quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Magia e Espiritualidade – 09) O Ápice da Sabedoria de quem muito se fala e se especula, mas nada se conhece.

1)Amigos, neste apanhado, a própria Doutrina, Filosofia e Sabedoria de Jesus, expostas em palavras são as que vão provar a existência real do Mestre em seu tempo. E não aquilo que se inventou a respeito da vida do grande Galileu.
E se a DOUTRINA, FILOSOFIA e SABEDORIA de JESUS CRISTO não provam a realidade do próprio Mestre e Santo, ou do Jesus histórico, então elas atestam o extraordinário gênio do autor anônimo, que, nos primórdios da era cristã, escreveu tal Doutrina, autor esse que não deixaria de ser também um Cristo a seu modo.
Como já salientei na abertura de meu livro editado CRISTO, ESSE DESCONHECIDO, na década de 1960, Allan Watts, falando do Cristianismo, já alertava, dizendo: “Nos primórdios de sua história, o Cristianismo Organizado ou igreja repudiou a gnosis ou a experiência direta da Verdade e aceitou a pistis ou a fé, ou ainda a confiança absoluta em certas verdades reveladas sobre Deus.”
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2)Na boca de Jesus, Justiça significa compreensão, entendimento, sabedoria.
Ou melhor dito, significa Reta Compreensão, Reto Entendimento, Sabedoria Perfeita e Perceber Impecável.
E Reino de Deus nada tem a ver com a vinda do reino de Jeová, mas significa Natureza Verdadeira, Éden, Autonatureza Incondicionada, Manifestação Divina, Criação ou Manifestação Autêntica de Deus Pai-Mãe.
Tal Reino nada tem a ver com a sobreposição que chamamos nosso mundo cotidiano, distorção daquele. Pretenso mundo físico, múltiplo e dualista, mas em verdade recriado pelo Demiurgo-Inimigo-Adversário e pelo pensamento e perceber errôneo do ego-pensamento no homem , ambos fortalecendo o que parece ser externo.
E como um pálido exemplo de lógica crística, dentro de tantos outros, temos: ------(Atenção, as palavras dos versículos que vem em negrito e itálico são do Mestre da Galiléia, e as outras, entre colchetes e com letra comum são acréscimos meus, que em nada deturpam a mensagem original. Assim que):
Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e depois disso todas as coisas vos serão acrescentadas. Estes dizeres são praticamente iguais ao aforismo universal e inclusive grego: Homem, homem primeiro conhece-te a ti mesmo, [já que depois disso conhecerás adequadamente todas as coisas e principalmente a Deus].
Outro exemplo de lógica crística é: Se a vossa Justiça não exceder a dos escribas e fariseus – futuros rabinos, forjadores do Talmudes e da Cabalas – de maneira nenhuma entrareis no Reino de Deus. Aqui temos que compreender Justiça por Compreensão, Entendimento. Só que exceder não quer dizer superar, aumentar, mas sutilizar, espiritualizar.
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3)[Num dia daqueles, Jesus disse aos seus discípulos: Filhos amados], não vos conformeis com este mundo [ou com as enganadoras impressões sensoriais que do mundo dizeis receber ou captar; porque quando dizeis estar percebendo e reconhecendo, tudo já ficou condicionado]. Mas transformai-vos pela renovação de vosso Entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus-Pai, [e para que vivencieis ou experiencieis o que vem a ser a verdadeira Manifestação de Deus, que o ego-adversário em vós e o Demiurgo fora de vós transformam em trevas exteriores ou em mundo organizado].
...E que cada um de vós não tente conhecer mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, de acordo com a medida da [confiança e da] fé que o Pai dispensa a cada um.
[E ainda], não sejais [mais] meninos quanto ao Entendimento; mas sede crianças quanto à astúcia [ou malícia], e sede [AGORA] adultos no entendimento. [Eu disse Entendimento, Compreensão, Discernimento e não elucubrações fúteis, excessos de raciocínios ou conhecimento indireto.
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4)[A Sabedoria Crística diz mais: Amigos, sabei que] o Espírito é que Vivifica. A carne para nada serve… [Sem o Espírito-Consciência, nenhum pretenso cérebro trabalha, nenhuma carne manifestaria vida, e muito menos teríamos alguma possibilidade de saber, conhecer e perceber, os quais nos permitem deduzir que também temos um corpo que se move. Depois, mal pensando ou raciocinando, tampouco inventaríamos burradas a alegarem que são as reações físico-químico-celulares as que dão vida à carne ou ao corpo]
[Sim] ...O Espírito é quem testifica em nós, – ou é o Espírito-Consciência quem Percebe, quem Sabe-Sente-Intui, quem Conscientiza, quem libera o Ato ou a Ação Pura, ou senão a Ação Perfeita e o bom Sentir, sem necessariamente restringir-se a um posterior e enganador “Ficar cônscio dê”, supostamente cerebral, fisiológico e científico, e que parece resultar num falso ego aqui e numa pretensa coisa lá – porque o Espírito é Verdade [ou é a Verdade Primeva e Não-Dual].
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5)b) E como exemplo de um modo de pensar e agir e que poderia resultar numa estética crística, temos: ...Por isso vos digo mais: [Não penseis ou] não vos preocupeis com a vossa Vida, quanto ao que haveis de comer, nem com o vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a Vida mais do que o alimento e o corpo mais do que a roupa?
Olhai as aves do céu [que são Ato Puro, Wu-wei taoísta ou não-AÇÃO], não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, não têm depósitos. E, no entanto, vosso Pai Celestial as alimenta. Quanto mais valeis vós do que as aves?
Cuidado que as aves do céu não são nem tão passivas nem tão marionetes de Deus quanto parece sugerir a leitura superficial e dualista do versículo, em que cremos que há um Deus aqui e aves lá, alimentadas por Deus!… Cristo antes declarou: Não sejais insensatos, mas procurais Sentir-e-Entender a vontade do [Pai], coisa que provavelmente as aves fazem espontaneamente e o homem pensante não faz, para azar dele.
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6)E quanto ao vestido, por que andais preocupados? Olhai para os lírios dos campos [Ato Puro], como eles crescem [espontaneamente]; não trabalham [ou não se matam de tanto trabalhar, em busca de...], nem fiam. E, no entanto, eu vos asseguro que nem Salomão se vestiu como um deles!
Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que existe hoje, e amanhã é lançada ao forno, não fará ele muito mais por vós, homens de pouca fé?

Não andeis pois [pensativos e] inquietos, perguntado-vos: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
Sim, quanto menos se quer e se deseja egoicamente, mais a comida, a bebida e o vestido aparecem. De mais a mais, convém saber que as mais belas obras de arte surgem quando o artista deixa de ser uma ego-persona-artista à parte ou alguém especial e, sem tanto pensar nem se propor, deixa que o Agente Superior de seu Coração, o Ser ou o Artista e Ator Verdadeiro se Manifeste espontaneamente através do Ato Puro, que também é Arte.
Este artista verdadeiro identifica-se inclusive com aquilo que vai pintar ou esculpir, e de modo sublime, acaba recriando o que por meio de sua obra artística quer exprimir.
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7) Os ensinos do Mestre da Galiléia, além de Sabedoria, representam a mais perfeita moral. Equivalem a uma das mais elevadas éticas que a humanidade jamais conheceu. Esses ensinos morais, o próprio Mestre os Manifestou em sua maneira de agir e pensar.
Jesus foi muito além dos mandamentos do Pentateuco, que recomendava que o homem amasse seu próximo.
Ele, dentre as tantas maravilhas morais que preconizou, ensinou também que amássemos o próximo como a nós mesmos e que perdoássemos os nossos inimigos. E inclusive nos deixou um novo mandamento – e que, originariamente, foi escondido, distorcido e transferido a uma suposta Primeira Carta Católica de João – mandamento que desarma de modo completo os perversos religiosos profissionais de todos os tempos.
Tal novo mandamento diz o seguinte: E este é o NOVO MANDAMENTO que Deus-Pai deu ao Filho do Homem, para que o ponhais em prática, ou seja: AQUELE QUE AMA A DEUS [E POR ISSO SE DIZ RELIGIOSO], AME TAMBÉM E PRINCIPALMENTE A SEU IRMÃO.
Pergunta-se, a Santa Madre, alguma vez pós em prática esse mandamento?
Não, nos primórdios da feição dos evangelhos, ela o escondeu e o transferiu à boca e escritos de terceiro (João). E suas companheiras mais modernas, as protestantes e evangélicas também puzeram isso em prática, alguma vez?
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8)d) Jesus possivelmente não se interessou muito pela política ou organização social, mas mesmo assim nos deixou os mais belos ensinos que uma conduta política adequada deveria sempre manifestar em seu exercício.
O Mestre, portanto, disse: Ele, assentando-se, chamou os seus discípulos e lhes recomendou: Se alguém entre vós quiser ser o primeiro, que seja o derradeiro de todos e o servo de todos. Quem entre vós todos for o menor, esse mesmo é o maior! (Quando algum dia, os políticos agiram assim?)
1) Porque se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, esse se engana a si mesmo!
2) [
De uma maneira ou outra], cada um tem que levar seu próprio fardo.
3) Vós, contudo, levai os fardos uns dos outros e assim estareis cumprindo a Lei de Deus-Pai,
[única e verdadeira].
4) [Amigos], o que é a vossa vida? É um mero vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
5)
[Sabei também que] A RAIZ DE TODOS OS MALES É O AMOR AO DINHEIRO, por causa do qual, [muitos] se afastam da fé, e a si mesmos se afligem com muitas dores.
6) ...[
E se todos vós, ao nascer], nada trouxestes para este mundo, manifesto é que nada podereis levar dele, [para que então roubar e acumular tanto?}.
7) Tendo, porém, [um teto], alimentos e com que vos cobrirdes, contentai-vos com isso.
8)
[E continuando com seu discurso em Jerusalém, Jesus acrescentou: Amigos, eu vos pergunto]: De onde vêm as guerras? De onde vêm as lutas entre vós? Não vêm disto, a saber: da [ânsia de] prazeres que guerreiam nos vossos membros?
9) Desejais e não tendes; cobiçais e invejais, e não conseguis alcançar; combateis e fazeis guerras,
[e só piorais a situação]. Nada tendes, porque não pedis.
10) Pedis e não recebeis, porque pedis mal,
[com a finalidade de incrementar os vossos prazeres mesquinhos].
11) A garganta [de certos políticos e homens de governo] é um sepulcro aberto; suas línguas só proferem enganos [ou mentiras], há veneno de serpente debaixo de seus lábios!
12) A boca deles está cheia de maldição e amargura!
13) Seus pés são velozes
[apenas para mandar matar e] para derramar sangue.
14) E em seus caminhos há destruição e miséria. [Irmãos, ouvi-me, isso não pode continuar!).
(Os versículos acima que vão de 1 a 3 e de 8 a 14 estavam nas cartas apostólicas de Paulo, e os que vão de 4 a 7 estavam na carta apostólica de Tiago. Contudo, todos eles foram proferidos por Jesus, em seu tempo, e inclusive, quem sabe, foram por ele escritos. Já veremos por quê).
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De um modo totalmente social, político e principalmente Espiritual, disse Jesus em certo dia a todos os seus discípulos e aos seus irmãos, principalmente:
Filhos], Não penseis que vim trazer a paz ao mundo; não vim trazer a paz, mas a espada [da Verdadeira Justiça, que, como já vos disse, é Discernimento, Sabedoria, Reta Compreensão e Reta Percepção. E é disso que carecem todos os homens]!...
[Ou também]: Pensais que Eu [EU SOU] vim para estabelecer a paz no mundo?, [ou a paz no inferno, a paz num presídio, num campo de concentração?] Não, Eu vos digo, mas dissensão [ou melhor dito, indignação. Se nada se pode fazer, é preciso que o homem se indigne com justiça]!
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9)e) Finalmente no que diz respeito à Metafísica e à epistemologia filosóficas, Jesus também semeou muita sabedoria a respeito, dizendo, por exemplo:
1) [Ao bom cidadão que sabe das coisas] não convém discutir, mas sim ser manso para com todos, apto para [ouvir e] ensinar...
2) Instruindo com
[inteligência e paciência] os que persistem no erro, a ver se porventura Deus-Pai lhes dará entendimento para conhecerem a Verdade.
3) E TORNEM A DESPERTAR, DESPRENDENDO-SE DOS LAÇOS DO ADVERSÁRIO EM QUE CONTRA A VONTADE DELES ESTÃO PRESOS
.
4) [Amigos, sabei que] Deus-Pai quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da Verdade. (Os versículos 1 a 4 estavam nas cartas de Paulo, mas foram proferidos por Jesus e quem sabe até mesmo escritos).
[Compreendei-me também que] é chegado, o Instante [a hora] em que o Filho do Homem é glorificado, [porque somente no AGORA DIVINO é que o Pai e o Filho se glorificam reciprocamente; UM, manifestando-se e o Outro – o mesmo UM – exaltando-se como Manifestação Pura].
[E todos vós que me ouvis, eu vos recomendo], entrai pela porta estreita [da Reta Compreensão e Reta Percepção ou JUSTIÇA], porque larga é a porta [do pensamento corruptor e da sensorialidade distorcida], e espaçoso é o caminho [do egotismo, egoísmo e egocentrismo] que conduz à perdição, e muitos são os que entram por essa larga porta, [e enveredam por tal caminho].
Sim, vos digo, estreita é a porta [da Justiça – Reta Compreensão e Reta Percepção] e apertado é o caminho que conduz à Vida [do Reino]! E poucos são os que o encontram!
Eu vos digo também que muitos procurarão entrar por tal porta, mas não conseguirão.
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10)[Amigos], Eu vim a este mundo – ou Eu Sou se Manifestou a este mundo - ...a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem se façam cegos!
Bem-aventurados os pobres de – ou os pobres pelo – Espírito, porque deles é o Reino de Deus!
[Amigos], vede que a Luz que em vós há – e que é Espírito-Entendimento – não sejam trevas.
...[Porque] Se... a Luz que em vós há são trevas, quão grandes serão essas mesmas trevas [fora e dentro de vós]! ----
No Evangelho de Tomé, pretensamente falso ou apócrifo, versículo 60, está escrito o que segue, de uma maneira extremamente sábia e incrivelmente veraz: Ao entrarem na Judéia, eles viram um samaritano que carregava uma ovelha. Jesus disse a seus discípulos: Por que a carrega? Responderam eles: Para matá-la e comê-la. Disse-lhes Jesus: Enquanto a ovelha está viva, ele não a poderá comer; só depois de morta e cadáver.
Replicaram eles: É óbvio que de outro modo não a pode comer.
Respondeu-lhes Jesus: Procurai para vós um –
UM ESCAPE – um lugar de repouso, para que não vos torneis cadáveres e sejais devorados.
[Ou a também]: Amigos, eu sempre vos recomendei que “Buscásseis o Reino de Deus e sua Justiça, que depois disso todas as coisas vos seriam acrescentadas.” Pois bem, esse Reino de Deus, dentro e fora de vós, é o lugar de repouso. Quem Aqui e Agora Vivencia o Reino do Pai certamente haverá de suplantar a morte, com todos os cadáveres que ela dissemina no mundo exterior. Portanto, ou o homem vive a falsa vida, feito um morto vivo, e depois desencarna e vira cadáver, ou o homem se Auto-Realiza, se Ilumina e se transforma em Filho do Homem, com o seu corpo da Imortalidade ou corpo de Vrãja. Depois disso a morte não terá mais qualquer efeito sobre ele, e ninguém poderá matá-lo.
Amigos, este é o verdadeiro cristianismo que lastimavelmente as igrejas e seus pregadores, desde o começo enterrarem, esconderam, confundiram!
...Que aproveita ao homem granjear ou ganhar o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?






Magia e Espiritualismo – 08) Esaú e Jacó, Decifrando Livros Antigos

Determinados autores escrevem, dentre os quais temos Robert Charroux, com seu livro O Livro dos Segredos Traídos.
"Quando os mais remotos descendentes dos divinos hiperbóreos tiveram que abandonar as terras conquistadas do Egito, nem todos conseguiram partir. Alguns ficaram prisioneiros, como por exemplo certas tribos habiru ou tribos hebreias. Além do mais, não conseguiram levar todo o seu tesouro, todo o seu Graal [verdadeiro; e não a taça ou o Graal da santa ceia], com o qual vinham peregrinando os errantes desde o seu Norte mítico.
A fuga posterior dos hebreus do Egito é efetuada com a parte restante deste Graal dos arianos, porém roubado pelo egípcio Moisés, especialmente para esses hebreus.
Compreender-se-á agora melhor o sentido profundo das Cruzadas e da implantação de nove cavaleiros templários nas ruinas do Templo de Salomão de Jerusalém, destruído mil anos antes.
Esses nove cavaleiros vão recuperar o Graal perdido que a esses cavaleiros pertence, ou pertence aos nórdicos, descendentes dos hiperbóreos.
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Essa façanha é capitaneada por papas nórdicos, pelos monges beneditinos e pelos monges cistercienses, que nesses tempos ainda conservam seu lado ancestral celta e visigodo.
As atividades de todos esses indivíduos, logo, logo cessam e desaparecem.
Curiosidade, Godofredo de Bouillón, primeiro Rei Cruzado de Jerusalém, vem de Stenay, ele foi educado pelos ermitões das Ardennes, e pessoalmente é quase um gigante.
[Nos pressupostos] quarenta anos de peregrinação no deserto, das doze tribos de Israel, dez simplesmente desaparecem. O que foi que aconteceu com elas?
No fim de tudo, ignorando inclusive o confronto entre a tribo de Israel e Judá, somente sobra e perdura a tribo de Judá, a qual se mistura com os semitas do deserto do Sinai, perdendo todos eles a sua Minne [ou a sua memória ancestral ou psicosanguínea espiritual].
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Esses violentos remanescentes miscigenados da tribo de Judá, além de terem se transformado em sanguinários assaltantes de caravanas, apropriaram-se dos velhos registros da Tradição, e os modificaram conforme o interesse pessoal e a bel prazer.
Adulteraram e depauperaram o Gênesis, fazendo desaparecer as descrições da origem divina e extraterrestre da humanidade, e tudo isso por causa do sentimento de culpa deles, devido à degenerescência particular própria.
A Ciência Numérica e os nomes sagrados da Atlântida – cuja reminescência são as runas e os mantras – e que constituiam a Cabala fonética Ariana, serão utilizados para fortalecer o poder pessoal da tribo E essas manipulações vêm acontecendo até nossos dias.
No plano astral, aparentemente, produziu-se a transformação de Yahweh, o Inefável e Altíssimo, [em Jeová, o alienígena, o senhor dos exércitos e atual comandante da egrégora judaico-sionista; e para o espaço, de alguma maneira, transferiram-se os remanescentes das doze tribos].
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Com todas essas manobras, a origem do homem, por imposição, passou a não se estender além dos seis mil anos (calendário judaico), e o começo da vida do homem restringiu-se apenas ao plano Terra, [quando nunca nada foi assim...
A Verdadeira Vida e o Homem Real se originam de Momento a Momento nos mais diferentes planos de Vida do Cosmo Verdadeiro... Mas muitos seres humanos de espécies mais comuns e presos aos espaço-tempo também vem de emigrações cósmicas que com naves gigantescas para cá vieram.
De sua parte, a pretensa revolução científica, com sua Teoria Heliocêntrica, Teoria da Evolução das Espécies pela Sobrevivência dos mais fortes, e com o seu mega universo em expansão são mentiras muito piores que as distorções introduzidas na Bíblia. E estas últimas foram originadas pelos mesmos indivíduos que antes haviam deturpado tudo.
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A seguir, adulterou-se também o significado do Êxodo Maior dos Hiperbóreos, transformando-o no pequeno êxodo bíblico da tribo de Judá, especialmente. Com isso se alterou o profundo significado metafísico do “girar da cruz suástica [ou Swastika] Dextrógira”, fazendo rodar ou girar, para tal, indicando Jerusalém, pretensamente "único lugar onde Jeová, o Senhor dos Exércitos deseja ser adorado".
E aí passou-se a derramar a totalidade das lágrimas do crente, junto aos restos das muralhas do Templo de Salomão, e já não mais nos Muros de Gelo da Tule perdida – capital da Hiperbórea – ou junto à Coluna Boreal, 'que unia a nossa superfície terrestre com a Outra ou com o Interior da Terra Oca, além de unir também o Plano Terrestre com os demais astros [do Cosmo verdadeiro, e não científico']..."
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"Esta seria então a razao primordial da inimizade entre arianos e judeus-sionistas, e a inimizade destes últimos com o resto da humanidade, [já que pretendem se tornar senhores do mundo].
Para impor sua história nacional adulterada, arrancaram o mundo de suas raízes astrais, raízes estelares e raízes extraterrestres. Fizeram desaparecer do mundo milhares de anos de história, talvez anos-luz. Adulteraram o Cosmo, o sangue metafísico [com seus espírito verdadeiro], o prólogo e o sentido primeiro e último da criação [ou Manifestação] e da Vida.
Esta traição iniciática teria se produzido na fuga do Egito, durante o deambular no deserto de Sinai e principalmente com o Pacto Renovado, [que começou com Josias e continuou com Esdras, Neemias, sacerdotes, escribas, editores do séculos VI e V a.C. os quais forjaram a versão definitiva do Antigo Testamento].
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Porém certamente houve algo mais misterioso, pois certas coisas extremamente fundamentais não são levadas a cabo exclusivamente pela vontade humana.
Os cátaros, por exemplo, acreditavam na existência de um Princípio do Mal, atuante na criação [ou na Manifestação, mundo], e personificavam este Princípio no Jeová do Antigo Testamento, e diziam que ele era o Demiurgo desta Terra.
[Eu, EB, autor deste livro, acredito que o Demiurgo já existia neste nosso espaço-tempo enganador, ou é anterior ao aparecimento do Comandante Jeová... Este Demiurgo, então, seria um Filho do Céu que não querendo ficar restrito à LEI Cósmica do AMOR, no cumprimento de sua missão, LEI do Amor essa própria do Inefável e Altíssimo (Absoluto), resolve exercer o PODER em cima de seus irmãos inferiores, principalmente sobre os filhos e filhas da superfície terrestre, vampirizando-os. E exercer o Poder para o Pai Celestial é o pior dos crimes. O comandante Jeová era um ET poderoso e errante, e que ficou preso abaixo da Camada Plasmática com a qual o Demiurgo envolveu a Terra. Fazia parte de um grupo de sete Filhos da Luz que tiveram que se exilar na Terra Oca. O Apocalipse fala deles. O Demiurgo simplesmente atrai tal ET errante ou extraviado para si e o transformou em seu Primeiro Ministro e em seu principal executivo. Certos homens, infelizmente, totalmente manipulados por esses dois, transformaram esse Comandante num arremedo de divindade, num deus todo poderoso].
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Existiria, então, uma posse ou apropriação efetuada pelos Demônio demiúrgico, e haveria também uma total entrega de quase todos, a serviço dele.
Como é tradicional, isso terá de cumprir-se com um Pacto de Sangue, como no caso do Fausto de Goethe. Portanto, aqui há algo da Magia Negra.
E no ar espalhado está uma insinuação fatídica, que Robert Charroux não se atreveu a desenvolver: ou seja, a mistura do sangue humano com um sangue do animal do Sabat, para aumentar o endurecimento e o peso bruto da pretensa matéria externa.
Isto é, uma queda ainda maior, uma queda mais para baixo.
É outra hibridização ou abastardamento que se preserva e se mantém, por meio de uma religião de sangue e racista, se mantém com um pacto ou uma influência negra, e que se transfere aos cromossomas.
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Pauwels e Bergier, em seu Despertar dos Mágicos dizem que, conforme certas instruções que vieram do Tibê, os hitleristas passaram a aplicar o termo impureza fundamental aos judeus e depois aos ciganos. Foi por isso que os lamaístas tibetanos foram massacrados pelos comunistas chineses, posteriormente.
[Todavia, digo eu EB, os rabinos em seus Talmuds e Livro de Zoar também alegam que a Eva bíblica fornicou com a serpente tentadora e que, por causa disso, gerou uma raça humana degenerada, cheia de pecados. E que, portanto, o judeu macho tem que se purificar dessa herança maldita por meio do ritual da circuncisão. Para tais rabinos, todos os não-judeus são goins ou são como animais, e trariam essa herança maldita ou essa outra impureza fundamental no sangue. Essas infâmias ou esses últimos absurdos se transferiram para a Teologia Cristã, e daí saltaram fora todas as tolices ligadas ao Pecado Original do catolicismo e protestantismo. Jesus tinha que ser concebido virginalmente, sic].
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A impureza fundamental dos tibetanos, ou a idéia da mistura do sangue humano com sangue animal foi esboçada por Robert Charrou, quando se referiu à história bíblica de Esaú e Jacó.
Esaú trabalhava no campo, era de boa índole, ingênuo, inocente. Por sua vez, Jacob não se movia da casa, permanecia junto à sua mãe, Rebeca. Esta nada fazia, senão cozinhar.
Um dia, Esaú voltou exausto de seus afazeres diários e estava com fome. Pediu então a Jacó alguma coisa para comer. Este (ou a mãe dele) havia preparado um prato de comida e propôs a Esaú que trocasse os direitos de sua primogenitura por um prato de lentilhas.
Esaú aceitou, acreditando, porém, que seu pai Isaac não iria concordar com isso nem iria concretizar o trato inconsequente.
Esaú era peludo em todo o corpo, como una ovelha ou um carneiro. [Ou também peludo como um ET siriano].
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No momento de morrer, Isaac mandou chamar Esaú.
O velho Isaac já estava cego. Rebeca cobriu então o corpo de Jacó com a pele de um cordeiro, (sempre o cordeiro se prestando para algo) e apresentou Jacó a Isaac, o qual, tocando-o, "viu" ou acreditou que era Esaú.
E com isso confirmou Jacó na herança da primogenitura.
Robert Charrou, mesmo sabendo que Esaú e Jacó eram gêmeos, nos diz que possivelmente Esaú era um Sheidim, um homem-animal, engendrado por Rebeca no intercâmbio sexual com um animal, coisa perfeitamente comum naqueles tempos, segundo esse autor.
Rebeca não quis que no mando da tribo predominasse a sua estirpe híbrida (ou Esaú).
Mas será possível isso, pergunta R.Charroux? E acrescenta: acreditamos que apenas na maneira já dita. Isto é, pela posse de Rebeca, ou pela incorporação mágica de um animal no corpo de Rebeca, pela influência de um carneiro especial próprio do ritual do Sabat, pela intromissão de um arquétipo astral, de um ET, de um Espírito grupal ou de um Espírito de egrégora.
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Todavia, também poderia ter acontecido o contrário, e nesta lenda de Esaú e Jacó encontra-se exatamente a chave dessa traição quanto à origem ancestral daquilo que estamos nos referindo. Tal mito teria muito a ver com as eras astrológicas e com os Reis Pastores, que se cobriam com peles de ovelhas, na era de Áries. E isso simbolizava o poder dos nascidos duas vezes, ou então simbolizava os que, AO SE LANÇAREM no topo dos altos montes ou montanhas eram salvos da queda, bem como simbolizava e simboliza ainda os próprios brâmanes arianos da Índia que cruzam em seu peito um cordão de lã branca.
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Os reis pelasgos cubriam-se com pele de lobo. [Digo eu, EB, tudo isso lembra a condição supostamente peluda de Esaú, além dele ter algo a ver com eventuais cruzamentos com alienígenas sirianos. Estes ETs são peludos, com cara de leão, e que em época remotas povoaram e civilizaram o antigo Egito. E inclusive não podemos esquecer que da parte do próprio pai Isaac, o filho Esaú poderia ter nascido como um Nefelim, ou como aquele que vem do espaço, já que aparentemente Isaac era um ELE e Rebeca uma ELA especiais].
A usurpação de Jacó por meio de uma mentira, de um logro são prototípicos de sua tribo e vem perpetuando-se ao longo da história.
Os semidivinos tipo Esaú são naturalmente diretos, ingênuos e ficam totalmente desarmados frente à astúcia do animal homem.
[Digo eu, EB: a respeito desses astutos, também Jesus assim se referiu: [E o Senhor ou "Pai de Família", {sem saber as maldades e as patifarias que esse Filho, e depois Demiurgo iria fazer, mormente fazendo-se passar por Deus}, admirou-se daquele injusto mordomo, {protótipo de ego-pensamento, sagaz, astuto, desonesto, mentiroso, ladrão e salteador} por haver ele assim sagazmente procedido. Pois os filhos deste mundo {ou os homens pensantes, presos às trevas exteriores, não obstante tudo} são mais prudentes ou ardilosos em sua geração do que os Filhos da Luz, {e que não abusam com o pensamento e costumam ser totalmente inocentes}. (Lucas.XVI-8)]
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Por outro lado, por meio de um truque, Hércules mata os gigantes. Davi mata Golias.
E é sempre a mulher a que ajuda no engano, como foi o caso da Eva exteriorizada e densificada.
Pela astúcia e pelo engano, certos animais-homens ganharam as guerras e esconderam dos semidivinos (Hiperbóreos] o caminho correto do verdadeiro Êxodo, com sua Suastica Dextrogira, e que levava a um retorno da Idade Dourada.
Os fracos sempre vencem os fortes, porque são mais numerosos, e ao mesmo tempo são os mais astutos, escrevia Nietzsche.
Em verdade então Esaú seria um rei pastor ariano, um habiru que teria dado origem aos hebreus autênticos e que também eram arianos.
Com a pressuposta manobra astuta de Jacó começa a falsificação e o engano.
Também com um engano se destrói a força e o poder de Sansão. Dalila corta-lhe o cabelo comprido enquanto ele dorme.
Nesse cabelo residia força tremenda de Sansão e também seu poder tântrico sexual (ou a possibilidade de praticar o sexo sagrado).
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A religião semítico-lunar, que para os homens se impôs na era de Piscis, simbolizava a castração, representada pela tonsura eclesiástica que os padres católicos de antigamente sofriam em sua cabeça, e nas mulheres simbolizava sua esterilização representada pelo corte dos cabelos das noviças.
Paulo, o apóstolo, chega a declarar que [para "salvá-los"] gostaria de tornar eunucos a todos os cristãos.
Por conseguinte, todos os reis de origem divina eram peludos, e o eram no corpo inteiro, e nunca cortavam os cabelos, porque seus pelos eram um sinal de realeza.
Os pelasgos eram peludos.
Os sikhs da Índia, raça marcial, jamais cortam seu cabelo e barba. E são arianos dos tempos de Alexandre Magno.
Também os reis merovíngios ressuscitarão um dia de suas tumbas com suas longas cabeleiras loiras e hiperbóreas.
Os reis pastores ou os hicsos que invadiram o Egito também teriam sido peludos, com longos cabelos e barbas, como Esaú, e também como o cordeiro de Rama, na era de Aries. [Estes
hicsos invasores do Egito teriam hospedado os judeus no país do Nilo, antes deles fugirem com seus roubos ou tesouros].
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Das "Histórias de Jacó! também se adulteraram as datas. Se assim não fosse, e o Jacó de que tanto se fala fosse realmente o Fundador das Doze Tribos de Israel, todas elas então, e não somente a tribo de Judá, levariam o estigma do engano original.
Sim, esse Jacó deve ser o protótipo que caracterizou a tribo de Judá.
Segundo o estudioso Gerard de Séde, é somente no (pequeno) êxodo do deserto que o nome de Israel aparece e não antes.
A luta daquele Jacó bíblico com o "anjo" nada tem a ver com a luta contra um extraterrestre ou contra um dos anjos de Enoc.
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Tal luta pode estar ligada a um confronto corporal entre Esaú e Jacó. E senão Esaú, um partidário seu que tentou vingar a impostura, a traição e a usurpação da chefia da estirpe dos semidivinos ou dos Gigantes.
Por que Jacó teria lutar com um "anjo"? O "anjo" nesse caso pode ter sido um dos gigantes sobreviventes da raça nórdico-hiperbórea que os judeus ajudaram a destronar e a destruir, valendo-se da colaboração do homem animal ou pasu.
De que modo poderemos nós saber se as outras tribos de Israel, de alguma maneira, não teriam sido exterminadas juntamente com Moisés, cujo desaparecimento também permanece um mistério.
Pois é, amigos, sobre a verdadeira origem do homem se acumularam montanhas de falsidades e adulterações históricas.
De certo modo só se sabe que NO COMEÇO FOI O ENGANO E NÃO A LUZ!"
[Aproveito agora a oportunidade de incluir a minha versão da Luta de Jacó contra o Anjo, narrativa essa que está incluída em meu livro editado O Apocalipse Desmascarado e que difere do trecho canônico do Gênesis]:

Jacó Luta Contra Deus, Contra Iahweh
ou Luta Contra o “Eu Sou” Subjetivo

Naquela mesma noite, Jacó se levantou..., e atravessou o vau do Jaboc...,
Gênesis.XXXII-23a e 23b
e aí, ele ficou só. Alguém [ou um Varão, um SER aparentemente humano] lutou com ele até surgir a aurora. [Ou Jacó lutou ao longo da noite dos sentidos condicionados].
Gênesis.XXXII-25
E esse alguém [varão, imagem antípoda de Jacó, gêmeo do Céu, Corpo Astral, Espírito], vendo que não prevalecia contra Jacó, tocou-lhe na articulação da coxa, e a coxa de Jacó se deslocou enquanto lutava com ele.
Gênesis.XXXII-26
Ele [ou tal Alguém] disse: Deixa-me ir, pois já está rompendo o dia. Mas Jacó respondeu: Eu não te deixarei ir se não me abençoares. [Ou se não me transferires a tua Imortalidade ou a tua Espiritualidade].
Gênesis.XXXII-27
E Jacó disse mais: Por favor, faça-me conhecer o teu nome! Retrucou o Varão: Por que perguntas pelo meu nome? E ali mesmo, abençoando-o [ou transferindo-lhes os poderes da Imortalidade do Espírito, disse mais: EU SOU O QUE SOU!... Agora, TU MESMO ÉS EU SOU na Espiritualidade mais alta!]...
Gênesis.XXXII-30
E como tu conseguiste prevalecer, não te chamarás mais JACÓ, [ou não serás mais um ser humano comum, mas serás chamado] Aquele que lutou contra Deus...
Gênesis.XXXII-29
Jacó deu então a este lugar o nome da Fanuel, porque, disse ele: “EU VI A DEUS [ou Vi Eu Sou] FACE A FACE E A MINHA VIDA FOI SALVA!” [E este é exatamente o fim de toda Boa Religião: USAR AQUELA VISÃO CORRETA, O VER NÃO-PENSADO – contrário ao ver-pecado de Adão-Eva – A FIM DE QUE, VENDO A DEUS, POSSA REINTEGRAR-SE A ‘EU-ELE’ OU A ‘EU SOU’...]
Gênesis.XXXII-3l
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Amigo leitor, vejamos
agora a versão canônica ou oficial da Luta de Jacó com Deus e, naturalmente, perceberás qual das duas é a mais plausível e ficarás então com aquela que mais te agradar e que melhor tocar o teu Coração-Entendimento:

“Naquela mesma noite, Jacó se levantou, tomou suas duas mulheres, suas duas servas, seus onze filhos e passou o vau do Jaboc.
Ele os tomou e os fez passar a torrente e fez passar também tudo o que possuía.
E Jacó ficou só. E alguém lutou com ele até surgir a aurora.
Vendo que não o dominava, tocou-lhe na articulação da coxa, e a coxa de Jacó se deslocou enquanto lutava com ele.
Ele disse: Deixa-me ir, pois já rompeu o dia. Mas Jacó respondeu: Eu não te deixarei se não me abençoares.
Ele lhe perguntou: Qual é o teu nome? -- Ele respondeu Jacó. Ele retomou: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel, porque foste forte contra Deus e contra os homens, tu prevaleceste.
Jacó fez esta pergunta: Revela-me teu nome, por favor. Mas ele respondeu: Por que perguntas pelo meu nome? E ali mesmo o abençoou.
Jacó deu a este lugar o nome de Fanuel, porque disse ele: eu vi a Deus face a face e a minha vida foi salva.
Nascendo o sol, ele tinha passado Fanuel e manquejava de uma coxa.
Por isso os filhos de Israel não comem o nervo encolhido
(ciático), que está sobre a juntura da coxa, até o dia de hoje; porquanto ele tocara a juntura da coxa de Jacó no nervo encolhido...” Gênesis.XXXII-22 a 32
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A propósito, outra vez, desse último trecho do Gênesis, o teólogo comentarista da Bíblia de Jerusalém, e que em momentos parece conhecer muito bem as coisas, esclarece:
“Nesta narrativa misteriosa, sem dúvida javista, e canônica, [na sua letra menor, – [Digo eu, não mesmo!, tal trecho nem é javista nem é eloísta e muito menos é sacerdotal. Tal passagem faz parte da Sabedoria Eterna, da Sabedoria hiperbórea, órfica, bramanista etc. Tal alegoria simplesmente foi aproveitada pela tradição judaica e por ela adaptada a Jacó] – fala-se de uma luta física, um corpo a corpo com Deus, na qual Jacó parece primeiramente vencer. Quando reconhece o caráter sobrenatural de seu adversário, Jacó força-o a abençoá-lo. O texto evita o nome de Iahweh e o agressor desconhecido (na versão pretensamente consagrada ou canônica) recusa-se a dizer seu nome...”
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Acrescento eu: o suposto Jacó ou o homem ainda mortal, o homem-sangue-alma-mortal, sem o Espírito Santo ou Kundalini ativado, luta, a modo de dizer, contra si mesmo ou contra a sua imagem antípoda, sua imagem especular, seu SER Astral ou Espiritual, seu gêmeo do Céu ou Filho do Céu, para que este Filho, pelo TOQUE ou pela bênção, lhe transfira a espiritualidade e imortalidade que lhe cabem como herança.
E nesse confronto, o humano vence as circunstâncias adversas das Trevas Exteriores, do mundo externo e suplanta, também a modo de dizer, seu adversário, fundindo-se com ele e assimilando-se a ele.
O simples ego Jacó permuta-se aí no grande
EU.
Desse modo, então, um mero ser humano mortal volta a nascer pela segunda vez e torna-se imortal, pois incorpora ou integra à sua condição humana a Espiritualidade Imortal do Filho do Céu.
Como se poderia dizer na Índia, torna-se um verdadeiro Brâmane ou um nascido duas vezes. Nascer duas vezes equivale a um nascimento extra para suplantar e anular a morte, corresponde a um nascimento para a Vida Absoluta transcendental.
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Durante a luta, o Varão Sagrado toca a coxa de Jacó e o deixa manco, também a modo de dizer, para que ele não se esqueça, enquanto no mundo permanecer, de sua nova condição de Filho do Homem ou Filho Desperto.
Ele é aquele que gerou o REBIS ou um Novo Homem a partir de seu Duplo Verdadeiro.
Por isso agora não é mais só filho da Terra, mas também é Filho do Homem ou é um Herói, Mestre.
Agora não deve mais, e não pode mais voltar a extraviar-se nas Trevas Exteriores.
Depois do Deus Exteriorizado (EU SOU) transferir ao Homem abnegado seus poderes e imortalidade, conforme ensina a Boa Tradição e Boa Religiosidade, ele declara ao seu igual: “Estiveste lutando contra ti mesmo. E EU que sou TU atravessei o Infinito para ter encontrar e lutar contra ti ou contra Mim Mesmo. Para encontrar-te, EU teria sacrificado alegremente minha Vida. E, lutando tão valentemente Comigo, TU defendeste tua própria Vida, a Verdadeira. O Altíssimo ou o Intimíssimo, o Deus Vivo, realizou esta maravilha. Seu poder nos socorreu e se interpôs entre nós dois e a morte. E AQUI e AGORA nós somos NÃO-DUALIDADE... Sim viste Deus face a face e de fato a tua Vida foi salva porque em Minha Vida ou em Imortalidade se transformou.”
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O Gênesis e o Livro de Enoch sugerem de modo enigmático que o homem terrestre é só carne. Portanto, nem todo homem seria imortal, mesmo que mal pensando diga que tem vida única, ou mal pensando ache que tem vidas sucessivas. Enquanto mal pensar, o homem continuará sendo escravo ou das Trevas Exteriores, como ensinava Cristo, ou do Samsara como ensinava Buda. Tal homem desatento poderá até mesmo se aniquilar.
A Imortalidade do Espírito é doada a poucos pelos Filhos do Céu – O Mestre da Galiléia, um legítimo Filho do Céu e do Altíssimo, ensinava: Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos. Isto é, muitos poderão ser tocados, chamados, mas poucos entenderão e atenderão. A Verdadeira Imortalidade tem que ser alcançada também pelo empenho correto e pela luta do filho da Terra... É só desse modo que surge o Mestre, o Santo, o Herói, que acabam se transformando em Deus, como o Jacó da alegoria bíblica, alegoria que, pode até ser vista como um fato acontecido

Magia e Espiritualidade – 07) Mais Repetições Oportunas de Outros Livros Inéditos de Minha Autoria

Amigo leitor, os trechos que vem a seguir são uma reprodução do que escrevi adiante.
São uma repetição oportuna e se encaixam muito bem em tudo o que já foi dito.
Quero alertar também que quando qualifico as palavras cérebro ou o DNA com uma outra palavra de baixo calão, tipo merda, não o faço por total desprezo ao cérebro ou aos cromossomas em si, se é que existem como tais. Não estou dando uma de Platão que desprezava totalmente a matéria, a objetividade, o corpo denso.
Sequer defendo o idealismo platônico e o ponho contra o materialismo científico.
Em verdade, eu não concordo nem com um nem com o outro.
E no entanto, o materialismo, por causa da ciência moderna, tornou-se excessivamente criminoso – ou falando mais moderadamente, tornou-se inconsequente – coisa que o idealismo filosófico platônico ou semelhantes nem por sonho chegaram a tanto.
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A meu entender o Isto-Objeto Primevo (ou o verdadeiro Objeto da Autonatureza) pode existir sim, livre de laços e de acréscimos supérfluos. Agora que todos os revestimentos que o pensamento humano a ele acrescentou sejam um engodo, um conjunto de mentiras, aí é outra estória.
Se cérebro e DNA existem ou até mesmo se eles só aparecem, mesmo assim eles são o Desconhecido e não só “merda” infinitamente multiplicada como pareço dizer. .
Fezes, no caso, são as explicações intelectuais de certos homens, são as pretensas possibilidades, qualidades, propriedades, virtudes, fisiologismo, peptídeos, hereditariedade restrita a bolinhas etc. do cérebro e do DNA. Se estes existem certamente não possuem nada disso.
Essas gloriosas bolinhas da bioquímica não passam de invencionices da cabeça humana, afoita, desatenta e desavisada.
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Assim que: “A Sabedoria Perfeita com sua Lei da Interdependência alerta: ‘Sou eu que te vejo, [ó cérebro de merda!], e vendo-te feito um pretenso objeto na minha frente, em verdade me (ego) vejo, e vendo a ti em verdade vejo a mim mesmo, ego pensante, mas agora objetivadoe transformado em meleca – mas este separatismo é gratuito, é falso - e graças a isso, te faço, pois me vejo obrigado a executar o ato intencional, querendo te pegar, te possuir, te esmiuçar, te endeusar, te abraçar, feito um “tu-eu” ou feito um Narciso da Mitologia!'"
Ou também: Sou eu que te vejo, ó cérebro aparente, e vendo-te me vejo, pois eu e tu somos não dualidade, não estamos separados nem tu és tão passivo assim como pareces ser. Eu, ego, sem ti não existo e tu, cérebro-objeto sem mim também não existes, pois somos apenas interdependência forçada e indelével.
Sou eu que te penso ou te extrojeto, sou eu que te reconheço lá adiante, fora.
Eu, ego safado, te revisto como quero. Tu objeto na minha frente és minha contraparte muda. Eu, no entanto, falo e discorro a teu respeito e imponho minha opinião, que terceiros desavisados aceitam.
Tu objeto sempre e só reconhecível, és meu sinal inferencial e acabas sempre me obrigando a que execute o ato intencional para que te corrobore, para que te concretize, te possua ou te rechace.
Com esse meu atuar propositado, te faço, te arremato, te consubstancio, te concretizo, ó droga dependente, ó cérebro enganador, ó idiotas meios e fisiológicos do conhecimento!
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Se todo objeto fica provado por si mesmo, previamente, tal como o absurdo objeto-mundo-universo da ciência dizem teria se provado, como conseguiu provar-se?
Evidentemente, pareceu ficar provado só graças ao pensamento no homem e também devido à sufocação e subjugação do SER em nós e que parece ter-se transformado em homem.
E por causa também das invencionices humanas – teses e antíteses religiosas, filosóficas e científicas – essa pretensa objetividade (universo) não consegue se defender. Bem, mas nesse detalhe os filósofos e cientistas não refletiram.
No começo de tudo, eles, simplesmente mal pensando, acreditaram ver uma coisa (universo, natureza) à sua frente (conhecimento indireto), que os sacerdotes diziam haver sido criada por um Deus todo poderoso, inventado pela cabeça deles, no passado…
Com o passar do tempo, discordando dos religiosos, os cientistas aceitaram a coisa, o objeto, como se fosse algo material indiscutivelmente verdadeiro, oportuno ao existir deles, algo separado do sujeito, e mandaram o criador, o Ele, deus-persona dos sacerdotes ou senão o demiurgo, às favas.
E para explicar a origem ou o começo, a continuidade e a morte das coisas, no lugar do deus objetivado dos religiosos puseram o deus acaso da ciência, outra legítima vaca sagrada.
Tal acaso, teria então se transformado em batuta do maestro ou em leis físico-químico-matemáticas naturais, a dirigir a orquestra cósmica, leis que inclusive interfeririam no mundo objetivo e subjetivo (matéria-cérebro) de acordo com os determinismos matemático-físico-químico-biológicos inventados pela cabeça do homem. E então tais leis deterministas, tudo fizeram, tudo montaram, tudo ajeitaram…
Pois sim, ignorância maior nunca se viu, minha gente!
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De qualquer modo, amigo, enfoquemos agora a incrível desonestidade da lógica-razão, mormente quando alguns desavisados da escola científica a usam, e dela abusam em fórmulas físico-químico-matemáticas, sem um pouco de aviso prévio e cautela.
Por exemplo, os senhores do falso saber dizem e provam que as virtudes (ou as propriedades ou a essência própria) dos cromossomas e genes, próprios do núcleo celular, determinam a forma externa do ser vivo, conforme sua espécie, em evolução de baixo para cima, ou numa evolução aperfeiçoadora de baixo para cima, de descendente para ascendente.
Sim, mas o que é que determina a forma dos cromossomas?
Respondem eles: os cromonemas.
Mas o que é que determina a virtude (essência própria) e a forma dos cromonemas?
Respondem eles: Os genes.
Mas o que é que determina a virtude (essência própria) dos genes? Respondem eles: o arranjo das proteínas, das lipoproteínas, das enzimas, dos ácido desoxiribonucleicos (DNAs), dos ácidos ribonucléicos (RNAs), o arreglo das citosinas, das guaninas, das adenosinas etc.etc.
E assim ao enxergar as micro, micro-lorotas por eles mesmo engendradas e a respeito delas discorrendo sem parar, vão os cientistas recuando até um menos infinito de raciocínios estúpidos e complicados.
E este é um recuo absurdo para o menos infinito, constituído de enganadoras enjambrações e falsas provas.
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Lamento dizê-lo, mas Descartes era um obcecado e nunca teve qualquer razão, e muito menos seu método de análise biológico-vital.
E por causa desse método, alguns se metem a esmiuçar a natureza até as últimas conseqüências, destruindo-a, para depois a partir de um cadáver em pó refazer essa mesma natureza. Mas que merda é essa que se alcançaria de tal reconstrução e síntese?
E atualmente já saltaram fora os gênios norte-americanos que com seus irmãos os japoneses e mais os cientificistas afins do mundo inteiro, aliados aos computadores burróides super acelerados, já conseguiram mapear o código genético de mentira, para depois decifrá-lo e manipulá-lo como bem entendem – como se algo similar tivesse sido criado por algo ou por alguém, ou como se esse delírio total (genes) coubesse na Manifestação da Autonatureza – com a desculpa de ajudar e curar...
Só Deus sabe o horror que vai saltar fora de tudo isso!.
Os tão louvados cromossomas quase decifrados com sua forma em escada helicoidal com seus pretensos degraus são um engendramento totalmente humano (Watson e Crick), e que nenhuma natureza verdadeira teria forjado e muito menos uma falsa natureza, regida pelas leis do acaso e pelas leis da ciência.
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Essa natureza de merda com cromossomas e tudo o mais quem a forjou foi o pensamento humano, foi a burrice humana agora disfarçada de intelectualismo científico. Mas pensamento por pensamento, qualquer pensamento poderia valer e por que não?
Por que, pois, só o delírio pensante dos cientistas norte-americanos tem que prevalecer?
Sou eu, (ego), que te vejo, ó diabo de cromossoma. E vendo-te me vejo. Sim, pois, eu, ego-pensante safado nunca posso estar só numa falsa natureza superposta e dualista, regida pela Lei da Geração Condicionada e pela Lei da Interdependência.
Eu, ego, tenho que ter diante de mim algo, porque sozinho não posso ficar e me assunto.
E para tal, a partir de mim mesmo, extrojeto algo (o famoso tu, coisa ou ente), ou seja, um falso objeto pensado, os cromossomas, os genes, o DNAs, RNAs e complicações sem fim que são exatamente o diabo que os carregue ou escambau.
Sim, eu, ego, sou um falso ente pensante que sempre tem que ter à sua frente sua contraparte pensada.
E eu, pensando, feito um imbecil e retardado mental, me vejo à frente de uma pretensa escada helicoidal microscópica com degraus e tudo o mais. Por isso que vendo-te, me vejo. E vendo-me te faço, te engendro, te consubstancio, te materializo, ó cromossoma de merda!.
Eu, ego não somente me vejo como se fosses tu, ó cromossoma e DNA idiotas, como inclusive te objetivo e te materializo. Sim, pois ao ver-me ou ao te ver, me cativo, me enamoro e quero me apropriar de meu próprio reflexo, feito um Narciso.
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Desse modo, então, sou obrigado a atuar. Desse modo, então, além da Lei da Interdependência, também ativo a Lei da Geração Condicionada, ou seja: Isto sendo, em pensamento, aquilo aparece, aquilo se superpõe, aquilo se objetiva, aquilo se concretiza, se materializa, se consubstancia, se torna palpável e capturável, se para tal eu, ego, executar o ato intencional, o ato propositado, concretizador de faz-de-conta ou de lorotas. Isto não sendo pensado, aquilo não aparece, não se sobrepõe, não se objetiva, porque não somente aí não pensei, como também não fiz nada de modo proposital. .
Nem o corpo do homem condicionado, nem suas pretensas células, nem seus fantasmagóricos núcleos celulares, cromossomas, genes existem por si mesmos. Só aparecem em total dependência. Nada disso encerra quaisquer propriedades, essência própria e muito menos essência anímica emprestada.
E, no entanto, a ciência materialista quantos poderes e virtudes atribuiu ao que não existe – mas aparece porque ela o engendrou – só porque abusando do pensamento e fazendo micagens ou alguma coisa em termos intencionais e num laboratório, algo sempre aparece objetivamente para aquele mesmo ego que pensa…
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Fora as intromissões astutas e condicionantes do pensamento, em realidade, amigo, não há olho vendo outra coisa, como já foi enfatizado, malgrado “eu” (ego) – com a mente cheia de forjações, de imagens caducas e prejuízos – enxergue alguém com olhos vendo outra coisa e inclusive me acredito possuindo olhos que vêem..
No simples e imediato VER PRIMORDIAL, onde estão os olhos anatômicos e fisiológicos vendo?
Se os olhos anátomo-fisiológicos que o pensamento forjou, impôs, afirmou e descreve existem tais e quais, por que eles se limitam a enxergar só o que é pretensamente externo, objetivo, ou parece colocar-se à frente deles, dianteira essa que, finalmente é só “minha” ou do ego em Mim? (Sou eu que te vejo, e vendo-te, me vejo, e vendo-me, te faço!)
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Pergunta-se: Em termos absolutos, terão mesmo os olhos anátomo-fisiológicos e reconhecíveis a função de Ver ou até mesmo de enxergar algo na frente deles? E podem tais olhos enxergar de fato cromossomas, genes, DNAs etc lá adiante em pretensos níveis microscópicos?
Por que tais olhos não vêem, não enxergam, não constatam aquilo que estaria atrás da pupila, ou mesmo aquilo que seria subjetivo?
Ora, porque o enfoque visual não foi feito para isso, ou simplesmente porque toda a parte anátomo-oftalmológica que vai de fora para dentro, ou do pretenso mundo para dentro dos olhos, é puro pensamento humano.
O enxergar comum, pensante-pensado acredita enxergar de fora para dentro, daí as infinitas mentiras que a ciência intercalou entre os supostos olhos externos e o Ver em si.
O VER imediato e que é Sentir Puro se efetua de dentro para fora. Da Consciência para as trevas exteriores ou periferia.
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Amigos, em meu livro inédito “Parar Este Falso Mundo” , a modo de dizer, consigo provar que o ego-agente não pode atuar, porque em verdade há sim um Agir, Atuar, espontâneo, mas não há um ator, um agente real. O que há são pensamentos que recriam tudo e se transformam em intenções. Este pensamento-intenção se apropria dos “reflexos” do ATO, fulgurando Aqui e Agora, e num mundo de fantasmagorias como o nosso o pensamento diz executar o ato intencional, quando é impossível.
Todos nós pensamos em atuar, mas só pensamos, mas como egos não podemos atuar, porque o ego, finalmente, mesmo que apareça dizendo poder tudo, ele não existe.
Mas então que ego-agente é esse que, fora do Aqui e Agora ou no falso espaço e falso tempo (ou palco-mundo), num doloroso faz-de-conta, por meio da execução do ato intencional, mata?
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Esse é apenas um ego-pensante ou falso ente, que sempre mal pensando engendra tudo, faz convergir causas e condições, as quais resultam num meio ou mundo pensado aparente, onde parecerão caber assassinos pensantes e vítima(s) pensada(s) a ser(em) assassinada(s) e tudo o mais.
Num espaço-tempo completamente falsificado, aí bandidos e criminosos não são somente os que, pensando torpemente, acham poder executar o ato de matar, e o executam, quando não podiam, porque o ego nunca executa o ato.
Ou ainda, sempre mal pensando inclusive parece haver pobres desgraçados que acham estar sendo vítimas indefesas de criminosos, de assassinatos terríveis e irremediáveis, de agressões e violência, ou de uma maneira canalha de atuar cheia de propósitos, quando nada disso pode e podia acontecer.
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Em verdade, bandidos e criminosos aí são os manipuladores do poder e da falsa fatalidade, e que, sempre mal pensando e executando atos intencionais (rituais), ligados à religião, ligados à justiça e ligados à ciência fazem convergir causas e condições que resultam numa sólida remontagem do trágico palco da vida.
Aí, depois, por causa deles, uma fatalidade cega e enganadora passará a prevalecer e a se desenrolar, feita falso criminoso, que mata, de uma parte, e feita falsa vítima, que é morta, de outra.
Bandidos e criminosos aí são os que além de forjar falsos palcos ou reconstruir tais situações, sustentam-nas tenazmente por meio de uma educação condicionadora, e graças a isso conseguem um poder cada vez maior e mais estável, mas só para eles.
Via sentido comum ou via senso comum, esses manipuladores do poder e da falsa fatalidade induzem nos demais semelhanças enganadoras nas percepções cotidianas deles que sempre se iludem.
E ainda por cima, obrigam o próximo a continuar no pensamento errôneo para que este próximo também acabe mantendo, sustentando todo esse horror cotidiano.
Mas quem primeiramente enjambra todo esse horror são os manipuladores da falsa fatalidade ou os Demiurgo, urgos do Demiurgo, urgos-egos, Jeová-Molocron, os da anti-humana raça, bandidos & Cia.), e depois eles levam os demais a mal perceber esse horror cotidiano, a conscientizá-lo e a reconhecê-lo.
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Mas ao pretenso homem ou agente-criminoso cabe sim uma pequena parte da culpa do crime aparente, lamentavelmente sempre doloroso.
À suposta vítima cabe outra parte da culpa ou porcentagem menor, por causa de sua complascência, mas nem sempre.
O restante da culpa e que completaria o cem por cento do crime ou horror montado cabe aos manipuladores da falsa fatalidade.
Esses conhecem tudo, e mesmo assim armam toda essa terrível tragédia dolorosa, que não leva a nada, e a partir da qual roubam vitalidade ou energia das vítimas para se alimentarem vampirescamente e para se fortalecerem.
Os gritos de dor, os lamentos, os choros, o desespero, os sofrimentos lancinantes a agonia etc. são alimentos altamente nutritivos para todos esses vampiros, e inclusive manipuladores da falsa fatalidade que são os vampiros maiores. Isso é o que vêm fazendo os alienígenas nefastos ou espectrais, aliados dos magos negros daqui mesmo, como alguns da anti-humana raça.
Em suma este nosso falso mundo que precisa urgentemente ser transmutado está completamente nas mãos dos espectrais, os piores alienígenas do Cosmo inteiro e seus aliados certos corrompidos e monstrificados daqui mesmo...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

MAGIA E ESPIRITUALIDADE – 06) LEI DA CAUSALIDADE OU DA GERAÇÃO CONDICIONADA E TAMBÉM LEI DA INTERDEPENDÊNCIA

Vejamos agora, de modo bem sucinto, a Dodécupla Cadeia ou o Pratityasamutpada ou Lei da Geração Condicionada que Buda enunciou 600 anos antes de Cristo.
Tenho quase certeza que Cristo, o grande Mestre do Ocidente também anunciou tal Lei à sua maneira, dizendo: “Tudo o que for ligado na Terra, será ligado no Céu; tudo o que desligares na Terra será desligado no Céu”. (Ver abaixo melhores explicações)
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Em trechos anteriormente reproduzidos, falamos muito sobre as Lei da Geração Condicionada e Lei da Interdependência. Nestas duas leis orientais (uma de Buda e a outra talvez de Nagarjuna, porque ninguém falou tanto da interdependência como este Mestre) se escondem os segredos de todos os engendramentos humanos.
A primeira Lei foi surpreendida e Vivenciada por Sidarta Gautama, o Buda histórico. E é também conhecida como “Pratityasamutpada” ou Lei da Causalidade ou Lei da Geração Condicionada. .
O Mestre Buda assim resumiu tal Lei: “Se isto é, aquilo aparece, se isto não é, aquilo não aparece”. Ou também “Isto sendo, aquilo é ou surge; isto não sendo, aquilo não surge”.
Mas repetindo tal Lei em termos mais modernos, em termos mais inteligíveis, temos: “Isto sendo pensado, aquilo surge, aquilo aparece, aquilo se superpõe – se para tal se executa o ato intencional ou propositado – Isto não sendo pensado, aquilo não surge, não aparece, não se superpões, e diante disso tampouco se tentará atuar de modo intencional ou proposital”.
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O ato pensado, intencional ou corrompido tem um fantástico poder consubstanciador, materializador, isto porque o ATO EM SI é Poder Absoluto, do qual o SENTIR, SABER, INTUIR E AMAR fazem parte, porque também são o Absoluto em Manifestação e são Intemporalidade, principalmente. Se Sente Agora, se Sabe Agora, se Intui Agora, Se Ama Agora e se Atua Agora.
O Absoluto em Manifestação é Intemporal e é Ato Puro Manifestando-se, juntamente com o Sentir, Saber, Intuir e Amar.
O ato intencional tem pretensões de se desdobrar no falso tempo.
Ele é apenas um pálido reflexo do Ato Puro, mas no mundo das fantasmagorias temporais reconstruídas, dos reflexos pensantes-pensados, a execução do ato intencional concretiza ou materializa fantasmas, daí o grande sucesso da ciência moderna.
A Lei da Interdependência salienta a dependência de tudo e salienta que o objeto (pensado) sem o sujeito pensante não é nada e que o sujeito pensante sem seu objeto pensado também não é nada. Os dois, tomados isoladamente, são iguais a zero, só que numa interdependência resultam num teatrinho convincente com palco, platéia e tudo.
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A Lei da Interdependência tem como enunciado o seguinte: “Sou eu (ego) que te vejo, e vendo-te (ó objeto), me vejo, e vendo-me te faço.!
Ou também Sou eu ego, que te vejo, ó objeto enganador, e vendo a ti, em verdade vejo a mim, desdobrado em dois. Isto porque o sujeito e o objeto estão interligados por um cordão umbilical invisível e primordial, que só a mentira intelectual acredita romper.
Sujeito pensante e objeto pensado são os dois extremos de uma mesma barra ou imã.
Dos dois, aquele que fala mente e engana é o pólo falante ou o pólo pensante, no caso, o notoriamente empafiado ego-pensamento.
O objeto geralmente é sempre passivo e mudo. Salvo se for um ser vivo. Mas aí o teatrinho se explica de outra maneira. Quem o explica melhor é a Lei da geração Condicionada.
Portanto: “Sou eu (ego) que te vejo, e vendo-te ou vendo a mim mesmo dividido em dois, me vejo, e vendo-me feito objeto quero te possuir, quero me apropriar de ti, mas para tal terei que atuar intencionalmente.”
A Lei da Geração condicionada tem aplicação universal, serve para tudo e explica tudo.
Inicialmente, porém, Buda a restringiu para explicar o surgimento do homem pensante e extraviado e seu mundo pensado.
Buda começa explicando tudo com sua Dodécupla Cadeia, constituída por doze engates ou nidanas e que são os seguintes:
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(Sugira-se o Inominado (Absoluto) que o pensamento não alcança, não conspurca, não refaz, não adultera nem nomeia. Aqui se dá a Geração Incondicionada inexplicável).
Mas conforme Buda ensinava, a geração condicionada reconstruída ou refeita pela ignorância-pensamento assim se desdobra; :
1) Na dependência da ignorância-desejo primordial (avidya) surgem os sanskaras ou os pensamentos estruturantes ou reconstrutivos.
2) Na dependência dos pensamentos estruturantes (sanskaras) surge o vijñana ou a consciência relativa, fragmento da consciência total (Inominado), fragmento quase ego-personificado.
3) Na dependência da consciência relativa (ou vijñana) surge ou aparece o nome-forma ou aparecem a falsa pessoa-ego pensante e o seu objeto ou mundo pensado.
4) Na dependência do nome-forme (ou sujeito e objeto) surgem a seis esferas dos sentidos (ou a esfera do enxergar pensante-pensado e o pretenso dado enxergado e sempre só pensado; a esfera do ouvir pensante-pensado e a pretensa fonte sonora sempre e só pensada, etc.).
5) Na dependência das seis esferas dos sentidos aparece o contato.
6) Na dependência do contato aparece a sensação (contaminada ou fisiológica, porque o Saber-Sentir-Intuir são do Aqui e Agora, do Inominado e livres da dodécupla cadeia) .
7) Na dependência da sensação vulgar aparece o apego, a sede (trisnã).
8) Na dependência do apego aparece a apropriação ( e também o rechaço, menos comum).
9) Na dependência da apropriação indevida aparece o Vir-a-ser ou o viver cotidiano (vida ou vir-a-ser esse que nunca foi criado por ninguém, nem pelo deus das religiões nem pelo acaso científico).
10) Na dependência do Vir-a-ser cotidiano surge a impressão-convicção de nascimento, que nenhum homem conscientiza, a não ser os pais da criança.
11) Na dependência da impressão-convicção de nascimento (ou pensamento discursivo) salta fora o seu oposto a velhice-morte.
12) Entre o falso nascimento pensado e a falsa morte pensada temos, o falso crescimento, falso amadurecimento, os desgostos, as lamentações, as doenças, o mal, a dor, o desespero e a velhice. Aqui se incluem também todos os 11 engates precedentes que vão condicionar um novo nascimento na roda sem fim do ‘Samsara’ ou do vir-a-ser…”
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A Lei da Causalidade ou da Geração Condicionada,” não somente rege a superposição de tudo aquilo que nos doze engates (ou nidanas) ficou concatenado, mas também origina e ramifica muitas outras superposições mais, que se expandem em todos os sentidos. Isso é exatamente o que a Tradição e falsas religiões vem fazendo há milhares de anos, e a ciência moderna também fez em seus quatrocentos anos de existência. E ela muito mais que qualquer tradição e religião.
O enunciado moderno do Pratityasamutpada, (repetindo-me) é o que segue: “Isto sendo em pensamento, aquilo se extrojeta e aparece, aquilo se manifesta, aquilo se objetiva, aquilo se materializa, se concretiza se para tal for executado o ato intencional ou proposital. Isto não sendo pensado, aquilo não aparece nem se concretiza, porque aqui além de não pensar, o ato não se cumpre.
Por meio de tal Lei e também por meio da Lei da Interdependência, e graças inclusive à execução do ato intencional, (ato degenerado), o homem pensante pode engendrar e concretizar tudo o que lhe aprouver, desde que não existam impedimentos anteriores. Isto é não existam incrustamentos no fundo mental do homem, ou num fundo mental coletivo ou ainda num campo de consciência sensorial específico (campo da humanidade, campo da ciência, campo da religião etc.), incrustamentos esses difíceis de suplantar.
Ou também não se cumprem quando existem engendramentos prévios mais fortes e melhor estruturados, como certos engendramentos da tradição e da ciência.
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Os encadeamentos do “pratitya”, nos quais estão incluídos o mal pensar e a execução do ato intencional equivaleriam pois a varinha mágica que tudo recria e tudo engendra, com a qual a ciência moderna tanto abusou e abusa, principalmente nos domínios do imensamente grande (astronomia) e do incrivelmente pequeno (microscopia, microbiologia, células, moléculas, átomos etc). Na microscopia e na astronomia o zé-povinho, a tradição vulgar, as religiões e a filosofia comum não conseguem penetrar nem levantar antíteses ou contrariedades. Foi por isso que a ciência venceu tanto.
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Os animais também estão inseridos na recriação do Pratityasamutpada e na Manifestações dos três “chakras” ou vórtice inferiores.
Não poucos desses animais são recriações demiúrgicas como é de se crer sejam os antigos dinossauros.
Ou senão são engendramentos recentes da mente humana, como os germes, os vírus.
Algumas forjações são até o próprio homem decaído até as últimas conseqüências (involução), ou seja, são um “homem” que virou animal, ou também já era.
A virtude dos animais é que eles não pensam tanto nem abusam do ato propositado. O pretenso instinto deles não compromete tanto quanto o mal pensar humano.
Certos animais podem sim se aperfeiçoar e evoluir para a condição humana.
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Paciencioso, amigo, sabias que a epistemologia e a psicologia científicas, sem um aprofundamento adequado e sem o mínimo de autoconhecimento, mal começam a prevalecer a partir do QUARTO, QUINTO E SEXTO ENGATES (ou nidanas) da cadeia causal?
É só depois disso que as opiniões fúteis e descabidas deles passam a prevalecer sem parar.
Como se não bastasse, essas correntes científicas, acasaladas a biologias enganadoras e a teorias médicas confusas, inverteram tudo.
Botaram a carroça diante dos bois. Transformaram a mente em cérebro e esta massa melequenta virou um ORGANON do conhecer, ou um objeto analisador e um objeto passível de ser esmiuçado e analisado como cérebro no próximo.
Os cientistas desavisados transmutaram o eterno mentiroso, o manipulador e enganador (urgo-ego-pensamento) em grande entendido, em sabe-tudo, em perceptor perfeito e em avaliador e analisador de verdades escorregadias.
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De contrapeso, ainda acrescentaram incríveis fantasias dialético-psicológicas, tipo “Id” ego (freudiano), Superego, inconsciente fisiológico, inconsciente coletivo.
Nunca se deram conta de que é o próprio pensamento o que vira loucura ou psicose.
E não é o pensamento cerebral o que fica perturbado por agressões eletro-físico-químicas, por quimismos intoxicadores ou por perturbações externas adventícias. (Ver meus livros: Nós, a Loucura e a Antipsiquiatria e Antipsiquiatria e Sexo). E para azar dos perturbados mentais, todo o mundo aceita esse psicologismo capenga e esse bioquimismo cerebral como uma evidência de conhecimento perfeito.
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A propósito ainda dessa Lei da Causalidade que rege os engendramentos psicofísicos, repetindo-me, volto a enfatizar o alerta de Cristo, o qual, por incrível que pareça, também enunciou a Lei da Geração Condicionada à sua maneira. Ou seja:

“Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu!”,

Essa sugestão e alerta sábio foi vergonhosamente transformado na terrível lei da excomunhão, por meio da qual alguns cínicos, hipócritas, ignorantes e malvados de épocas passadas exerciam sua maldade, intolerância, desamor e prepotência.
E desta pretensa lei da excomunhão ou pena eclesiástica, quantos e quantos falsos religiosos usaram e abusaram!
Em verdade, quando Jesus proferiu tais palavras, de certo modo Ele também estava nós obsequiando um esboço da Lei da Geração Condicionada ou Lei da Convergência de Causas e Condições. Sim porque repetindo:

“Tudo o que o homem mal pensando ligar no mundo, identificando-se com o que ligou, isso, ficará preso à sua Mente Pura (Céu), maculando-A em parte.
E de tudo o que o homem se desligar no mundo, simplificando seu pensar, entender, perceber, fazendo uma higiene mental, isso ficará desligado na Mente Pura, Primeira e Verdadeira (Céu), o que equivalerá a uma Iluminação interior.
Isso poderá corresponder exatamente à Ressurreição do Último Dia ou do fim do tempo que Jesus preconizava!.”

Os infames teólogos cristãos da Santa Madre transformaram então esses dizeres de Jesus na Lei da Excomunhão, e a partir daí começaram a excomungar a torto e a direito, ou senão a vender as ridículos indulgências a preços exorbitantes.
Por causa disso surgiu Lutero e os protestantes.
Essa pretensa Lei da Excomunhão deve ter causado a ruína e a morte de milhares senão de milhões de pessoas.
Aclarando de outro modo, a meu entender, com tais dizeres Jesus quis apenas dizer o seguinte:
“Tudo o que, mal pensando, ligares na Terra ou na objetividade ficará ligado em tua Mente ou Espírito ou no teu modo de perceber (Céu). De tudo o que te desligares na Terra, deixando de mal pensar a respeito, ficará desligado em tua Mente, em teu Espírito (Céu) e voltarás a ser simples e puro como uma criança.
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A propósito ainda de verdades transcendentes, constantes no Novo Testamento, e que os maus religiosos antigos haviam desfigurado e ocultado, Jesus ainda denunciou:
“…[Ah, amigo!], se a vossa Justiça [Reta Compreensão, Reta percepção] não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos Céus!”
“Aí de vos, Doutores da LEI, [ou teólogos e intelectuais daquele tempo] que tirastes a chave da ciência [ou da Reta Compreensão e da Inteligência] vos mesmos não entrastes [no Reino de Deus], e impedistes os que entravam!” – Ou, “Aí de vós… que fechais aos homens o Reino dos Céus, e nem vos entrais nem deixais entrar aos que estão buscando entrar!”
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Pois é amigo, mas voltando à minha exposição, é bom que se saiba, que o Mestre budista e Sábio Nagarjuna (II d.C.), alerta mais ou menos algo idêntico ao que Buda proferiu, e diz que no plano empírico, que é o domínio ardiloso do tempo, da ignorância-desejo, nada há que nasça de si mesmo – (cuidado, nascer de si mesmo é uma tese monista, platônica, a qual diz que o Espírito involui e mergulha na matéria, feito uma mônada ou centelha divina e depois evolui.
Nascer de si mesmo também é uma tese materialista, que se opõe à primeira e diz que o pensar, o entender e o conscientizar humanos são um epifenômeno que no seio da matéria bruta se levanta e aparece por puro acaso.
Ou senão também diz que o pensamento surge da pretensa organização, evolução e complicação da matéria) – nem nada há, anímico ou material que nasça a partir de um pretenso ser superior (ou a partir de um “Ele”, deus-persona, separado do homem), ou ainda tampouco algo pode nascer e existir por puro acaso, (como a ciência impõe).
Para que a persona-urgo-ego surja ou pareça existir de modo condicionado, e com ela seu mundo basta que causas e condições subjetivo-objetivas convirjam. (Isto sendo, pensando, aquilo aparece, se sobrepõe…)
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Diante de todas essas “manobras” epístemo-psicológicas, astutas e sutis, e que se desdobram e se enlaçam numa fase ainda pré-ego, convém que se chame a atenção de que uma alma-corpo ininterruptamente contínua é uma falácia, porque o pensamento, mesmo que “nos” minta ou "nos" engane, ele-urgo-ego tem que reconstruir seus próprios elementos psíquicos e psicofísicos de momento a momento.
Tal alma refeita, composta, dependente só aparecerá a partir do nono engate da cadeia causal.
E por mais que esse falso ente-ego-anímico vá-e-venha, em seu vir-a-ser (ou Samsara, Trevas Exteriores), ele não consegue anular ou até mesmo suplantar o Espírito, a Alma Absoluta ou a Verdade em Si, que já Somos.
Por outro lado, convém inclusive que se alerte que a inexistência completa da alma-corpo pensada também não é verdadeira, posto que os engendramentos pensados, embora não sejam grandes coisas em si, ou só sejam dados da memória-raciocínio-imaginação, no mundo dito material e no mais além, finalmente eles tudo representam.
E com que facilidade tais engendramentos psicofísicos escravizam o homem não avisado, e o levam a involuir, a se complicar, a reforçar a prisão do tempo, mas nunca a se aperfeiçoar e se Libertar!

Magia e Espiritualismo – 05) A Arte de Respirar e a Morte

Diz o grande poeta indiano Kabir em seu livro "Cem Poemas"
“Todas as coisas são criadas pelo “OM” [ou pelo Verbo, pelo Som Primordial].
O Amor Manifesto é a forma de seu corpo.
No “OM”
[Verbo, Som-Sentir] não há nem formas reconhecíveis, nem qualidades, nem decadência, nem morte. [Portanto, livre de intenções], busca unir-te a ‘ELE-EU’, o SER!
Esse Deus sem formas, diante
[do enxergar vulgar ou diante] dos olhos das criaturas, contudo, assume milhares de formas. [Mas quem refaz essas inumeráveis formas é exatamente esse ver contaminado ou esse ego-pensamento enganador].
‘EU-ELE’ é puro e indestrutível.
É impenetrável e tem a forma do Infinito.
Se em êxtase, ‘ELE-EU’ dança, as formas ondulantes e vitais surgem graças à sua dança.
O Corpo ou o Espírito não conseguem se conter quando tocados por sua graça infinita.
‘EU-ELE’ se esconde em todo conceito
-[pensamento enganador], em todos os gozos
efêmeros
[ou mal sentir] e em todos os pesares.
EU-ELE’ não tem princípio nem fim, mas feito Consciência-Existência-Felicidade, ‘EU-ELE’ tudo encerra.
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O Grande Mestre e Sábio Buda disse um dia:
“…Existe, ó irmãos, o REAL ou o Não-Nascido, o que Não-Vem-a-Ser, o Não-Feito, o Não-Composto… Irmãos, se não existisse o Não-Nascido, se não existisse o que Sendo Não-Vem-a-Ser, o Não-Composto, o Não-Feito, não se perceberia neste mundo [pensado] uma saída, um escape para aquele homem que diz ter nascido, para o que acha que vem-a-ser [em pensamento], para o feito [de modo proposital], para o que é composto… E visto que existe, ó irmãos, o Não-Nascido, que existe O que Não-Vem-a-Ser, [ou O QUE nem começa nem acaba], que existe O Não-Feito, O Não-Composto, por esse mesmo motivo, constata-se uma SAÍDA, um ESCAPE para o [Homem] que diz ter nascido, para o que vem-a-ser [em pensamento], para o feito [de modo intencional], para o composto…”
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Vejamos agora um grupo de aforismos de um conjunto de livros sapienciais, chamado Upanishads, escritos por sábios indianos anônimos, 2500 ou mais anos atrás.
01) - “O homem sacrifica seu alento na palavra e sua palavra no alento.
Quando uma pessoa fala, não respira e quando respira não pode falar.
Tais são as duas oblações ou oferendas imortais e sem fim, [e que o “Divya” ou o Homem-Deus Primordial ou ainda um “Isto-Sentir” pratica a favor do ego].
Quer estejamos dormindo, quer estejamos acordados, sacrificamos [a Verdade-SER] continuamente e sem interrupção.”

02) “Aquilo que dizemos conhecer, isso nos tornamos!”

03) “Pelo sopro todo os seres estão unidos e no sopro todos os seres convergem… É por causa do sopro [que o chakra gástrico ou manipura se manifesta e que] o Sol se levanta, e é no sopro que ele se deita. Graças ao sopro [respiração] os deuses [do quarto chakra ou cardíaco] elaboraram a estrutura viva. Assim é hoje, assim será amanhã. O sopro esta fora, o sopro esta dentro. É preciso inspirar e expirar harmoniosamente, a fim de evitar que se atraia o mal, a dor e a morte reiterada para nos mesmos.”

04) “A essência de tudo é “OM” [Absoluto], ou seja, a sílaba sagrada que também é o sopro-verbo, verbo-sopro. De “OM” provém o canto ou o som vital, do som provém o hino sagrado e adequado (do religioso), do hino sagrado provém a palavra significativa. O Homem é a essência da palavra, a essência do Homem são as plantas. a essência das plantas é a terra, a essência da terra são as águas e as águas da Vida são a essência de todos os seres conhecidos.”
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O Grande Sábio e
Mestre Buda volta a dizer:
“Tudo o que exteriorizamos [e que acabamos reconhecendo] é o resultado do que pensamos. Tem por essência o pensamento, é feito de pensamento [ou também resulta em forma e nome]. Se qualquer pessoa falar e agir com pensamentos corrompidos, então a dor, seguí-la-á como a roda segue as patas do animal atrelado.”
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Outra estância antiga do Upanishads também declara:
“É preciso simplificar e purificar com zelo este pensamento que suscita a ronda existencial [ou o Samsara ou também os nascimentos e as mortes reiteradas]. Na condição de Espírito [‘Divya’ ou ‘EU SOU’ em Renovação] nada podemos dizer nem conhecer sobre nós mesmos. Na condição de entes pensantes, tudo o que pensamos, isso nos tornamos, desde que para tal atuemos em conseqüência. Esse e o eterno mistério!”…
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E mais, outro escritor e Sábio anônimo dos Upanishads em seu tempo declarou:
“Aquele que estando aparentemente imóvel, e se concentra e medita em silêncio, e que além disso é lúcido e está atento, controlando a respiração, esse é um Sábio que busca romper os limites que seu ser pensante [ego] impõe. Esse procura também acabar com a restrição de suas funções, das quais o sopro ou a respiração é a função primordial, pois comanda as outras. Por meio dessa meditação lúcida e atenta, procura despolarizar suas energias vitais, acabando com a dualidade superposta, [acabando com a falsa pessoa-ego pensante e com o mundo pensado], a fim de entrar de modo uníssono e sincrônico no domínio da Vida Una, [representada pelo Sexto e Sétimo Chakras em atividade].”
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E propósito do que acabei de transcrever, digamos, amigo, que um Sábio Iluminado faleça. Isso o próprio Sábio chamará de passamento, de transferência ou de Mergulho no Absoluto.
Ora, o Divya Manifesto (ou Iluminado) sempre Vivencia a falsa morte do homem ou transferência.
E se o Divya Vivencia Isso, Eu-Ele não morre.
O que morre aí não será o corpo objetivado do Sábio, mas será o corpo que os outros pensam e projetam a respeito do Mestre, ou aquilo que eles enxergam e reconhecem feito corpo do Sábio.
Esse pretenso corpo é Algo deles mesmos, mas parece também estar relacionado com a presença do Sábio vivo ou já transferido.
Em verdade todos temos ou somos dois corpos: o que enxergamos e reconhecemos, ou seja nós mesmos densificados, e aquilo que os outros enxergam de nós e reconhecem.
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Geralmente o que morre é o corpo que os outros fazem de nós.
O nosso próprio corpo também morre ou se transfere.
O enterro dos outros acaba com aquela parte que eles mesmos pensaram de nós.
E acaba também com aquela parte de nós mesmos ou pretenso corpo material, daí a morte ser aparentemente imbatível e insuperável.
Os homens mal pensantes a tornam imbatível e insuperável.
Todavia, o corpo denso (físico) de um Sábio, quando este se Ilumina transmuta-se em corpo da Imortalidade ou em corpo de Vãjra.
Em termos objetivos, então, um Sábio-Espírito ou Vãjra, estando vivo, já não mais poderia persistir diante de nós ou continuar presente. Deveria sumir da nossa vida cotidiana como some da tumba, e isso, aliás, aconteceu com Jesus.
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Todavia, o que parece permanecer presente no nosso meio é o Amor do próprio Sábio que se corporifica e se sustenta com outra forma efêmera. Este Amor corporificado se funde com o corpo presumivelmente permanente que os outros forjam em relação ao Sábio.
Sim, em última instância, meu corpo denso ou pretensamente material é fruto do que eu mesmo penso [de modo enganador] e é fruto daquilo que os demais pensam de mim, ao me enxergarem, ao me reconhecerem e ao se relacionarem comigo.
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Pois bem, amigo, de que maneira essa falsa morte e parada respiratória do suposto corpo do Sábio se apresentará para alguém que não raciocina tanto nem costuma respirar tão mal?
E como ela se apresenta para um terceiro observador que só raciocina e reconhece?
Como essa ocorrência ficará representada em sua mente?
Ora, para quem não pensa tanto nem tão mal, o passamento do Sábio talvez só represente o cessar da respiração, da fala.
Quem sabe, equivalerá à suspensão das palpitações essenciais, a uma imobilidade aparente, a um silêncio.
Para esse homem cauteloso, tudo isso equivalerá sim a um desafio, mas principalmente a um profundo sentimento de perda.
Para o outro observador torpe e que exagera com seu mal pensar, essa ocorrência corresponderá a uma desagradável imobilização de um corpo, que há pouco se movia. Equivalerá a um começo de destruição da forma corporal, a uma decomposição iminente, a um mau cheiro, a um aspecto feio e repugnante, a um medo de se contaminar, de adoecer, a um pavor de morrer também, a uma tentativa de prender o fôlego, a uma necessidade de fugir. Em suma, para ele, tudo isso traduzir-se-á como repulsa do corpo falecido como um horror à morte.
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Esse segundo indivíduo, além de não mais reconhecer a Respiração Vital do Sábio, começará a respirar com dificuldade ou de modo truncado, além de ter que aguentar um mau cheiro ou odor que o corpo do Sábio aparentemente em decomposição exala, e que naquele momento o incomoda.
Em verdade esse corpo em decomposição é extrojetado por esse mesmo indivíduo medroso e mal pensante. Por isso, tal terceiro indivíduo terá que se afastar desse mesmo corpo-objeto, só e sempre reconhecível e terá que enterrá-lo, forçosamente.
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Todavia, o verdadeiro veículo do Sábio ou o Corpo Real, Agora transmutado em Corpo de Vãjra, em Corpo da Imortalidade escapará da constatação e percepção viciada desse homem vulgar e mal pensante, com seu pavor da morte e com sua respiração truncada.
Em verdade o corpo aparentemente morto do Sábio, deveria até mesmo desaparecer, sumir, e não sobrar nada na tumba. E de fato desaparece, quando nada sobra do corpo que os outros nos fazem.
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Com a Iluminação, com a Auto-Realização todos os corpos do indivíduo, como o denso, o sutil, e o causal, e que constituíam tal Sábio, transmutam-se no corpo de Vãjra, no Corpo da Imortalidade ou no próprio Filho do Homem.
E se alguma coisa objetiva parece sobrar daquilo que um dia (tempo) foi um Sábio na Terra, isso sempre corresponderá àquilo que os seus discípulos, simpatizantes, seguidores e até mesmo inimigos extrojetam.
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E para encerrar a temática a respeito do “sopro”, da respiração, há um livro importantíssimo que os discípulos de B.S. Rajneesh escreveram e que se intitula O Livro dos Segredos, e que em certo trecho diz, de modo aproximado. Obviamente eu o remanejei.
“A respiração é um fluir constante; nenhuma pausa é possível.
Se por um simples momento alguém se esquece de respirar, já não pode mais viver.
Todavia, EU SOU em todos nós não é solicitado para respirar, porque se fosse, tudo ficaria mais difícil.
Esse ALGO ESPECIAL não pode parar de respirar por um momento porque depois nada poderia ser feito.
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Desse modo, então, EU SOU em nós não está mantendo essa respiração dita mecânica, porque nesse atuar mecânico do respirar, EU SOU não interfere e Ele-EU é desnecessário.
O corpo dorme profundamente e a respiração continua; o corpo está inconsciente e a respiração continua; o corpo está em coma profundo e a respiração continua.
Em nenhum momento EU SOU aí é solicitado.
A respiração é algo que continua a despeito do enganador ficar-cônscio egocêntrico, e a despeito da Consciência-SER ou EU SOU…
…Entrementes, amigo, o ego em ti não pode continuar vivendo se não respira.
Por isso, a respiração e a vida, nesse caso, são praticamente sinônimos.
A respiração é o mecanismo da vida, a vida está profundamente relacionada com a respiração.
É por isso que na Índia a vida e a respiração são chamadas de prana [ou de shakti].
Nós utilizamos uma única palavra para a vida e para a respiração, [ou seja, a palavra shakti, que é o mesmo prana transformado em Kundalini], e prana significa vitalidade, vida. E o que tu chamas tua vida, ó amigo, é só respiração
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“E mais, a tua respiração é a ponte entre ti [ego, se estás dormindo; e EU SOU, se Desperto estás] e teu corpo. A respiração te liga a teu corpo, te relaciona com teu corpo. A respiração não é somente uma ponte que te une ao corpo. É também uma ponte entre a tua falsa personalidade [ego], e o verdadeiro [EU SOU], e o universo. O corpo, em última instância, e apenas o universo que veio a ti [ego], que está mais perto de ti [ego].
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“O que chamas teu corpo é outra faceta do próprio universo, num nível menor. [‘Tanto embaixo como em cima, tanto em cima como embaixo ‘]. Tudo o que o corpo manifesta também está manifesto no universo, sim tudo, cada partícula, cada célula. Teu corpo é o contato mais próximo com o universo. Teu corpo é a abordagem mais eficaz e mais próxima que se possa ter do universo.
A respiração é a ponte. Se a ponte-respiração for quebrada, não estarás mais no corpo, não estarás mais no universo reconhecível,
O ego em ti se moverá para alguma dimensão desconhecida. Para um astral.
EU SOU em ti, contudo, poderá inclusive não mais situar-se no espaço e no tempo que o pensamento-respiração determinam.”
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“…Se a lucidez e a inteligência em ti puderem fazer alguma coisa com essa respiração mecânica, o ego se sumirá e, subitamente, o SER em ti voltará a prevalecer feito o AGORA do EU SOU.
Se puderes fazer alguma coisa para modificar essa espécie de respiração, [sem que te proponhas, para tal intenciones, maquines com a cabeça], poderás transcender tempo e espaço. Se algo puder ser feito com a respiração, o Homem situar-se-á tanto no mundo e como inclusive além dele.
“A respiração tem dois pontos: – um, é onde ela toca o corpo e o universo, e o outro é onde ela toca o ego em ti e toca também AQUELE [EU SOU] que transcende o Universo.
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Nós, na condição de egos, só conhecemos uma parte da respiração.
Quando ela se move para o corpo, para o universo, nós, grosso modo, acreditamos conhecê-la. Mas a respiração está sempre se movendo do corpo para o ‘não-corpo’ [ou ESPÍRITO] e do ‘não-corpo’ [ESPÍRITO] para o corpo.
O ego em nós não pode e não consegue conhecer o outro ponto da respiração.
Se a lucidez e a inteligência em ti se transformarem em Consciência desse outro ponto, desse outro lado da ponte, desse outro pólo da ponte, subitamente te transformarás e te transportarás para uma dimensão diferente…”
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“[O enfoque que o Tantra tem da respiração difere sobremaneira do enfoque do Yoga]…
O yoga tenta sistematizar a respiração. Claro que, se sistematizares a respiração, tua saúde melhorará bastante.
Se conheceres os segredos do pranayama ou da respiração tua vida se tornará mais longa, terás mais saúde e viverás mais tempo. Ficarás mais forte mais cheio de energia, mais vitalidade, mais vivo ou jovem.
“O Tantra, contudo, não se preocupa com isso.
O Tantra não se preocupa em descrever a respiração como faz a ciência.
Em sistematizar a respiração como faz o yoga, mas, sim, preocupa-se com o uso da respiração, como interiorizá-la sem nada se propor.
O indivíduo não precisa praticar um estilo especial de respiração.
Tem de aceitar a respiração como ela vem.
Tem apenas de, ‘não ficar cônscio de’ (ou não raciocinar), mas sim tornar-se Consciência de alguns pontos da respiração.
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“Quando respiramos existem certos pontos especiais, mas não nos apercebemos deles. Estivemos respirando e continuaremos respirando; nascemos respirando e morreremos respirando. Mas alguns pontos da respiração nos escapam…
…Existem certos pontos da respiração que nunca ninguém jamais observou, e esses pontos são as PORTAS – as portas mais próximas de ti, por onde podes entrar num mundo diferente, num Ser diferente, numa Consciência diferente.
Esses pontos, infelizmente, são muito sutis. [Transcreverei, portanto, apenas um. Quem quiser conhecer os outros pontos, que leia o Livro dos Segredos, de Rajneesh].
“Agora vou abordar cada uma das técnicas:
‘Shiva respondeu: Ó Ser Radiante, está experiência pode surgir entre duas respirações. Depois de inspirar e um pouco antes de expirar – dá-se o benefício!…
…Amigo, fica atento entre esses dois pontos e observa o que acontece. Quando a respiração entrar, observe!
Por um único momento ou por um milésimo de momento, a respiração aí não existe – e isso antes de ela voltar, antes de ela sair.
O indivíduo inspira; existe então certo momento no qual o ar pára.
Depois, o ar sai. Quando o ar sai, novamente, por um único instante, ou uma parte de instante, a respiração pára. Depois o ar entra.
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“Antes de o ar entrar ou sair, existe um momentos no qual o homem não respira.
Nesse momento, o acontecimento é possível, porque, quando o homem não respira, ele não está no mundo.
Amigo, entende isto: quando tu não respiras, é como se estivesses Morto!
Sim, contudo ainda existes, e não estás morto.
O momento, entretanto, é de tão curta duração que jamais o observas ou dele de dás conta.
“Para o Tantra, cada expiração é uma morte e cada nova inspiração é um renascimento.
Inspirar é renascer; e expirar é morrer.
Desse modo, então, em cada respiração, estas morrendo e renascendo.
O intervalo entre os dois movimentos e curtíssimo, mas a observação aguçada e sincera, e a atenção perfeita vão te fazer sentir esse intervalo em que nem inspiras nem expiras.
Se puderes SENTIR tal intervalo – diz Shiva – dar-se-á o BENEFÍCIO!, e então nada mais é necessário. Estarás abençoado.
Tornar-te-ás SABER-e-SENTIR e INTUIR PLENOS, sim, a COISA ACONTECEU!"
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Repito que o Upanishads disse: O homem sacrifica seu alento na palavra e sua palavra no alento.
Quando uma pessoa fala, não respira e quando respira não pode falar. Tais são as duas oblações oferendas imortais e sem fim, [e que o “Divya” ou o Homem-Deus Primordial ou o “Isto-Sentir” pratica a favor do ego]. Quer estejamos dormindo, quer estejamos acordados, sacrificamos [a Verdade-SER] continuamente e sem interrupção.”

MAGIA E ESPIRITUALIDADE – 04) SIMILITUDES ALQUÍMICAS, RETIRADAS DO LIVRO INÉDITO “PRISÃO DO TEMPO

Para que o homem retorne à condição Incondicionada de o “Não-Nascido”, o “Não-Feito”, o “Não-Composto”, “O que não-vem-a-ser no tempo”, o Imortal, os Grandes Mestres sempre sugerem que ele recorra à Reta Sabedoria.
Ou senão, que tal homem faça uma higiene e simplificação mental, e que pratique as boas meditação, devoção do misticismo perfeito.
Esse autêntico Misticismo – e não mera mistificação religiosa – implica uma ascese que faz parte do Yoga, do Budismo, Zenbudismo, do Taoísmo, do Sufismo, do Cristianismo autêntico, (ou dos ensinos de Jesus) etc.
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Amigo, convém saber que a Reta Sabedoria nunca fez parte da ciência moderna, mas sim só de certas correntes filosóficas, como a Vedanta Advaitista, o Yoga, e até mesmo a Samkhya indianas. E também faz parte de uma Madhyamika e Vijñanavada ou sabedorias budistas e lamaístas, como faz inclusive parte do Taoísmo filosófico, do Zen epistemológico (“mondos” e “koans”), e também da Cabala órfica ou fonética (e não a Cabala numérica dos judeus).
Tal Saber faz parte do Tantra pré-hindu, do Gnosticismo antigo, do Neoplatonismo e, principalmente, da “ARS REGIA”. Em termos de ciência, quem sabe faça parte também do que há de melhor na Física Quântica Ondulatória e da Física Escalar.
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A ARS REGIA ou Arte Real ou Alquimia Verdadeira, desde tempos imemoriais vinha e vem sendo praticada por certos povos. E no Ocidente, principalmente na Idade Média, os “Templários”, os Rosacruzes autênticos também conheceram a Alquimia.
Já nessa época ela começou a ser foi desvirtuada pela ganância e pelos aventureiros mau caráter. Por outro lado, não é verdade que a boa Alquimia tenha originado a química moderna quantitativa, manipuladora e desvirtuadora do Real.
Lamentável é dizê-lo, mas a ciência moderna só exalta a intelecção, a pretensa impecabilidade quantitativa da lógica-razão, ignorando, porém, que essa a todo momento engana o homem.
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Sim, pois a lógica-razão, não conseguindo Vivenciar o Não-Nascido, o Não-Feito, o Não-Composto, o que-não-vem-a-ser, em suma o REAL, primeiro simplesmente esconde o Real. Em segundo lugar, apelando para a Lei da Geração Condicionada e para a Lei da Interdependência (em tópicos anteriores já vimos o que é isso), a lógica-razão, no lugar do REAL, coloca uma faz-de-conta que se bifurca e vira falso ente pensante ou ego-urgo e falsa coisa ou mundo pensado.
A partir daqui, a lógica-razão reconstrói todas as suas fantasmagorias, ou refaz o pretenso nascido, aquilo que parece ser feito ou forjado, o dado composto, o que vem-a-ser. Em suma, superpõe todas essas fantasmagorias ao REAL ou a uma Autonatureza subjacente
Em terceiro lugar, a lógica-razão, transformada em discurso fútil e em ladra de ações (ou em ato intencional) tenta fundamentar todas as suas intromissões e trapaças por meio da dialética
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Sim, amigo, por meio da reflexão correta, da concentração mental, da respiração perfeita, da contemplação serena e da meditação profunda, a ascese mística leva seu praticante a superar a falsa impressão-e-convicção de alma personificada e de corpo material só e sempre objetivado, propiciando a que o bom Entendimento do Buscador mergulhe numa condição verdadeira e absolutamente Real que os Mestres chamam Nirvana, Reino de Deus, Nirvikalpasamadhi, Tao etc.
A boa ascese mística e o criticismo filosófico são chamados o caminho seco, o caminho da mão direita. Neste caminho da mão direita se incluiriam os feitos ou as sagas dos heróis verdadeiros (ou seja, as ações puras dos “Viryas” ou heróis).
O Tantrismo, adotado tanto pelo Hinduísmo como pelo Taoísmo e Budismo, é chamado o caminho da mão esquerda. Aqui o despertar do “Não-Nascido”, do Não-Feito (ou do autêntico Ser subjetivo ou do Real) se dá por meio de uma prática sexual diferente, chamada Maithuna.
Na iniciação tântrica, indivíduos especiais (“Ele” e “Ela” Primevos) praticam: o coito mágico, sem que se dê a liberação do sêmen por parte do Homem. Embora em ereção, “Ele” permanece passivo e em profunda concentração meditativa. A parte ativa é “Ela”.
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A boa prática do “maithuna”, prática que não é para que qualquer homem a pratique, contribui para reativar uma vitalidade poderosa, oculta no Ser Vivo, chamada fogo serpentino (ou Kundalini ou Espírito Santo ou Ainsoph ou Prana-Shakti etc.).
Quando o fogo serpentino desperta no homem, simultaneamente reativam-se os sete chakras ou vórtices psicofísicos.
E a propósito amigo leitor, conforme já deixei evidente em meu livro Apocalipse Desmascarado, os pretensos sete dias da criação do Gênesis em verdade são apenas Manifestações Vitais desses sete vórtices ou chakras, com respectivas exteriorizações.
Tais dias do Gênesis nunca pretenderam dizer ou sugerir que a Criação Divina se fez em sete dias ou em sete etapas, a partir dos quais depois saltou fora o mundo e o homem, e muito mais tarde a mentirosa teoria da evolução das espécies.
Esse “sete dias”, Aqui e Agora, sugerem apenas uma Manifestação Divina em renovação, que surge a partir dos tais sete vórtices ou chakras “do corpo celestial do Pai-Mãe Primevo” (ou também “Céu”, Hur-Maha, Osíris-Isis etc.).
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Levando em conta essa Manifestação Divina em Renovação, nunca houve uma criação propriamente dita no tempo e no espaço, ou num receptáculo espaço-temporal pré-existente. Há, portanto, uma Manifestação, Aqui e Agora.
E a respeito do Maithuna ou sexo sagrado, quando se dá essa conjunção corporal diferente, do “Ele”-Anima com “Ela”-Animus, a “Anima” n’Ele é quem “engravida”.
A “Anima” n’Ele então se transmuta no “Rebis” ou no Filho do Céu, no Filho do Homem, e que é exatamente o Ser Verdadeiro ou o “Não-Nascido”.
Aí também se reabre o terceiro olho, a visão interior e o Reino de Deus, a Autonatureza nem interna nem externa volta prevalecer.
A dupla objetividade macho e fêmea desaparece e cede lugar à Imortalidade renovada do “Andrógino”, do Não-Nascido. (Diz o “Gênesis”: “Os Eloin Macho e fêmea o Fizeram, ou Se Fez”. Os Eloins não criaram o homem e a mulher separados. Quem recriou o homem e a mulher separados foi Jeová, aparentemente).
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No caso de um eventual Maithuna, da condição decaída e quase animal, os falsos corpos e almas objetivados cedem lugar ao “Não-Feito”, ao “Não-Nascido” e que é exatamente esse “EU-ELE” ou o Rébis ou o Filho do Homem, Filho do Céu.
Quando o Maithuna é mal praticado por magos negros, por simples aventureis eróticos e maus religiosos, existe o perigo de que no lugar do Filho do Homem surjam seres anômalos tipo “Kundiguador” (que é um ser deformado e que a atividade Kundalínica gera, cujo melhor exemplo é o cruel Bafomet do ocultismo da Maçonaria etc.).
Esse, feito um diabo, se apresenta com chifres na cabeça, cara de bode, asas abertas tipo pássaro, seios de mulher, nádegas pela frente e duplo sexo ou androginia por trás, pernas e patas de bode.
Como figuras mais amenizadas desse “Kundiguador” temos os faunos da Mitologia grega, tocando flauta e sempre excitados atrás de ninfas, com cauda, chifres, patas e cascos de bode. A igreja católica transformou tudo isso em diabos, demônios, quando em verdade são apenas seres humanos que se degeneraram pela prática de um sexualismo mágico inconveniente.
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Ademais, meu caro amigo, é bom que saibas que a Alquimia ou a “ARS REGIA” encerra três etapas mágicas em sua maneira de se desdobrar e de ser. E estas três etapas são chamadas “nigredo” ou Operação Negra, “albedo” ou Operação Branca e “rubedo” ou Operação Vermelha
Tais operações ou etapas são modos de AGIR especialíssimos que os Sábios, os bravos (heróis) e os Alquimistas verdadeiros conheciam e conhecem bem.
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“Nigredo” ou fase negra é quando “Algo” de “EU-ELE” (ou Algo do Não-Nascido) aparentemente decai e fica prisioneiro das “trevas exteriores”, elaboradas tanto pelo Demiurgo (ou falso Deus-pessoa, deus externo) como pelo urgo ou ego-pensamento.
Na fase Nigredo, “Algo” do ABSOLUTO (do Não-Feito) parece, então, ficar preso a objetividade, que é o nosso falso mundo cotidiano, próprio da causalidade, da casualidade e de toda necessidade.
Quando o Filho Pródigo se mistura com as “filhas nascidas da Terra, nascidas de Gaia”, e se mistura com os “robôs” do Demiurgo introduzidos na Terra, esse “Eu-Ele” (ou seu reflexo) se degrada ainda mais e involui. Estas filhas e robôs equivaleriam também a reconstruções estáticas e permanentes do pensamento humano.
Mas podem inclusive ser vistas como correspondendo à falsa alma (“filha da terra” ou Evas exteriorizadas) e ao falso corpo físico (robôs).
Filhos ou filhas da terra também seriam aquilo que a própria Gaia, Terra geraria espontaneamente a partir de si mesma, graças ao humus, umidade, forças telúricas etc.
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Não aceitando uma involução real propriamente dita, e sim aparente, a etapa “nigredo” ou Operação Negra também inclui em si mesma a dissolução alquímica. E esta corresponde a dissolução da personalidade egóica ou egotista do herói-oficiante. Este último tanto pode ser um herói legítimo como um alquimista.
A dissolução alquímica é um começo de ESCAPE, de fuga deste mundo de mentiras e lágrimas, e também de morte.
E a propósito, amigo, a palavra “Egito”, que o livro “Êxodo” atribuído a Moisés registra, e que está incluído no Pentateuco ou Torá, quer dizer apenas nigredo. O Egito é pois a "Terra Negra”. A Operação Negra, traduz-se pois como uma queda e dissolução.
Na etapa nigredo, simples “reflexos” do verdadeiro “EU-ELE” arriscam uma morte mágica ou um desaparecimento no Caos objetivado (ou no nosso mundo).
Em verdade, esses “reflexos do “EU-ELE” ou heróis tentam salvar e arrebatar alguns justos que se extraviaram nesse mundo exterior.
Quando a fase nigredo ou Operação Negra termina, aquele “deus” que voluntariamente havia caído nas trevas, transformando-se em “herói, torna-se um brâmane ou um nascido-duas-vezes, ou ainda torna-se um ariano de verdade (“Arya”). Nesta fase, ele continuará sua marcha de retorno ou sua marcha levógira, seu caminhar contrário aos ponteiros do relógio.
Cumprida a etapa nigredo, o Rei Mago Negro (ou um dos três alegóricos reis magos ligados ao nascimento de Jesus) entrega seu presente à criança recém nascida, ao Cristo Verdadeiro, e que também é aquele que renasceu ou nasceu duas vezes.
(“Em verdade vos digo que se não vos tornardes simples como meninos, não entrareis no Reino de Deus!”, alertava Jesus Cristo).
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A fase seguinte Operação Branca ou a etapa “albedo” é um processo alquímico de transformação e transmutação. O herói-oficiante, um alquimista ou mesmo um bravo, na fase branca purifica seu sangue e transforma-se em Homem-Branco. É aqui que começa a peregrinação, o êxodo, a verdadeira evolução ou o retorno às origens.
No Deserto da Vida exteriorizada, o herói alquímico deverá extrair a Água Viva da Pedra, graças a recuperação do Vril ou Terceiro Olho, Vril que também corresponde ao bastão que Moisés levantou no deserto, ou corresponde à espada do alquimista.
Essa também é a “Excalibur”, a espada mágica do Cavaleiro da Fé.
Nesta etapa é o Rei Mago Branco quem entrega seu presente à criança renascida ou ao Cristo Verdadeiro.
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Depois dessas duas fases, passa a prevalecer a etapa “rubedo” ou a Operação Vermelha. Esta é o último estágio da “ARS REGIA” e equivale à Ressurreição Definitiva do Corpo Imortal “EU-ELE”, agora visto como um Todo, visto como fogo vermelho, também conhecido como o corpo de Vãjra (= corpo de fogo).
A etapa rubedo está simbolizada pela “travessia do Mar Vermelho e pela chegada à Terra Prometida’, descritas no “Antigo Testamento”. (Travessia = Peschah = Páscoa).
Nesta fase, “EU-ELE” se reveste de uma energia imortal, incorruptível, “de uma natureza dura como um diamante e vermelha como o rubi”, daí isso, em sânscrito, ser chamado corpo de Vãjra.
Na fase nigredo a criança-homem renasce, na fase albedo cresce e peregrina e na fase rubedo, o “Rébis” ou o nascido duas vezes alcança a condição adulta, a modo de dizer, ou torna-se um totalmente Realizado.
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Em sua obra “La Resurreccion del Heroe”, do notável escritor e pensador chileno, Miguel Serrano, encontra-se a seguinte e oportuníssima passagem:
“A criança que havia nascido como embrião, na fase Nigredo, e que cresceu na fase Albedo, alcança a Vida Eterna ou Adulta na Operação Vermelha ou fase Rubedo.
Nas gravuras da obra Rosarium Philosophorum, uma criança minúscula ascende do Banho do Rei e da Rainha, ou do banho dos amantes (Maithuna). Tal pequena criatura equivale ao corpo astral verdadeiro, que é o Rébis (ou res-bina, Natureza dupla), ou ainda é o Umúnculo que está nascendo.
Na operação final (rubedo), tal Rébis transforma-se no próprio Rei-e-Rainha com um corpo único. Rébis é pois o Andrógino Coroado, o Homem-Total, ou é o ‘ELE-ELA’ Ressurgido, o Absoluto em Manifestação.
É também o Alquimista Realizado, com sua alma gêmea, sua Irmã-Auxiliar unida a ele. É o Herói com sua espada excalibur e sua Deusa.
Na etapa rubedo, o Rei Mago vermelho entrega agora seu presente ao Herói ressuscitado, que é o corpo Vãjra de matéria incorruptível.
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“Na Operação Vermelha (rubedo) ‘EU-ELE’ ressuscita com o corpo e tudo o mais. No seu ataúde ou tumba não se encontrará pois nada nem ninguém, salvo uma espada.
O brâmane verdadeiro, nascido duas vezes, ou renascido, ressuscita com seu corpo imortal, indestrutível, de cor vermelha. Quando tal fase passa a prevalecer, costuma-se dizer que o Mestre e Herói é levado ao Céu num carro de fogo, como deve ter acontecido com os profetas Enoch e Elias.
O Mestre e Herói ascende em direção à sua ‘Flor Inexistente’ (Flor não-objetivada e que é exatamente o Não-Feito), num Carro envolto em chamas, em suma num Vimana (ou num Disco Voador).
Agora ELE-EU é um Vimana, ou transformou-se num ASTRO."
Esse e o motivo, digo eu, autor do livro Prisão do Tempo, do por que os sacerdotes brahmanistas, totalmente esquecidos da Verdade Imortal, praticavam aquele ritual que antes citamos, o de forjar algo que sobrevivesse no espaço e no tempo, e isso correspondia a um verdadeiro arremedo da ARS REGIA.
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Eles, os brâmanes decaídos tentavam, assim, forjar uma alma pensada para si ou para os crentes que a solicitavam, e tinham que obsequiar a oferenda correta para o ritual.
E é por esse motivo, também, que os arianos da Índia sempre queimam seus mortos, tentando se aproximar de uma extraordinária possibilidade perdida: ou seja, Dissolver a matéria corruptível num fogo interior, na magia alquímica da transmutação.
Só que no caso do sacerdote antigo e seu ritual, nem a verdadeira Alma ou Espírito ressurge, nem tampouco na cremação algo verdadeiro resta do cadáver. Nessa pira funerária só há cinzas. Nesses rituais comuns, pálidos reflexos e desvirtuamentos da ARS REGIA, nenhum Espírito verdadeiro está presente e nenhum corpo vermelho imortal [Vãjra] ressuscita… Fica-se apenas com o ritual vazio do antes, durante e do depois, que e o TEMPO)”…