dos enganadores espaço e tempo, ditos físicos. Nem é fruto de um suposto universo primordialmente entrelaçado ou universo quântico. (Aqui está meu crime!) Tampouco a Consciência-Mente se comporta como fariam as partículas da física quântica. (Eis outro crime!)
A Consciência-SER não vem antes, não precede coisa alguma ou não vem na frente de nada. Aqui e Agora a Consciência-Mente simplesmente é Vida em Renovação, sem espaço, sem tempo, a virarem falsos receptáculos. Quer se pense quer não se pense, {o que é muito melhor}, Aqui e Agora, todos somos Consciência-Mente!


Ciência – 1) Será que o Divórcio entre Igrejas e Ciência Acabou?

Nos tempos atuais, todos se perguntam: Será que o divórcio entre mente e matéria acabou? E será que o espírito e a ciência estão se juntando novamente?
De saída eu respondo que não, porque tanto as confusões da ciência quanto as confusões da teologia cristã continuam prevalecendo. (Fora, portanto, as religiões de outras latitudes).
A primeira ou a ciência insiste em manter as suas cinco vacas sagradas, ou seja a matéria, a energia, o espaço, o tempo e o plasma. Nem a física quântica conseguiu dessacralizar a falsa objetividade científica. Fez o possível para acabar com o aspecto material das coisas, mas colocou em seu lugar o aspecto da energia científica, totalmente santificada, energia que é torpe, burra, caótica e que no fundo, no fundo simplesmente não existe.
Se a Física Quântica, pelo menos e como energia, se tivesse valido da “Shakti”, do “Prana”, hinduísta, ou do “Chin”, taoista e que são Vitalidades Primordiais (Energia Verdadeira), sensíveis e inteligentes e criadoras ainda teria valido a pena.
O cristianismo biblicista em geral e por sua vez, jamais abandonará a estupidez do dogma do Pecado Original, por causa do qual adulterou toda a vida do Grande Mestre e Santo da Galiléia inventando concepção virginal, a paixão, a morte e a ressurreição em corpo e alma de alguém, o fim do mundo e o julgamento final, o paraíso e o inferno, a Parúsia ou o retorno de Jesus etc.Tudo isso correspondem a tremendos desvarios dos teólogos da igreja, com quase dois mil anos, e saturados de bolor, inclusive culpáveis de milhões e milhões de seres humanos sacrificados ou mortos, por causa do rigor e radicalismo de tais concepções delirantes.
Se os contratempos da ciência e da religião cristã continuam prevalecendo, então as duas ainda não estão dizendo a mesma coisa.Religião e ciência, por pura boa vontade estão tentando se aproximar. Mas tanto uma como a outra terão que abandonar seus extremimos, próprios das leis científicas e dos dogmas cristãos.
Desde a antiguidade, a busca pelo divino e a busca pelo conhecimento sobre o universo tem marchado lado a lado.Na Suméria antiga havia um deus da astronomia, um deus da horticultura, um deus da irrigação, e os sacerdotes dos templos eram os escribas e os tecnólogos que investigavam esses campos do conhecimento.Na Grécia antiga os filósofos se perguntavam por que estamos aqui? Qual o propósito da Vida? E nesse meio tempo desenvolveram a teoria do átomo, tentaram explicar os movimentos celestiais e os princípios da ética humana.
Na Europa medieval, contudo, a igreja alcançou o ápice do radicalismo, ou se outorgou uma posição de poder supremo. Elegia reis, possuía vastas porções de terras que os crentes lhes obsequiavam e ditava as verdade que ela mesma inventava, e dizia que eram as únicas que existiam... A Igreja católica medieval se autoproclamou ser a conhecedora de tudo. Os dogmas que ela inventava por conveniência sua, eram a própria Lei Geral.
Mas, mesmo assim, a ciência, em seus primórdios da Era Moderna (Século XVI em diante), buscou evoluir, se aperfeiçoar e em seu começo moderno, graças a Kepler, Copérnico e Galileu passou a desafiar as teses da astronômica antiga de Ptolomeu e outros mais, e que alegava que a terra era o centro do universo (geocentrismo).
Para fortalecer as colocações do Gênesis bíblico, geralmente primárias e gratuitas, e por conveniência a Igreja transformou essa tese em dogma. E ai de quem tentasse modificar os dogmas da Igreja. .Copérnico, Galileu e Giordano Bruno sentiram o peso da mão da igreja quando ousaram desafiar o dogma, as pretensas leis sagradas. Copérnico passou ileso das perseguições, porque a igreja não tomou conhecimento dele.Galileu foi quase excomungado e aprisionado e Giordano Bruno simplesmente foi morto na fogueira da inquisição por questionar e colocar em dúvidas o universo medieval da igreja, e sugerir que existiam outros mundos habitados, em perigo a tese velhaca do Pecado Original.
Incapaz de suprimir os avanços científicos por mais tempo, a igreja tentou se aproximar da ciência. Passaram a dividir os esforço para progredir e para alcançar um conhecimento mais válido. Por exemplo, o cientista e filósofo Descartes inventou o dualismo (ou o separatismo pretensamente real entre o sujeito “Res Cogitans ou a coisa que pensa” e o objeto “Res extensa ou a coisa que se estende”, tolice descabida, a meu entender).
A igreja, por meio de sua teologia e falsas revelações sagradas, dizia possuir o conhecimento do invisível, do espiritual.A ciência contrariamente preocupava-se com as coisas materiais e visíveis, e respectivo conhecimento. Este enfoque então cresceu mais do que aquele. E desse modo nasceu o materialismo.Aparentemente, passou então a prevalecer trégua inquietante.
Os cientistas não eram mais cerceados e proibidos, e em forma de vingança, reagiram. Passaram então a proclamar: “Tudo aquilo que não é visível é fantasia, delírio, ilusão!” E acrescentavam: "O homens, em essência, são pequenas máquinas que vivem e operam num universo mecânico previsível, governado por leis rígidas e imutáveis, as leis da ciência, as nossas leis. (Digo eu, tão estúpidas quanto os dogmas científicos).
A igreja tentou então revidar, e todos os cientistas ditos sem alma foram condenados ao inferno teológico inventado pela igreja. Mas isso já não funcionava mais.evolucionistas, a título de reação, deu o troco. "Alegou que o Criador (de seja qual for a religião) não é absolutamente nada. Não está em lugar algum. Nós, humanos, não fomos criados por ele. Somos seres aleatórios criados pelo acaso primordial, e estamos evoluindo e nos aperfeiçoando graças à luta do mais forte. Os evolucionistas constataram que o patrimônio genético se encontrava em constante mutação.Somos simples portadores de um DNA (ou de um ácidodesoxiribunucleico, pretensa e fantástica molécula bioquímica primordial a gerar genes), em sua incansável busca por um “cada vez mais”, num universo sem sentido".
Malgrado tais colocações, e enquanto isso, a religião e a ciência continuavam batendo a cabeça, perguntando-se: "Se tudo era mecânico, conforme Newton, e Deus era o único criador sagrado - pois Newton era biblicista - então para que servem os seres humanos e o que eles deveriam fazer? "
A ciência mergulhou ainda mais fundo num universo morto, num universo máquina e acabou descobrindo e revelando um mistérioEm pequenos recantos do tempo e espaço subatômico, os cientistas encontraram uma energia incomensurável. Era a fantástica energia da Fífísica Quântica e da Física Eletromagnética Escalar, ainda torpe e burra. Eram incríveis mistérios que desafiavam a mente. Mistérios que sugeriam que todos nós estamos conectados ou interligados. E que o universo físico em última instância e essência era um universo não-físico. Tempo e espaço eram apenas construções da mente para esse novo não-materialismo ou a física quântica.
Hoje os antigos cientistas até ontem renegados se encontram com não poucos líderes religiosos.E conferências que geram encontros da ciência e espírito acontecem.Com a chegada do século XXI, as portas da visão mecanicista (vão caindo)...E os bem intencionados se perguntam: Mas então, irá o século XXI derrubar a cortina de ferro entre igreja e laboratório? Vamos ver...
Por outro lado, o grande físico teórico e Ph.D Fred Alan Wolf, um grande e emérito cientista americano, com “C” maiúsculo, em determinado trecho do filme “A Física Quântica ou Quem Somos?". declara:“Amigos, se começarmos a olhar para tudo isso, (ou para todas as conquistas da Física Quântica Ondulatória e da Ciência Moderna), a única saída para o meu entendimento é que tem que haver uma presença inteligente. Tudo me leva a crer que existe um tipo de Mente Única, ou Deus, se você quiser chamar assim. Pense nessa minha sugestão, um instante. Mas o que foi que eu disse, finalmente? E o que você vai fazer com isso? Isso é como uma mordida, uma mordida do vazio. (Do Vazio Pleno ou Çuniata, oriental, digo eu).
O grande Fred Alan Wolf – Físico teórico e Ph.D volta a dizer em tal tal filme: “Nós precisamos de um novo ambiente espiritual. Precisamos de uma nova forma espiritual de compreender a natureza do que vem a ser um ser humano, porque as formas antigas, as mitologias antigas, a antiga monarquia do rei celestial ou de deus contra a velha maneira não autorizada dos cientistas fazerem as coisas estão mortas. E essas antigas intolerâncias precisam ser enterradas.
Precisamos de uma nova monarquia, de um novo reino, de uma nova visão. E eu acho que a física quântica pode nos ajudar a dar um passo nessa direção certa.
Pode ser que o que está acontecendo dentro de você, no seu cérebro, no seu sistema nervoso, no modo como você observa as coisas, como a memória funciona, como a mente funciona (é exatamente o mesmo do que acontece lá fora). É perfeitamente possível que o que está acontecendo lá fora seja uma espécie de inter-relação entre o observador e o objeto, e na verdade, essa inter-relação está tornando as coisas reais para você. Afeta inclusive a maneira de como você vê a realidade cotidiana.
Só que a nível cotidiano, essa inter-relação quântica ainda não está alterando a realidade fora de você. Você continua não conseguindo alterar as grandes cadeiras, poltronas, caminhões, escavadeiras e foguetes que estão sendo lançados. Sim, essas coisas não estão mudando. Mas você pode estar alterando a maneira de como percebe as coisas, e talvez inclusive seu modo de pensar, de sentir as coisas. Depois disso tudo mude também.
Falemos então sobre o mundo subatômico. E sobre o que este pode nos dizer a respeito da realidade total.A primeira coisa que quero dizer sobre o mundo subatômico é que ele é uma grande fantasia criada por físicos malucos, tentando imaginar o que está acontecendo quando se metem a fazer seus pequenos experimentos da física quântica. Com pequenos experimentos refiro-me à grande quantidade de energia contida em pequenos espaços num curto período de tempo. Nesse aspecto (ou diante desse enfoque), as coisas ficam muito loucas. A física subatômica foi inventada para tentar decifrar isso.
Precisamos de uma nova Ciência, tal como esta que estamos apresentando e que chamamos de Física Quântica, ciência essa que deveria estar sujeita a toda uma série de hipóteses, pensamentos, sentimentos e intuições discutíveis sobre o que de fato está acontecendo.
Tempo atrás, ou em junho ou julho de 2008, eu recebi pelo email uma comunicação que dizia: "Conheça as evidências científicas sobre a existência de Deus". “Venha a participar do workshop ministrado pelo professor e físico indiano Amit Goswami, um dos principais cientistas que protagonizaram o filme QUEM SOMOS NÓS. Ele é o autor do best seller “Física da Alma”.
Amit Goswami emprega os fundamentos da física quântica para apresentar evidências científicas sobre a existência de Deus. Aliando seu conhecimento de físico, às tradições espirituais, principalmente as orientais.Desenvolve um novo paradigma que nos leva a olhar Deus através de uma consciência quântica. Esta conferência será realizado em São Paulo em 25 de agosto 2007, no auditório da livraria cultura shopping Vila Lobos. Eu, infelizmente não pude comparecer. Também, depois de me mais uma vez me negarem a edição de meu trabalho, fiquei profundamente ressentido, humilhado.
E a propósito das "evidências científicas sobre a existência de Deus", malgrado as maravilhosas intenções de Amit Goshwami, não sei quem informou aos produtores dos dois filmes "QUEM SOMOS NÓS" sobre a eficácia cognoscitiva infalível da neurofisiologia científica. Não acredito que a neurofisiologia seja capaz de decifrar os paradoxos e enigmas da física quântica. E acho também bioquímica e neurofisiologia não devem ser o ponto de vista do grande físico e orientalista Amit Goshwami.
Esses produtores, de sua parte, concluíram então que somente a Neurologia, a Bioquímica cerebral e a Neurofisiologia poderiam fundamentar em definitivo a Física Quântica Ondulatória e fortalecê-la como uma ciência autêntica da objetividade cósmica definitiva.E a neurofisiologia, no caso, totalmente bioquímica, pretenderia também provar a existência de uma Consciência, mas agora quântico-bioquímico-material e inclusive capaz de estudar e observar a Física Quântica.
Eu considero essa possibilidade um verdadeiro disparate, porque a química e a bioquímica são invenções da cabeça humana (cérebro). Nunca foram Consciência, só pensamento ordinário. Tal consciência neurofisiológica em última instância ainda é pensamento, só que nunca orgânico-material, mas algo safado, sutil , enganador e que escapa para quem não se conhece a si mesmo.
Certos cientistas acham que o assim dito funcionamento do cérebro ajudaria a entender o que vem a ser o pensamento, o que vem a ser a consciência e a mente. Só que este pretenso cérebro-mente ou “organon deles” no começo do século XX teriam levado os cientistas a descobrir os tesouros da física quântica. Mas teria mesmo, ou foi algo mais quem forjou tudo?Por conseguinte, não me parece que tais bioquímicos e neurofisiólogos estão acertando em cheio no que se refere à mente-(cérebro).
A todo momento, os próprios físicos quântico do filme, indo muito além da matéria, além da mera objetividade pretensamente material, reconhecem o não-separatismo entre o sujeito e o objeto, e se flagraram da condição UNA (ou não-dual) de tudo. Ou seja, a Unicidade de tudo.
Os mestres da física quântica enfatizam e louvam, como raramente se via, a importância do pensamento em si, principalmente louvam a intenção, sem conhecê-la a fundo – e que na Física Quântica resulta em grandes “frutos”. Louvam a observação quântica e o dado observado. Louvam e principalmente a Mente ou a Consciência, quântica, as quais espero sejam Verdadeiras, porque consciências secundárias ou falsas mentes também existem, como as que o materialismo científico apresenta.
Não sei como, mas talvez os criadores do filme tenham sido informados que em nenhum tomo, livro, alfarrábio de filosofia e teologia do mundo ocidental, de todos os tempos, existem alguma explicação realmente esclarecedora e definitivamente convincente sobre a mente verdadeira. E isso da parte dos filósofos e teólogos daqui mesmo.
Tais produtores dos filmes, tiveram então que apelar para os pesquisadores modernos da ciência biológica, da bioquímica e da neurofisiológica.No filme valeram-se também de um notável e sapientíssimo teólogo que falou muito bem e falou de tudo, mas nada disse a respeito do Reto Conhecimento, do qual alguns físicos da quântica ondulatória também carecem.
Lamentavelmente os biólogos e neurofisiologistas nunca levaram em conta que tudo o que chamamos de natureza organizada, de mundo organizado, de química orgânica e bioquímica, de fantásticas macromoléculas, de peptídeos etc. etc., tudo isso era e é tão-somente fruto do Pensamento Primevo. Ou melhor dito, fruto de um modo de pensar especial, que jamais é igual à pretensa bioquímica cerebral trabalhando. Esse modo ladino transcende.
Nossos amigos fazedores do filme, esqueceram-se também e principalmente da fantástica sabedoria dos taoístas, budistas, hinduístas, iogues, zenbudistas, lamaístas, xamãs, e que têm muitas explicações boas, e respostas para quase tudo. Esqueceram também das conquistas do espiritualismo ocidental e das psicociências paranormais que com relação à mente mergulharam fundo, muito mais fundo que um Freud, que desprezava o espiritualismo científico e a metapsíquica de seu tempo, coisa que com Karl Jung não fez. Este gênio foi mais atento.
Eles se esqueceram porque de fato é extremamente difícil entender essas ciências da Mente Verdadeira e do Espírito, com MAIS DE CINCO MIL ANOS DE IDADE, além dos enfoques mais recentes.Preferiram apelar então para a biologia, para bioquímica e para a neurofisiologia. Achando que elas ofereceriam uma resposta para os dilemas cognoscitivos e perceptuais da física quântica, resposta certa que jamais vai prevalecer. Apenas vai continuar vingando uma complicação cada vez maior.
É lamentável dizê-lo, mas as colocações e “provas” da neurofisiologia apresentadas no filmes se conflituam por completo com as colocações da física quântico ondulatória, malgrado a mocinha da ficção científica (Quem Somos nós, 1 e 2) ou filme, por arte dos diretores e idealizadores do filme, se encaixe muito bem nos dois enfoques – física quântica e neurofisiologia – aparentemente conflictantes. Os fazedores do filme, então, conciliam tudo com inteligência.
As ciências biológicas insistem em se basearem na matéria organizada – que nunca ninguém criou nem organizou, nem o Deus bíblico, nem o deus acaso da ciência – e que por causa do pensamento ladino, e da sutil estruturação pensante, tal pretensa matéria organizada se apresentaria como essas ciências acham. As moléculas da química organizada e as macromoléculas da bioquímica ao se organizarem, ao se rearranjarem, por puro acaso, teriam originado os milagrosos genes, as células, os hormônios, os peptídeos, as proteínas, os aminoácidos e muitas lorotas mais, que tudo parecem preencher e resolver, mas não explicam absolutamente nada.
A física quântico ondulatória, em seus estudos extremados da objetividade, sem o querer, caiu em cheio numa subjetividade e objetividade especiais, que com razão chamou Consciência, Mente, Espírito, SER, e que de algum modo são exatamente aquilo que a Eterna Sabedoria sempre sugeriu.
Mas a biologia científica, a bioquímica e a neurofisiologia, ocupando um espaço que não lhe cabe, e que é a epistemologia ou modo correto de conhecer, não ofereceram resposta alguma ao dilema do Reto Conhecimento e Saber Perfeito, porque tais ciência são objetividade. Apenas apresentam suas complexíssimas colocações objetivadas, e pretensas descobertas cerebrais que não nos levam a parte alguma. É preciso que se saiba que a pessoa-objeto, o corpo-cérebro deles, nunca pode conhecer realmente o objeto-coisa. Só EU SOU ou a Consciência-SER Sabe-Sente-Intui o que vem a ser aquilo que se coloca na sua frente feito OBJETOAmigos, acredito que este meu livro (Uma Revolução na Física Quântica – Consciência ou Matéria?) e é exatamente a contribuição que faltava para enriquecer as colocações da Física Quântica.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

ORIENTALISMO – 4) A TRÍPLICE CRENÇA

Em meu livro inédito, há mais de vinte anos, PRISÃO DO TEMPO, o falso ente em cada um de “nos” ou ego parece subsistir e engrandecer-se porque, em termos discursivos e para seu próprio proveito, inventou a tríplice crença que o mantém seguro, “confortavelmente preso” ao seu próprio cárcere: que é a Ronda Existencial (ou Samsara), ou as Trevas Exteriores ou então a Prisão do Tempo.
A tríplice crença que o ego sempre alimenta assim se sintetiza:

a) Crer na suposta virtude libertadora das práticas ascéticas ou místicas; crer no cultivo da fé cega, que nos leva à falsa humildade, ao medo e à submissão; e aceitar fanaticamente um “Ele”, deus-persona”, objetivado, separado da Vida fluindo, e escondido nos confins do Universo.
b) Crer num “eu” verdadeiro, de preferência cerebral ou até mesmo anímico; a tal ego identificar-se e a ele apegar-se de modo quase insuperável, esteja tal ego restrito a um corpo pretensamente material, com cérebro e tudo o mais, ou pretenda tal ego corresponder a uma alma pensante-pensada, que influenciaria e dirigiria um nome-forma (ou um corpo qualquer). Com a aceitação definitiva do ego, depois teremos a concepção de vida corporal única e contínua, com aniquilamento final (materialismo) ou teremos supostas sobrevivências no “mais-além”. Aqui teremos a concepção da alma única com vida única e sobrevivência no além em paraísos ou inferno. E teremos também uma alma única pretensamente persistente e reencarnante, e que retorna para supostos corpos materiais diferentes. Essa alma de vida única ou de vidas sucessivas é tida como eterna.
c) Crer que a Libertação Existencial ou a Iluminação, a Realização (Ressurreição) pode ser alcançada por uma ascese espiritual, ou senão por meio do cultivo do conhecimento vulgar e da especulação filosófico-racional, quando o extravio aparente se dá exatamente por causa desse fútil “querer (mal) conhecer”, que é um péssimo pensar.

Essa Tríplice Crença transforma-se em alimento e em sustento para o ego e para todos aqueles que, acreditando durar, buscam se tornar cada vez mais egos, tentando se engrandecer ou materialmente, ou animicamente, ou até mesmo culturalmente.
Dando-se conta desse doloroso engano, o Sidharta Gautama histórico, o grande Buda, Mestre incomparável, quando se Iluminou teria exclamado o que vem a seguir.

Repetimos então o que tal Mestre, no Instante de sua Iluminação teria dito:

“…[Visto nunca ter parado de mal pensar], errava eu no caminho sem fim dos múltiplos renascimentos (‘Samsara’), procurando inutilmente [a partir de meu próprio nível pensante, ou segundo momento em diante], o arquiteto do edifício [ou melhor, o aparente engendrador de meu corpo reconhecível e de minha alma-pessoa, pensante-pensada]. Ai que terrível tormento ter que renascer sempre, [em pensamento], desta ou daquela maneira! Ó arquiteto do edifício, descobri-te! [… Ó ego, ó sombra da Vida consegui surpreender-te em teu próprio tempo, elaborando a farsa que superpões à Verdade!]. Aqui e Agora, ó arquiteto [do corpo] não mais reconstruirás o edifício [corpo]. As traves estão todas quebradas! [ou seja as intenções e decisões]. A cumeeira do edifício esta destruída [ou a ignorância-desejo]! E este pensamento perdeu as suas possibilidades estruturantes e discursivas. Extinguiu-se, e com ele todas as sedes que o alimentavam!…, [ó bandido, já nada mais conseguirás superpor!…]”

E sempre a propósito, em meu livro inédito JESUS, MESSIAS OU FILHO DO HOMEM, o grande Jesus Cristo disse algo parecido ao que Buda, acima, exclamou um dia, (ver o que em tal livro transcrevi: "Se o Pai de Família soubesse a que hora..."). Ademais, em pleno Deserto da Vida e um pouco antes de alcançar a Iluminação máxima ou a Plenitude Religiosa (Religar-se ao Pai), Jesus também disse palavras que se aproximam das de Buda, a Luz da Ásia.
O Mestre da Galiléia, figuradamente falando, confrontou-se com o príncipe deste Mundo (ou com o Demiurgo-Adversário, ou também o ego grupal, o ego coletivo) e aí Jesus foi tentado para que permanecesse preso à impressão e convicção de mundo. Tal "tentação" visava manter o Mestre da Galiléia submisso ao ego-adversário e ao mundo. Mas graças à Lucidez, à Espiritualidade e à Inteligência de Jesus, travou-se uma batalha, um notável diálogo entre a Sabedoria e a ignorância adversa e personificada, diálogo que poucos entenderam e que consta nos Evangelhos atribuídos a Mateus e a Lucas.
De minha parte, compilei e refiz tais passagens, visando aclarar o seu significado ambíguo e as transcrevi em meu livro Cristo, Esse Desconhecido (Edit. Record S/A) e também em mais dois outros livros inéditos Jesus sem Cruz e Jesus, Messias ou Filho do Homem, trechos esses que agora reproduzo abaixo e que se encaixam perfeitamente bem em tudo aquilo que estou tratando. Tais passagens de meus livros assim rezam:

E chegou-se a Jesus, o ‘Adversário’ [o Demiurgo, objetivamente personificado como o Príncipe deste Mundo e ignorantemente transformado num fantoche que o judaísmo-cristianismo chamou Satanás], que lhe disse: Se tu és verdadeiramente Filho de Deus, [UNO com Ele e com todo o Resto], diz e então a esta pedra que se transforme em pão! Jesus, porém, respondendo, disse:
Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus,
[ou vivera de toda a Verdade que de Deus promana!’ – Ademais, farsante, se tudo é Deus e se EU e o PAI somos UM, por que haveria de dizer a Mim mesmo {ou “Isto” pedra} que se transforme em Mim mesmo {ou “Isto” pão}? Só para dar-te uma prova do meu poder? E se Eu e o Pai somos Verdade, por que a Verdade deveria dar satisfações à mentira e a usurpação que tu és? Sim o Poder estraçalhador e corruptor das criaturas é teu, mas a Liberdade é minha!
Ouve, ó mentiroso! Se por meio do Poder te provo alguma coisa, torno-me mentira como tu! A Verdade não pode fazer o jogo da ilusão sob pena de tornar-se ilusão também. Sabes muito bem que o Pai abomina o Poder que tu exerces tão malignamente. Não queiras me enganar, ó ego-adversário!]
Então o ‘Adversário’ transportou Jesus a Jerusalém e o colocou sobre o pináculo do Templo.
E disse-lhe
(o bandido): Se tu és Filho de Deus [Uno com o Pai e UNO com o resto], lança-te daqui abaixo; [pois não são os Profetas que dizem]: ‘Porque aos seus intermediários [anjos] dará ordens a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. E tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra!…’
Retrucou-lhe Jesus: [
já que és a própria memória feita pessoa, já que és o próprio tempo, sabe] que também está escrito, [ó astuto]:
‘Não tentarás [desvirtuar a Criação ou enganar] o Senhor, teu Deus!’
…(E o Adversário, personificando o Príncipe deste mundo, ainda disse a Jesus): Sai daqui e vai então para [o mundo] para que [todos] vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize suas obras em oculto. Se fazes estas coisas (ou maravilhas), manifesta-te ao mundo!… Respondeu-lhe então Jesus: Meu tempo [ou o meu Agora vivificador] ainda não chegou [ou não se Manifestou], mas o teu tempo [aparentemente continuo, tempo de mentiras e trapaças] sempre está pronto ou presente. [É graças a esse tempo, ó Demiurgo homicida, ladrão e salteador, que tu te reforças e te perpetuas]. O mundo não pode odiar-te [porque tu o manipulas)] mas a mim o mundo me odeia, porque eu dou testemunho de que as suas obras são más, [por causa da tua interferência]!…
E novamente o 'Adversário' transportou Jesus [de volta] ao deserto; e mostrou-lhe num momento de tempo [ou de modo instantâneo] todos os reinos do mundo. – [Como sucede na morte ou no desencarne e como convém ao ego. Aqui o Demiurgo recorre a um tempo quase instantâneo, e não a um tempo pretensamente contínuo, como de hábito]. – E disse-lhe: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória porque a mim, príncipe deste mundo, me foi entregue, e dou-o a quem quero; Por conseguinte, se prostrado tu me adorares, tudo será teu! E Jesus respondendo, disse-lhe: [Farsante e mentiroso! Nada na Vida te foi dado. Tudo o que dizes ser teu foi roubado, foi deturpado e refeito por ti! De mais a mais, a que me servem os teus reinos de trevas {memória-raciocínio imaginação} e os teus mundos reconstruídos, saturados de mentira e dor’.? Que poder e glória poderias me dar senão o que furtas de Deus- Pai, para teu próprio proveito? Ó ajuntador de ‘resíduos ineficazes’, que poder podes ter, sem a Luz do Pai, sendo tu mera sombra!?] Portanto, ‘vade retrum Satanás’ [ou vem após Mim, ou ainda, vem atrás de ‘EU SOU’, ego-adversário, e não te coloques mais na frente, como costumas fazer na condição de pensamento-razão!]. Ademais, amarás também o Senhor teu Deus, e só a Ele serviras! Silencia-te, pois, [ego-pensamento adverso e] farsante e sabe que ‘EU SOU DEUS!…”

Pois é, amigo, quem diria que esses dois grandes Mestres e Santos (Buda e Jesus) possam nos ter deixado ensinos tão importantes, e que lamentavelmente quase nunca foram compreendidos!

Mas voltando ao tema central, a duração temporal, como já disse depende das reconstruções da mente condicionada. Quando o homem inteligente deixa de alimentar o encadeamento mental (Pratytiasamutpada ou Geração Condicionada), começa a Perceber ou a Dar-se Conta de que as experiências que nele mesmo e diante de si (mundo aparente) se sucedem são puramente contíguas e não contínua. Percebe que os engates das experiências mundanas não estão totalmente soldados entre si e podem ser rompidos. E graças a um Dar-se Canta e a um Sábio Perceber, as causas e efeitos de tudo isso deixam então de se concatenar. O buscador fica, portanto, livre de toda e qualquer reconstrução temporal. Transcende por assim dizer a falsa temporalidade e o Homem (Divya, Deus Vivo) volta à condição de Existência Primeva, Intemporal.
Bastaria, pois, parar com o fluxo dos desejos para que as reconstruções que condicionam a mente e que redundam em falsa percepção e reconhecimentos se reduzissem a nada; e com elas o tempo e sua pretensa duração linearmente infinita, tempo que é apenas um aspecto desse fluxo. E a propósito ainda, disse um dia Sidharta Gautama (Buda) a seu filho Rahula, depois de longos anos de separação.

“(Filho), perceberás de modo vivenciado a Salvação. Verás a Liberdade e, graças a essa Visão Pura, o desejo e o apego que tinhas pelos cinco tipos de apropriação te deixarão. Depois para ti mesmo te dirás: ‘Que loucura, que pesadelo! Longo tempo fui aviltado, enganado, envenenado e posto a perder pelo pensamento em mim! Alimentava-me absorvendo a forma, absorvendo as sensações contaminadas, deixando-me envolver pelas concepções dos pensamentos vulgares e pelas percepções da falsa consciência!’ Assim, (ó filho), pode-se dizer que por causa de todo esse alimento, o vir-a-ser parece existir, e por causa do vir-a-ser, o nascimento pensado e inferido existe, por causa do nascimento inferido passam a prevalecer a doença pensada, a decadência, a velhice e a morte. Esta última ou a morte só e sempre se infere nos demais, sem esquecer o desespero aqui e no além e os absurdos renascimentos… E assim nasce, ó irmãos meus, toda essa massa de dor inútil!… (e que o homem não precisaria experimentar com tanta agonia)”



ORIENTALISMO – 3) ACONTECE MESMO A EXTINÇÃO DEFINITIVA DAS COISAS E SERES?

Em meu livro ainda inédito, (lamentavelmente ou), Ladrão e Salteador da Mente Humana, escrevi a respeito do não-começo, da não-origem das coisas e seres. Agora iremos ver quão mentiroso também é o fim, a extinção temporal, definitiva e absoluta das coisas e seres.

Quem em termos filosóficos-científicos sempre acreditou estar vivendo num mundo concreto, “absolutamente Real”, onde tudo parece ter tido um começo, onde tudo parece estar tendo um meio termo em evolução e aperfeiçoamento, além de um fim, onde o tempo parece prolongar-se para infinitos amanhãs, e o onde capcioso espaço se estenderia para um limite infinito, esse se engana. Sim porque em tal constatação, nosso pródigo lucubrador nunca se apercebeu de estar sendo enganado por seu próprio discurso (pensamento mágico, pensamento lógico), e por um falso conhecer, falso perceber, “ficar cônscio de” que é só e sempre reconhecer.

Para qualquer ego-pensante, tão precário e tão desconhecedor da Verdadeira Sabedoria, a pretensa extinção definitiva das coisas e seres implantou-se como um fato inevitável e insuplantável.
O mundo cotidiano reconstruído, a falsa natureza superposta, tão bem “fundamentada” pela ciência acadêmica, mais o falso tempo-espaço, visto que se nos apresentam de modo objetivado e persistente, lá pelas tantas, poderão desaparecer de diante de nós, forçosamente, para nunca mais voltar, como costuma dizer a tradição, e inclusive manda. Em face dessas circunstâncias quase irrefutáveis, o raciocínio enganador, começa então a falar em extinção e anulação absoluta das coisas e seres.

Ai, amigo, como todos nós nos comprazemos em mal pensar e em mal concluir! Sim, porque o falso mundo futuro e que o próprio pensamento extrojeta também é sinônimo de morte, de aniquilação ou fim de tudo.
Entretanto, paradoxos dos paradoxos, a maior parte de nossos atos intencionais geralmente são desencadeados, visando nos preservar desse inevitável futuro e desenlace pensado, aparentemente inevitável.

O fim da falsa vida que o Demiurgo e o ego implantaram, fim que sempre suscita terror, é um fruto amargo e doloroso que só o corpo denso experimenta no espaço e no tempo, a nossa prisão.
Sem nada impor, sugira-se que outros corpos menos ou mais densos aparecem, sim, que outros espaços e tempos também passam a prevalecer, em consonância com outros modos de pensar e agir.

Mas fora isso, convém salientar que Aqui e Agora já somos. Todavia descentralizando-nos do Eclodir Vital que também somos Agora, mal pensando e delirando, desviamos de algum modo reflexos de nossa própria Luz Vital e a entregamos aos “molochs” temporais e objetivados (ego o demônio interior, e Demiurgo, o aparente demônio externo) , os quais, depois (tempo) acabam nos devorando impiedosamente. E como se esse desvario já não bastasse, sempre raciocinando, ainda rebatizamos esses monstros avassaladores com palavras capciosas, tipo “progresso”, “civilização”, “evolução”, “aprimoramento científico, filosófico e religioso”.

Quantos terminam morrendo de fome, de exaustão, de doenças insidiosas, de desespero, num hoje aparente e falsamente contínuo para que os “egos-molochs” do Estado, da tecnocracia, do mercantilismo, da guerra, da automatização, da falsa religiosidade, da ganância inescrupulosa e indecente, e da destruição – tudo isso dirigido por essa pequena minoria da anti-humana raça, os quais não param de progredir em direção a um glorioso nada!
E já que a lógica-razão, tacanhamente positiva, com seu “habitual maquinar mental” (raciocínios) nos obriga a que atuemos de modo mesquinho e egoísta, para precavermo-nos de uma hipotética morte ou extinção iminente, vejamos o que o grande sábio budista Nagarjuna (II d.C.) e uma Lógica Extremada e Autofágica (criação nossa) , a vassoura do lixo mental, nos oferecem a título de alerta.

“Quando é que algo [“Isto-Sentir”] poderia se extinguir? Quando existe eficazmente? Não, evidentemente! Quando não existe? Tampouco, é claro! E quando algo então se aniquilará, se não se extingue nem quando existe eficazmente nem quando não existe?”

Amigo, o fim ou a pretensa extinção definitiva, absoluta das coisas e seres não poderia ser apenas outra extraordinária mentira epístemo-psicológica?
Sim, pois, é a memória-raciocínio-imaginação que – ou pensamentos estruturantes, pensamentos discursivos – superpõe tal fim, tal extinção ao Autenticamente REAL, já que o que é sempre novo, sem começo nem fim, só fulgura, mas não perdura nem se aniquila.

E como já alertei, meu caro amigo, a origem, a duração e a morte das coisas e dos seres, e que o conhecimento superficial, mágico ou até mesmo lógico-racional tornou insuperáveis, revelam-se totalmente ilusórios a uma compreensão e vivência mais profunda. Tudo isso possui a realidade do espelhismo, ou senão equivaleria aos “cornos” de uma lebre.
Muito a propósito, Nagarjuna volta a alertar:

Aqueles que [pensando] acreditam assistir ao nascimento das coisas e seres, em verdade contemplam o começo da vida do filho da mulher estéril.
Aqueles que [envolvidos por um sentimentalismo piegas e arrastados por conclusões fúteis] choram a morte definitiva das coisas e seres, em realidade são como os que choram a morte do filho da mulher estéril. Os que realmente Compreendem a Verdade não se espantam quando surpreendem a falaciosidade do nascimento, da velhice e da morte…

A trindade do nascimento, velhice e morte só prevalece de modo insuperável ou fatal nas trevas exteriores ou no domínio da memória-raciocínio-imaginação, no domínio do espaço-tempo. Isso não passa de discursos e a imagens caducas muito bem sustentadas. É a partir da memória-raciocínio-imaginação que o pensamento consegue superpor e objetivar suas mentiras estáticas e persistentes, as quais ofuscam a Verdade dinâmica e sempre renovada do “Isto-Sentir”.
E Nagarjuna diz mais:

O nascimento [pensado e reconhecível] não pode ocorrer sem a velhice e a morte [pensadas e reconhecíveis]. Sim, pois, [quando o pensamento interfere],tudo o que nasce tem de morrer. Se nascimento, velhice e morte ocorressem verdadeiramente, de modo persistente e separado, [como qualquer um, raciocinando jura concluir], eles equivaleriam então a um nascimento permanente, a uma velhice permanente, a uma morte insuplantável e permanente. E aí teríamos um nascimento sem velhice, e sem morte, ou teríamos uma velhice sem nascimento nem morte, ou ainda uma morte sem nascimento nem velhice…”[Amigo, cuidado com teu ego, pois isso não é sofisma, amigos!].

Essas alternativas plausíveis, o pensamento em todos nós esconde ou não as revela, como estou fazendo, porque não lhe convém. E Nagarjuna acrescenta.

“Todavia, uma lógica-razão [capenga] não concebe um nascimento sem velhice nem morte, porque o nascimento [a respeito do qual se pensa] de modo fatal e aparente só pode vir acompanhado pela velhice e pela morte. [Tese ‘A’]”.

Mas já que se cogita ou se raciocina à toa, o argumento contrário também deveria ter a mesma e pretensa validade do primeiro, e nesse caso, então, o nascimento ou simplesmente a Vida tampouco se concebe com velhice e morte. [Tese ‘B’].

E pensar por pensar, quem é que mente mais, o raciocínio ‘A’ ou o raciocínio ‘B’? Provavelmente ambos mentem… Mas por que o juízo ‘A’ (raciocínio) deveria ter tanta força em nossa mente, a ponto de nos condicionar de modo quase irreversível, levando-nos a reconhecer pretensas ocorrências objetivadas (o desenlace de alguém) sempre como insuplantáveis, irreversíveis, enquanto que encaramos o julgamento ‘B’ como infundado, como algo não digno de confiança?

Que ego é esse em nós que acredita, e que ego é esse em nós que duvida, desconfia? E de onde tal ego retirou critérios de autenticidade, de verdade insofismável, para acreditar, desconfiar, duvidar? Sendo o ego o pai da mentira, que honestidade pode ter em seu crer e descrer?

E visto que o raciocínio ‘A’ é todo poderoso, só porque alega que está descrevendo fatos reais e objetivados, mesmo que bem ou mal se pense, deveríamos nos habituar a Entender algo mais. Deveríamos Saber que para uma Vida livre de reconstruções não há nascimento, nem velhice nem morte, mas apenas, quem sabe, um Surgir Vital, que se renova a todo momento, e que no viver cotidiano parece não prevalecer...

E se o pensamento ‘A’ reconhece e descreve fatos pretensamente reais e objetivados, com tanta facilidade, por que não desconfiarmos também que é ele mesmo quem forja esses pretensos fatos superpostos e depois os reconhece tão bem e com tanta loquacidade fingida!

Para que tanta hipocrisia, se a única realidade que finalmente vinga para a tese ‘A’ é a dor que sentimos, é o angustiante vazio ou ausência do ser querido, e é o medo de nós morrermos também. No entanto, se a tese ‘B’ se tornasse um fato cotidiano, um fato plausível seria mais do que uma alegria; equivaleria à imortalidade e à plenitude total. Mas a lógica-razão não quer; ao contrário, diz que a morte é inexorável e que tal outra possibilidade de viver é coisa de seres delirantes!
E Nagarjuna volta a alertar:

O nascimento [pensado] implica a morte e a morte [a respeito da qual se raciocina] implica nascimento ou renascimento… Todavia, o nascimento [dito corporal, dito físico, se fosse algo verdadeiro, eficaz, se equivalesse ao eclodir de Algo Real ou a um Fato em Si que o pensamento não macula] não poderia resultar em morte, [porquanto se fosse algo eficaz, algo absolutamente verdadeiro, não poderia ser contraditório, ou não poderia corresponder a uma dupla situação ‘A’{nascimento} e ‘B’ {morte}, ao mesmo tempo; em suma, não poderia ser nascimento-e-morte]. Se o nascimento implica morte, não é nascimento, e essa morte acaba resultando em (re)nascimento, não é morte.
De outro lado,
[sempre dentro das brincadeiras do todo poderoso raciocínio humano], o nascimento [pensado] dificilmente deixaria de implicar morte, porque se deixasse de implicar morte, seria nascimento eterno, e se é algo eterno, como alguém (ego) poderia afirmar que ele é nascimento ou o começo de uma vida?
[Malgrado as mentiras habituais] tenham ou não tenham nascimento as coisas e seres, [diante de uma Verdade Absoluta, impensável e incomunicável, sugira-se que] não há vida nem morte das coisas e seres. [Os Aqui e Agora da Vida, os Momentos Reais e descontínuos da Manifestação, o Fulgurar de Tudo, não são nem vida condicionada nem morte pensada].
Daquilo que Existe ou que É, não se pode dizer que nasce, que envelhece e que morre.
[E se pensando considerarmos as coisas e seres de modo estático, persistente, contínuo, imutável, então] não poderá haver movimento, deslocamento [ou cinemática e inclusive]; não haveria mudança nas coisas e seres.
[O discurso interior, porque diz constatar, quando em verdade só reconhece], afirma o nascimento, a velhice e a morte; todavia, [diante da Verdade silenciosa e impensável], impossível é nascer e impossível é morrer.
[E quando se pensa], impossível será então viver sem nascer e morrer. [Em todo caso, o raciocínio só não nos sugere que sob o seu predomínio], também é impossível viver se se nasce e se morre.
[E Nagarjuna conclui]: diante da Verdade indescritível e impensável, o ciclo das existências condicionadas [‘samsara’], as enfermidades, a velhice e a morte são ilusórias como as flores do céu. Em realidade, as cidades do mundo estão totalmente desertas [de egos] como as necrópoles ou cemitérios…”


Se o nascimento dito corporal, dito físico do nenê fosse algo absolutamente verdadeiro em si, se fosse eficaz, se equivalesse ao eclodir de Algo Absolutamente Real, ao eclodir de a um Fato em Si. E se o pensamento não conseguisse macular tal nascimento para que se nos apresente apenas como um começo e como uma presença objetivada para os pais, um nascimento assim para o nenê seria igual a uma Vivência, e ele-(EU) não ficaria inconsciente como costuma acontecer. O EU-nenê seria Plenitude em Renovação.

O Surgir da Vida ou o nosso Verdadeiro Nascimento não poderia ser contraditório, encerrando uma dupla situação pensada que é exatamente o nascimento e a morte. Se tal nascimento implica morte, não é nascimento, e essa morte acaba resultando em (re)nascimento, não é morte é renascimento.

Portanto, o homem não nasce necessariamente quando sai do útero da mãe. O que nasce aí é o ele-nenê, é o objeto querido dos país. Este objeto querido depois se permuta no EU-nenê-SER, lamentavelmente acompanhado por um ego que logo se introduz em tal corpo. Esse ego reintrante não morre com o desencarne, sobrevive num mais além pensante-pensado e fica aguardando a possibilidade de se reintroduzir em um Corpo Novo Manifesto pela Vida.
O Ser Eterno com um Corpo Novo ou Eu-nenê não começa nem termina. Aqui e Agora é um SER em Renovação.

O que nasce ou começa é o ele-nenê ou é o ele-corpo que os pais tocam e abraçam. O EU Verdadeiro sim está Manifesto no nenê, mas ainda não está presente como sensciência. A seguir nesse ele-corpo, o EU-SER também fica mais evidente. Mas um feixe-ego de pensamentos pretensamente reencarnante também se introduz feito uma sombra d’Aquele, e por isso se diz que o ego ressurge ou reencarna.
Há situações em que tal feixe-ego-pensamentos se introduz antes, e pode inclusive provocar deformações no corpo que não lhe pertence, e isso por causa de justas respostas cármicas. E aí o nenê pode nascer aleijado. Em suma, o Homem não nasce a partir do útero da mãe, o que nasce aí é o ele-nenê ou o objeto querido dos pais.
o.

ORIENTALISMO – 2) OS COMEÇOS, MEIOS E FINS TEMPORAIS SÃO ENGANADORES

E a propósito do nascimento aparente e da morte mais aparente ainda, em meu livro Senhor do Yoga e da Mente, editado, transcrevi e adaptei a seguinte passagem, a qual, aliás, de certo modo, vem ao encontro de tudo aquilo que Nagarjuna, o grande sábio budista costuma dizer:
Aquilo que o homem chama de seu nascimento e morte corporal é só e sempre inferido. [Ou seja, o nascimento corporal só pode ser pressuposto como um fato que já passou e a morte como algo que ainda não aconteceu. Nunca porém se pressupõe, se infere o que Agora se Vive e se Sente]. Se o nascimento e a morte do corpo Aqui e Agora fossem vivenciados, não seriam nem nascimentos nem morte reconhecíveis. Seriam simples Vivências. O falso nascimento que supomos ter, se infere a partir do próprio filho, cujo corpo objetivado quase sempre se vê nascer assim; daí dizer-se que o Homem Comum também nasce desse modo. A falsa morte se infere a partir do próprio pai, que os seres quase sempre vêem desencarnar, daí inferir-se que o Homem Comum também vai morrer assim. Todavia, a Testemunha Perfeita, o Homem Verdadeiro ou Deus Vivo no Homem, não se deixa afetar por nenhuma aparência, nenhuma objetividade ou ser externo, que parece nascer e morrer. SÓ NA CONDIÇÃO DE OBJETO, O HOMEM PARECE NASCER E MORRER. Como Consciência-EU, autêntica, sensível, inteligente e atuante, nunca porém pensante-pensada, o HOMEM [Ser, Deus Vivo,’ Sunya’] não nasce nem morre.”
Nossa maneira de pensar, além de nos obrigar a aceitar a extinção definitiva das coisas e seres, feita uma fatalidade inexorável, ainda implanta a impressão-convicção de começo de tudo,de meio e fim, além do ego em todos nós nos “roubar e desvirtuar” o Ato Puro.
Se este Ato Puro, a modo de dizer, não virasse ato intencional, e se este Ato em Si pudesse se Manifestar tal e qual, a Vida acabaria se apresentando de uma maneira totalmente harmônica, livre do falso começo, do falso meio e falso fim, ou da falsa vida e falsa morte.
Mas por causa dessa impressão-convicção, intrometeram-se as insuplantáveis e falsas certezas de continuidade, separatismo, materialismo, com seu começo, meio e fim. E daqui por diante, todos os nossos esforços apenas se desdobrarão para evitar uma morte inevitável, um desencarne futuro, morte que, por causa dos bloqueios demiúrgicos entre o além e o aquém, o intelecto de alguns traduzirá como aniquilação.
Senão isso, gastaremos boa parte de nossa Vitalidade ou energia para evitar uma anulação ou extinção que finalmente não se dá. Ou ainda, tentaremos eliminar, matar aquilo ou aquele que pressupomos ser uma causa de nosso aniquilamento iminente ou futuro, pretensamente definitivos.
Por fim, não pouparemos esforços para garantir maior permanência ou continuidade a isso que chamamos corpo denso, corpo material e sempre o reconhecemos como tal.
A canalhice de nosso próprio ego, do Demiurgo e dos mentirosos “espíritos” do além (alguns, é claro, cuidado) é tamanha, que bloqueiam qualquer possibilidade de o homem daqui conseguir se comunicar com seus entes queridos desencarnados, transferidos à força para o além, para o posmorte ou outros planos. Ou se via mediunidade tal contato e comunicação acontecem, é de uma pobreza tal que praticamente só ilude e quase nada aclara e consola.
Santo Deus, e que desgastantes lutas encetamos para extinguir os supostos males (pensados) que pretensamente nos afetam!
E, no entanto, quanto mais se luta para eliminar o que julgamos mau e pernicioso (doença), mais esse hipotético inimigo se reforça. Mas e, por que?
Porque todo fim, toda extinção é uma falácia que, a caro custo, só vinga como uma situação refeita, superposta.
A vida dita orgânica e material ou a vida organizada por pretensas células e moléculas em verdade só encerra fantasmas e mais fantasmas, que o pensamento afirma e nega e que subsistirão graças ao nosso descuido, graças ao nosso mal pensar, pai de todos esses fantasmas. E subsistirão também e principalmente graças à execução do ato intencional.
Todas as manobras preventivas do homem equivalem a por a Lei da Geração Condicionada em funcionamento. Isto sendo, em pensamento, aquilo aparece, acontece, se objetiva, se sobrepõe, se para tal se executa o ato intencional. Isto não sendo pensado, aquilo não aparece, não se objetiva, não se sobrepõe.
E a propósito, haverá fantasmas piores do que os cânceres, as leucemias, a AIDS etc?
Nada começa, nada se origina em termos REAIS, e também nada termina, tudo se Manifesta como Novidade, sem começo nem fim. Mas ó Deus, quantos e quantos fantasmas se sobrepõem!
Nesse caso, portanto, todo fim, toda extinção do mal ocorre tão-somente num faz-de-conta e num nível pensante-pensado. Tanto o pretenso começo enganador de algo, quanto sua falsa extinção são regidas pela Lei da Geração Condicionada e pela da Lei da Interdependência. E essa pretensa extinção não faz desaparecer um pretenso fantasma, sempre pensado; apenas o transfere, o reformula ou o transforma em algo mais.
Daí a medicina científica, ao lidar só com enganadoras objetividades supostamente materiais e orgânicas – ai meu Deus, que DNA é esse? – mas em verdade sempre pensadas, às vezes é uma calamidade sem par.

Orientalismo – 1) Por que os Sábios de outras Latitudes não Criaram a Ciência Moderna?

Ora, porque para os orientais o modo de pensar dos ocidentais está errado e é enganador. Ademais, para os Sábios orientais, os enfoques, as deduções e induções que a Ciência Moderna estabeleceu, e respectivas condutas, não cabem porque tudo acabará resultando em forjações, em engendramentos, em superposições e em consubstanciação ou concretização de fantasmagorias. Os orientais desde épocas imemoriais sempre souberam que o pensamento é um trapalhão e trapaceiro. É sempre um ótimo criado, mas nunca pode ser um Senhor autêntico. Senhor verdadeiro é somente o SER ou EU SOU, jamais cerebral. Disso tudo eles sempre desconfiaram.
Portanto, transformar o pensamento pretensamente cerebral numa ferramenta lógico-racional impecável – ou num Organon – para captar o mundo e o universo e explicá-los, equacioná-los, transformá-los em Leis, isso sim foi um absurdo completo, e continua sendo. Os Mestres Orientais não aceitam a validez da dualidade lógico-racional e cartesiana. Ou seja de que haja uma pessoa que pensa aqui e haja um objeto lá, que se estende, lá. E esses são os famosos res cogitans e res extensa que Descartes inventou e a ciência aceitou e impôs. Para os Sábios Orientais o Sujeito Verdadeiro e o Objeto também verdadeiro são somente “Sentir” e “Isto” Primevos. E são inabordáveis, inexplicáveis, não equacionáveis e sempre se nos apresentam como NÃO-DUALIDADE. Não são UM ou não são um tipo monismo absolutista, nem são dualismo (sujeito e objeto separados) ou pluralidade conforme a cultura científica do Ocidente. Isto-Sentir ou Sentir-Isto são o que são.
Por conseguinte, não se obsequie total liberdade a que uma parte enganadoramente pensante e falante se meta e opinar a seu próprio respeito e a respeito do objeto que tem pela frente, como o homem ocidental costuma fazer. E se o fizer, que opine sim, mas que fique discretamente com suas opiniões e não tente impô-las a terceiros, a não ser que estes terceiros as queiram. Proíba-se também a esse ego-opinador de atuar em liberdade total, e em conformidade ao que pensou e achou, porquanto tudo o que essa falsa pessoa pensante pensa, isso se objetiva, isso aparece, isso se concretiza, isso se materializa, se para tal for executado o ato propositado ou o ato intencional, relacionado à tal ideação, suposição etc. Sempre em conformidade com a Lei da Geração Condicionada: “Isto sendo, em pensamento, aquilo aparece, acontece, se objetiva, se concretiza, se materializa, se para tal for executado o ato intencional. Isto não sendo pensado, aquilo não aparece, não acontece, porque além de não se pensar, não se atua. Aqui estariam os porque das catástrofes da ciência moderna e suas absurdas e incríveis poluições.
Os bons Mestres orientais nunca se permitiram dar primazia nem à subjetividade discursiva e intelectualizada nem à objetividade pretensamente material e que se estenderia diante do homem. O primeiro plano ou a primazia só cabe ao Homem Verdadeiro, restrito ao Saber-Sentir-Intuir-Atuar-Amar, nunca ao torpe pensar e vulgar raciocinar.
A maior parte dos mestres orientais sempre aplicou em si mesmo o eterno princípio do: "Homem, homem, antes de mais nada conhece-te a ti mesmo. Só depois que te autoconheceres com perfeição saberás o que é o mundo, o que é o universo e quem é Deus. Se não te conheceres Aqui e Agora em profundidade, apenas estarás te reforçando como forjador de ilusões, como extrojetor de fantasmagorias, como ego falastrão e opinador e apenas estarás engendrando fantasmagorias próprias que impingirás ao próximo dizendo que “esta é a maior das descobertas e é a maior das verdades. naturais!" Os Mestres Orientais, não importa se budistas, zenbudistas, taoístas, hinduístas, sabem que nunca houve uma criação inicial no espaço e no começo do pretenso tempo cósmico, nem da parte de um Deus personificado, como o da Bíblia e qualquer outro livro sagrado, nem da parte do deus Acaso da ciência, com seu ridículo Big-Bang, Universo das cordas etc., ou ainda nem da parte de circunstâncias desconhecidas, como alega a ciência moderna. Tais Sábios admitem, isto sim, que as religiões populares de seus países falem em deuses secundários, que a modo de dizer, teriam criado o universo, o mundo, como teriam feito o deus Brahma da Índia ou o Tao personificado da China, mas no fundo sabem que o Absoluto Brahmán, Aqui e Agora, é Existência em Manifestação Pura sem precisar criar coisa nenhuma, o mesmo acontecendo com o Grande TAO, de Laotsé . Para escândalo do cristão ocidental, Jesus da Galiléia também era dessa Divina Corrente Manifestadora ou Emanadora. E a propósito, em nenhuma parte dos Quatro Evangelhos Jesus fala de um Jeová feito um pretenso Criador, quando em verdade é um déspota e senhor dos exércitos ou da violência.
Jesus fala do DEUS AMOR, fala de EU SOU, ou fala do "meu Pai Celestial".
Pois bem. O Pai Celestial de Jesus sim que é o Verdadeiro Deus Vivo que não criou coisa alguma, mas continua se manifestando feito Vida, Aqui e Agora. E curiosamente é o próprio Jesus quem declara: “Meu Pai trabalha até Agora -- isto é, Meu Pai não cessou de se Manifestar e de resultar em Vida -- e EU, Cristo, trabalho também!...” E estas palavras vão muito além do simples mandamento ligado ao Sábado. E portanto, se não houve criação nem da parte de um deus personificado, nem da parte do acaso científico, e sim só há uma Manifestação em Constante Renovação, nada existe oculto, nada pode ser descoberto, nada pode ser decifrado a respeito do mundo e do universo e do próprio homem, porque nada ficou escondido.
E tudo o que se diz descobrir e se diz decifrar em verdade apenas se engendra, se recria, se inventa, se forja, e se extrojeta, se superpõe, para depois maravilhar ou enganar o próximo. É por isso que os orientais três ou quatro mil anos atrás descobriram que a Vida era constituída por duas gerações. Uma Incondicionada, Absoluta, perfeita, harmônica, livre, simplesmente fantástica e outra, SUPERPOSTA E FALSA, recriada pela Demiurgo, engendrada pelo pensamento humano e totalmente condicionada.
Na Geração Incondicionado do Pai Celestial nenhuma Lei física ou moral prevalece a não ser a Lei do mais perfeito Amor. A outra, ou a Geração Condicionada, representada por este nosso mundo cotidiano, pelo mundo que só os cientistas vêem, corresponde aos universos microscópicos, normoscópicos (cotidianos) e macroscópicos ou astronômicos, reinventados pela ciência moderna.
Aqui vinga a Lei da Geração Condicionada, Lei que rege todas as engendrações, distorções e superposições humanas. Aqui também regem a Lei da Interdependência (“Sou eu que te vejo, e vendo-te me vejo, e vendo-me te faço) e a Lei Moral da Ação e Reação ou Lei do Carma. Foi graças à Lei da Geração Condicionada (ou Pratityasamutpada) que todas as demais leis dos homens, científicas, morais, religiosas, judiciais etc.etc. passaram a vingar ou a prevalecer. A Ciência moderna não fez outra coisa senão por a Lei da Geração Condicionada e a Lei da Interdependência em funcionamento como nunca se viu, e isso desde os tempos do abnegado Galileu Galilei do século XVII.
Os Mestres Orientais nunca aceitaram o total separatismo entre o sujeito e o objeto dito material. Sabem por vivência própria que o cordão umbilical que une a pessoa pensante ao objeto pensado não é cortado por nenhuma filosofia dualista , seja a de Aristóteles, de Tomas de Aquino, de Descartes, de Kant, de Hegel etc. A identidade sutil ou a igualdade entre pessoa pensante e objeto pensado persiste, como acontece no sonho, em que o sonhador e seu mundo sonhado com respectivos personagens de sonho são apenas o próprio estofo mental do sonhador manifestando-se de um modo peculiar. Portanto tudo o que o sujeito dito lógico-racional e bem pensante disser a respeito do objeto e respectiva constatação, tudo isso será apenas uma extrojeção sutil de seu fundo mental ou de seu Campo de Consciência sensorial, desde onde as coisas e os seres mentais se fazem presentes. Como se não bastassem todas essas extrojeções dependentes, nosso observador cientista, graças ao seu discurso ou pensamentos discursivos, ainda consegue dar para a sua coisa reconstruída ou engendrada as devidas explicações e desculpas da lógica-razão, "provando" assim a validade de seus engendramentos.
Mas se esses engendramentos forem benéficos, como uma preciosa obra de arte acrescentada à natureza, nada contra, ao contrário, bem vinda seja. Mas se tais engendramentos somente forem conspurcar e corromper a natureza e a humanidade, e principalmente prejudicar o homem, deverão ou deveriam ser proibidos. Dos estragos do mal pensar dos cientistas e do seu atuar propositado conseqüente, até hoje ninguém proibiu e ninguém se deu conta. Nesse mal pensar e péssimo agir propositado, a ciência moderna e pretensamente laboratorial têm total carta branca, principalmente a ciência biológica, e os estragos aí são terríveis. Gente isso não pode continuar!
Os Mestres orientais salientam que só há duas maneiras de conhecer: ou SENTIR ou PENSAR. Há pois o modo direto, em que o SENTIR-SABER-INTUIR (sujeito verdadeiro) casa ou se funde ou comunga com o ISTO, (o objeto verdadeiro), sem romper a Não-Dualidade primordial. Ou então também há o pensar ou o conhecimento indireto, adotado no Ocidente, desde a época de Aristóteles, e modernamente falando há o conhecimento indiretíssimo, introduzido pela ciência moderna, a partir de sua sensibilidade restrita ao olho e aos telescópios e microscópios, apenas. No conhecimento indireto parece haver uma pessoa pensante aqui, um objeto pensado lá e de por meio uma possibilidade de conhecer, que quando bem elaborada é chamada lógica-razão-raciocínio, mas quando confusa é chamada pensamento mágico do analfabeto. Deste pretenso trio totalmente interdependentes fazem parte também os cincos sentidos já completamente desvirtuados e condicionados, mais a mente personificada que a ciência transformou em cérebro. Nesta pessoa pensante, objeto pensado, possibilidade de conhecer, mal pensando, nestes sentidos condicionados e nesta mente já personificada há mais mal pensar do que a Verdades em Si ou ISTO.
As verdades mais puras da vida ou da natureza só são captadas ou comungadas num Conhecimento Direto, porque o conhecedor aí é autêntico.
Isto é, Ele é SABER-SENTIR-INTUIR. No conhecimento indiretíssimo da ciência só há enxergar ou mal ver e pensar, enxergar e pensar esses que aliás se confundem e interdependem totalmente.
Além disso, nesse tipo de constatação totalmente científica entra também e infalivelmente a necessidade de executar o ato intencional, o grande consubstanciador ou materializador de lorotas pensadas e extrojetadas.
No conhecimento indiretíssimo que a ciência biológica e a ciência astronômica adotaram não existe quase nada do objeto ou da verdadeira objetividade ou ISTO. Há somente mal ver ou enxergar, pensar e executar o ato de modo intencional. Por meio do conhecimento indireto do povo em geral e por meio do conhecimento indiretíssimo da ciência, (ambos inferenciais) o homem, externamente, só se depara com aparências, reconstruções, ilusões ou Maya, conforme dizem os orientais. Quando vinga o conhecimento indireto do povo em geral e de certos cientistas também – sim, pois atualmente a maioria dos cientistas está ligada aos enfoques astronômicos e microbiológicos, onde todos eles arrotam grosso, graças ao conhecimento indiretíssimo – os sábios orientais alertam que nossos sentidos aí só captam e constatam Maya (ou a ilusão, as aparências), que é aquilo que o nosso fantasmagórico cérebro “capta”, interpreta e traduz., A pretensa mente pensante, como nela prevalece o ego, com este prevalece também a ignorância primordial (Avidya). E por sua vez, tal mente, ao invés de Saber-Sentir-Intuir, faz vingar o mal pensar, com todas as suas mazelas e más conseqüências. A ignorância-ego-desejo aí prevalecerá absoluta.
Se esta falsa ego-pessoa pensante pretende conhecer o dado externo, o mundo, digamos, ela, sem dar-se conta disso, acabará utilizando como instrumento do conhecimento o próprio Avidya (ignorância primeva). E todo objeto que estiver na sua frente transmutar-se-á em Maya, em aparências. O pretenso conhecedor pensante portanto tem dois inimigos, o fantasma externo chamado Maya (e não mundo ou universo científico) e o fantasma interno chamado Avidya, nunca inteligência e criatividade.
Se no homem não prevalecer o autotoconhecimento, a reta percepção, a reta cognição, a reta compreensão, ele sempre ficará restrito ao conhecimentos indiretos e indiretíssimos.
Só o Autoconhecimento e o Conhecimento Direto é que podem ajudar e libertar o homem. A lógica-razão, o intelecto, o raciocínio, a memória, a imaginação (quando exacerbadas) ao extremo, mais a sagacidade, a astúcia intelectual, a inflação matemática são o lixo da mente. Tudo isso resulta em Geração Condicionada, tudo isso a reforça.
E mais, a Geração Incondicionada ou Autonatureza nos escapa porque tanto o demônio externo ou Demiurgo miserável quanto o ego-pensamento em todo homem não deixam que o homem venha a conhecer com perfeição. A Geração Incondicionada surge espontaneamente Aqui e Agora, e é o que é. Aqui Sujeito-Ser e Objeto-Ser são o que são, livres harmônicos, amorosos, espontâneos etc.
A lógica-razão, quando a partir do segundo momento em diante se levanta e se intromete, graças ao Avidya Primordial ou Ignorância, essa mesma lógica-razão esconde a Verdade ou a Geração Incondicionada. No lugar do que escondeu, ela coloca ou superpõe seus próprios frutos, em suma reconstrói distorções e fantasmagorias. E em terceiro lugar o pensamento ou a lógica-razão primordial no lugar da Não-Dualidade – verdadeira Unidade – coloca uma falsa pessoa pensante de um lado e um falso objeto ou mundo pensado do outro. E em quarto lugar,. Não bastassem todos esses estragos suscitados pela ignorância-desejo (ou avidya) e pelos pensamentos estruturantes, estes últimos ainda se desdobram em pensamentos discursivos e começam a arrazoar, a conversar, a raciocinar, a explicar, justificando todas as intromissões e distorções que fizeram.